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É preciso salvar as empresas


Do Diário do Grande ABC

03/04/2020 | 23:59


Neste momento em que o mundo se mobiliza no combate ao avanço do coronavírus (Covid-19) é imprescindível que toda a sociedade esteja comprometida e a situação não é diferente com patrões e empregados. É essencial que ambos encontrem bom senso na busca de soluções para problemas que surgem a cada dia. No setor de alimentação, bares e restaurantes sentiram a imediata queda no movimento em razão da necessidade do afastamento dos consumidores de locais públicos para evitar a contaminação.

Diante desse cenário, surgem inúmeras questões sobre como ficarão as empresas? Sobreviverão após o período da quarentena? Como resolver a questão da paralisação dos colaboradores? A fim de informar, orientar e proteger as empresas da sua base territorial na região, o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) recomenda que se preparem e tomem decisões baseadas nos artigos 501e 502 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que autorizam medidas urgentes em caso de força maior. Ações são necessárias para evitar que empresas desse setor, especialmente os pequenos estabelecimentos, sejam brutalmente afetadas e as que sobreviverem se preparem para a recuperação após a crise.

Empresários estão protegidos pela lei, em caso de medida extrema como rescisão contratual, de efetuar pagamento pela metade. Também podem se valer de saídas como férias coletivas com pré-aviso de apenas 48 horas. Outra opção é antecipação de período de férias objetivando compensação futura, mesmo para trabalhador que não tenha adquirido esse direito. Em caso de o trabalhador ser obrigado a ficar em casa, é permitido que compense as horas paradas fazendo duas horas extras por dia durante 45 dias quando retornar às suas atividades.

Há, ainda, a possibilidade de elaborar acordo de banco de horas com colaboradores para este período específico e durante o enfrentamento da crise. A quitação das horas pode se dar pelo total de horas descansadas enquanto o trabalhador estiver afastado pelo período de quarentena. Esses são apenas alguns exemplos que amparam o empresário para que em tempos de crise tenha condições de manter o seu estabelecimento em funcionamento e não precise fechar as portas, colocando crise ainda maior no desenvolvimento econômico regional.

Confesso que, ao longo de muitos anos de experiência, nunca presenciei situação como esta. Para ajudar no que for necessário, o Sehal está inteiramente à disposição dos seus sócios para orientar e esclarecer durante este momento tão delicado, de infortúnio e jamais vivido no mundo. Acredito que juntos somos mais fortes e, assim, venceremos mais este desafio com fé em Deus e muita determinação.

Beto Moreira é presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hotéis e Alimentação do Grande ABC).

PALAVRA DO LEITOR

Os R$ 600
Informação aos mal informados: os R$ 600 que serão destinados aos trabalhadores informais não são bondade de Bolsonaro, que de bondoso nada tem. O projeto é do deputado Marcelo Aro, do PP de Minas Gerais, benefício aprovado pelo Congresso (Política, ontem). Bolsonaro, na verdade, queria dar R$ 200 aos informais, além de aprovar R$ 2 bilhões ao fundo partidário mais outros tantos bilhões para socorrer banqueiros. Portanto, tomem cuidado com fake news.
Agostinho Maola
Mauá

Concordância
Enfim, parece consenso que temos presidente da República incapaz de gerir a Nação. É chegada a hora de apeá-lo do poder. Que o posto seja ocupado por alguém consciente, independentemente de cor partidária.
Juvenal Avelino Suzélido
Jundiaí (SP)

Fala muito
Sabe, alguns assíduos frequentadores desta coluna me convenceram! É isso aí, o negócio é criticar Bolsonaro, colocar a culpa de tudo sobre ele. Me convenci de que é mais fácil do que fazer alguma coisa. Criticar o governo e ficar assistindo a tudo de camarote, atrás do computador . Só uma pergunta: se tantos aqui dizem que o governo federal não está fazendo nada, me digam, então, quem está? Ah, já que não suporto mais este governo, estou abrindo mão dos R$ 600.
Edson Roberto Peleteiro
Santo André

Esperar mais?
Aos correntistas que já ganharam na Justiça o direito de reaver seu dinheiro da poupança e planos Collor, Bresser e Verão, a maioria já idosa, devido à demora de mais de 20 anos para tal reembolso, não interessa esperar até 2025, para depois receber o valor verdadeiramente devido ‘aos sobreviventes’. Querem seus direitos totais já, pois já é passado tempo em demasia. Chega! Os bancos já ganharam muito dinheiro com esses planos e já foram editadas diversas medidas para que se estruturassem para fazer tais pagamentos. Onde está o dinheiro? Gerando mais lucros aos bancos, à custa da economia sorrateiramente retirada da população. Não sabemos o que vai resultar, o que se passa na cabeça dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal)? Sabemos que Justiça tardia não é Justiça. Todos nós sabemos que poupadores do Plano Color, e outros, estão ávidos para receber o que lhes pertence o mais rápido, se possível neste mês, mesmo que seja em algumas parcelas, pois o povo poupador daquela época já está bem velhinho, confinado em casa, para sobreviver ao coronavírus.
Nahor Della Colleta
São Caetano

