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Covid-19 e opinião pública


Do Diário do Grande ABC

03/04/2020 | 23:59


Que os políticos, especialmente os que detêm mandatos eletivos, não se enganem. A população está de olho no comportamento de cada um deles durante a pandemia do novo coronavírus. Pesquisa de opinião pública divulgada ontem, que captou os humores dos indivíduos Brasil afora, demonstrou claramente que a sociedade tem acompanhado com especial interesse a tomada (ou não) de decisões e medidas pelas autoridades nacionais. E os resultados não deixam margem à dúvida: há ampla rejeição a quem se apoia no populismo e na politicagem para abordar a saúde pública. Os gestores do Grande ABC, cujo comportamento não foi medido pelo levantamento, deveriam, todavia, ouvir o recado.

Nos últimos dias, este Diário tem se desdobrado para cobrir inúmeras iniciativas de políticos das sete cidades. Algumas delas bastante sérias, como a do deputado estadual Thiago Auricchio (PL), que prevê criar faixa de horário para atendimento exclusivo a idosos, que formam o grupo de risco mais suscetível ao novo coronavírus, no comércio. Mas muitas são claramente demagógicas e oportunistas – o jornal não vai apontá-las aqui, mas o leitor inteligente certamente não terá dificuldade em distingui-las. Lamentavelmente, há muita gente aproveitando o estágio de pandemia decretado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) de olho nas eleições de outubro – que, diga-se, podem não acontecer.

Embora não esteja pensando nos dividendos políticos, por sempre colocar o altruísmo desinteressado à frente dos interesses particulares, é evidente que quem trabalha sério para combater o avanço do vírus causador da Covid-19 tende a ser reconhecido pela sociedade. Já quem aposta em maquilar a realidade, apelando ao personalismo e renegando a ciência, tende a ser rejeitado na mesma proporção. Tomados os resultados das últimas pesquisas nacionais – que certamente podem ser replicados regionalmente –, parece claro que compromisso verdadeiro com o bem-estar coletivo gera empatia na opinião pública, no mesmo grau em que são repelidas atitudes de bom-mocismo mal disfarçado. 



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Covid-19 e opinião pública

Do Diário do Grande ABC

03/04/2020 | 23:59


Que os políticos, especialmente os que detêm mandatos eletivos, não se enganem. A população está de olho no comportamento de cada um deles durante a pandemia do novo coronavírus. Pesquisa de opinião pública divulgada ontem, que captou os humores dos indivíduos Brasil afora, demonstrou claramente que a sociedade tem acompanhado com especial interesse a tomada (ou não) de decisões e medidas pelas autoridades nacionais. E os resultados não deixam margem à dúvida: há ampla rejeição a quem se apoia no populismo e na politicagem para abordar a saúde pública. Os gestores do Grande ABC, cujo comportamento não foi medido pelo levantamento, deveriam, todavia, ouvir o recado.

Nos últimos dias, este Diário tem se desdobrado para cobrir inúmeras iniciativas de políticos das sete cidades. Algumas delas bastante sérias, como a do deputado estadual Thiago Auricchio (PL), que prevê criar faixa de horário para atendimento exclusivo a idosos, que formam o grupo de risco mais suscetível ao novo coronavírus, no comércio. Mas muitas são claramente demagógicas e oportunistas – o jornal não vai apontá-las aqui, mas o leitor inteligente certamente não terá dificuldade em distingui-las. Lamentavelmente, há muita gente aproveitando o estágio de pandemia decretado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) de olho nas eleições de outubro – que, diga-se, podem não acontecer.

Embora não esteja pensando nos dividendos políticos, por sempre colocar o altruísmo desinteressado à frente dos interesses particulares, é evidente que quem trabalha sério para combater o avanço do vírus causador da Covid-19 tende a ser reconhecido pela sociedade. Já quem aposta em maquilar a realidade, apelando ao personalismo e renegando a ciência, tende a ser rejeitado na mesma proporção. Tomados os resultados das últimas pesquisas nacionais – que certamente podem ser replicados regionalmente –, parece claro que compromisso verdadeiro com o bem-estar coletivo gera empatia na opinião pública, no mesmo grau em que são repelidas atitudes de bom-mocismo mal disfarçado. 

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