Álcool
Vi que o Complexo Hospitalar Albert Sabim, em São Caetano, está com falta de equipamentos básicos de proteção para atender pacientes com a Covid-19. Denúncias de profissionais de saúde feitas à TV dão conta de que, nesse hospital, não tem álcool gel para os pacientes nem aos funcionários. Foi feito BO (Boletim de Ocorrência) sobre esse assunto e houve demissão de parte da diretoria do complexo hospitalar. Na TV foi mostrado que estão fazendo ‘gambiarra’. Em vez de álcool gel, usam álcool normal. É vergonha para uma cidade que se diz de primeiro mundo, mas que nunca foi. Espero que isso seja averiguado.
Fernando Zucatelli
São Caetano

Aglomeração
Sou moradora da Vila Bastos, em Santo André, e informo que estamos em isolamento, saímos apenas uma vez por semana para buscar alimentos e é dia de guerra, preparo para sair (máscara, luvas, álcool gel para limpar o carro), fazer as compras, limpar todos os alimentos, lavar roupas e sapatos usados e, claro, tomar banho para poder ter contato com o resto dos familiares. Dia 2, lindo dia de sol, precisei sair do meu isolamento para levar mantimentos para meus pais, que são do grupo de risco, são só pela idade. Aí me deparei com cena tão triste, na Praça Kennedy, Rua Lino Jardim, na rua acima de casa parecia festa, muita gente na praça, pessoas felizes conversando, crianças correndo e brincando, pessoas deitadas na grama, cachorro nos brinquedos com seus donos! Juro, quase chorei! Tantas pessoas medíocres e irresponsáveis! Juro, não tinha nenhum ser com alguma máscara. Me senti humilhada, idiota e sem esperança nesta guerra invisível.
Nadia Mendes
Santo André 



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É preciso salvar as empresas

Do Diário do Grande ABC

03/04/2020 | 23:59


Neste momento em que o mundo se mobiliza no combate ao avanço do coronavírus (Covid-19) é imprescindível que toda a sociedade esteja comprometida e a situação não é diferente com patrões e empregados. É essencial que ambos encontrem bom senso na busca de soluções para problemas que surgem a cada dia. No setor de alimentação, bares e restaurantes sentiram a imediata queda no movimento em razão da necessidade do afastamento dos consumidores de locais públicos para evitar a contaminação.

Diante desse cenário, surgem inúmeras questões sobre como ficarão as empresas? Sobreviverão após o período da quarentena? Como resolver a questão da paralisação dos colaboradores? A fim de informar, orientar e proteger as empresas da sua base territorial na região, o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) recomenda que se preparem e tomem decisões baseadas nos artigos 501e 502 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que autorizam medidas urgentes em caso de força maior. Ações são necessárias para evitar que empresas desse setor, especialmente os pequenos estabelecimentos, sejam brutalmente afetadas e as que sobreviverem se preparem para a recuperação após a crise.

Empresários estão protegidos pela lei, em caso de medida extrema como rescisão contratual, de efetuar pagamento pela metade. Também podem se valer de saídas como férias coletivas com pré-aviso de apenas 48 horas. Outra opção é antecipação de período de férias objetivando compensação futura, mesmo para trabalhador que não tenha adquirido esse direito. Em caso de o trabalhador ser obrigado a ficar em casa, é permitido que compense as horas paradas fazendo duas horas extras por dia durante 45 dias quando retornar às suas atividades.

Há, ainda, a possibilidade de elaborar acordo de banco de horas com colaboradores para este período específico e durante o enfrentamento da crise. A quitação das horas pode se dar pelo total de horas descansadas enquanto o trabalhador estiver afastado pelo período de quarentena. Esses são apenas alguns exemplos que amparam o empresário para que em tempos de crise tenha condições de manter o seu estabelecimento em funcionamento e não precise fechar as portas, colocando crise ainda maior no desenvolvimento econômico regional.

Confesso que, ao longo de muitos anos de experiência, nunca presenciei situação como esta. Para ajudar no que for necessário, o Sehal está inteiramente à disposição dos seus sócios para orientar e esclarecer durante este momento tão delicado, de infortúnio e jamais vivido no mundo. Acredito que juntos somos mais fortes e, assim, venceremos mais este desafio com fé em Deus e muita determinação.

Beto Moreira é presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hotéis e Alimentação do Grande ABC).

PALAVRA DO LEITOR

Os R$ 600
Informação aos mal informados: os R$ 600 que serão destinados aos trabalhadores informais não são bondade de Bolsonaro, que de bondoso nada tem. O projeto é do deputado Marcelo Aro, do PP de Minas Gerais, benefício aprovado pelo Congresso (Política, ontem). Bolsonaro, na verdade, queria dar R$ 200 aos informais, além de aprovar R$ 2 bilhões ao fundo partidário mais outros tantos bilhões para socorrer banqueiros. Portanto, tomem cuidado com fake news.
Agostinho Maola
Mauá

Concordância
Enfim, parece consenso que temos presidente da República incapaz de gerir a Nação. É chegada a hora de apeá-lo do poder. Que o posto seja ocupado por alguém consciente, independentemente de cor partidária.
Juvenal Avelino Suzélido
Jundiaí (SP)

Fala muito
Sabe, alguns assíduos frequentadores desta coluna me convenceram! É isso aí, o negócio é criticar Bolsonaro, colocar a culpa de tudo sobre ele. Me convenci de que é mais fácil do que fazer alguma coisa. Criticar o governo e ficar assistindo a tudo de camarote, atrás do computador . Só uma pergunta: se tantos aqui dizem que o governo federal não está fazendo nada, me digam, então, quem está? Ah, já que não suporto mais este governo, estou abrindo mão dos R$ 600.
Edson Roberto Peleteiro
Santo André

Esperar mais?
Aos correntistas que já ganharam na Justiça o direito de reaver seu dinheiro da poupança e planos Collor, Bresser e Verão, a maioria já idosa, devido à demora de mais de 20 anos para tal reembolso, não interessa esperar até 2025, para depois receber o valor verdadeiramente devido ‘aos sobreviventes’. Querem seus direitos totais já, pois já é passado tempo em demasia. Chega! Os bancos já ganharam muito dinheiro com esses planos e já foram editadas diversas medidas para que se estruturassem para fazer tais pagamentos. Onde está o dinheiro? Gerando mais lucros aos bancos, à custa da economia sorrateiramente retirada da população. Não sabemos o que vai resultar, o que se passa na cabeça dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal)? Sabemos que Justiça tardia não é Justiça. Todos nós sabemos que poupadores do Plano Color, e outros, estão ávidos para receber o que lhes pertence o mais rápido, se possível neste mês, mesmo que seja em algumas parcelas, pois o povo poupador daquela época já está bem velhinho, confinado em casa, para sobreviver ao coronavírus.
Nahor Della Colleta
São Caetano

Álcool
Vi que o Complexo Hospitalar Albert Sabim, em São Caetano, está com falta de equipamentos básicos de proteção para atender pacientes com a Covid-19. Denúncias de profissionais de saúde feitas à TV dão conta de que, nesse hospital, não tem álcool gel para os pacientes nem aos funcionários. Foi feito BO (Boletim de Ocorrência) sobre esse assunto e houve demissão de parte da diretoria do complexo hospitalar. Na TV foi mostrado que estão fazendo ‘gambiarra’. Em vez de álcool gel, usam álcool normal. É vergonha para uma cidade que se diz de primeiro mundo, mas que nunca foi. Espero que isso seja averiguado.
Fernando Zucatelli
São Caetano

Aglomeração
Sou moradora da Vila Bastos, em Santo André, e informo que estamos em isolamento, saímos apenas uma vez por semana para buscar alimentos e é dia de guerra, preparo para sair (máscara, luvas, álcool gel para limpar o carro), fazer as compras, limpar todos os alimentos, lavar roupas e sapatos usados e, claro, tomar banho para poder ter contato com o resto dos familiares. Dia 2, lindo dia de sol, precisei sair do meu isolamento para levar mantimentos para meus pais, que são do grupo de risco, são só pela idade. Aí me deparei com cena tão triste, na Praça Kennedy, Rua Lino Jardim, na rua acima de casa parecia festa, muita gente na praça, pessoas felizes conversando, crianças correndo e brincando, pessoas deitadas na grama, cachorro nos brinquedos com seus donos! Juro, quase chorei! Tantas pessoas medíocres e irresponsáveis! Juro, não tinha nenhum ser com alguma máscara. Me senti humilhada, idiota e sem esperança nesta guerra invisível.
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