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Falta de informações e medo afligem domésticas

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

01/04/2020 | 22:55


A falta de informação e o medo de não conseguir pagar as contas têm colocado em risco ganha-pão de muitas empregadas domésticas, que permanecem no trabalho mesmo com a expansão do novo coronavírus. Maria Bernadete Oliveira, 50 anos, de Santo André, é diarista e, se não trabalhar, não tem como colocar comida em casa.

São poucas as pessoas para quem presta serviços que ainda pagam R$ 150 pela diária. “Duas pessoas que vou toda semana me dispensaram, as outras duas, não. Permaneço nessas casas para garantir parte do meu ganho mensal. Tento seguir todas as recomendações de higiene, de resto, é rezar.”

De acordo com o Instituto Doméstica Legal, órgão que esclarece dúvidas sobre o setor, no caso dos empregados domésticos que são registrados, as condições são um pouco mais confortáveis. Uma das alternativas do empregador é liberar o funcionário doméstico antecipando as férias, mesmo que o período aquisitivo seja inferior a um ano, que podem ser divididas em até dois períodos, sendo que um deles deve ter no mínimo 14 dias.

O empregador pode ainda dar férias de dez a 30 dias, de acordo com sua conveniência e de seu empregado. Outra medida é diminuir a jornada de trabalho, cujas horas podem ser compensadas depois. Há ainda a possibilidade de liberar o empregado com licença de afastamento para compensação dos dias, assim como redução de salários. Vale-transporte, caso o funcionário não esteja indo, também pode ser alterado.

Há cerca de 30 anos trabalhando registrada em casas de famílias, Roberta Vieira, 45 anos, aguarda o salário cair em sua conta segunda-feira. “Pelo que ficou acordado com minha patroa, vou receber, mesmo não indo há 15 dias. Mas fico apreensiva, nunca sei o que a lei diz, o que pode ser feito ou não.” A família para quem trabalha de segunda a sexta-feira, com três idosos, exige cuidados redobrados na prevenção.

Para ajudar àqueles que têm dúvidas, o Instituto Doméstica Legal disponibilizou gratuitamente ebook com as leis e normas nesse tempo de epidemia (www.domesticalegal.com.br).  



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Falta de informações e medo afligem domésticas

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

01/04/2020 | 22:55


A falta de informação e o medo de não conseguir pagar as contas têm colocado em risco ganha-pão de muitas empregadas domésticas, que permanecem no trabalho mesmo com a expansão do novo coronavírus. Maria Bernadete Oliveira, 50 anos, de Santo André, é diarista e, se não trabalhar, não tem como colocar comida em casa.

São poucas as pessoas para quem presta serviços que ainda pagam R$ 150 pela diária. “Duas pessoas que vou toda semana me dispensaram, as outras duas, não. Permaneço nessas casas para garantir parte do meu ganho mensal. Tento seguir todas as recomendações de higiene, de resto, é rezar.”

De acordo com o Instituto Doméstica Legal, órgão que esclarece dúvidas sobre o setor, no caso dos empregados domésticos que são registrados, as condições são um pouco mais confortáveis. Uma das alternativas do empregador é liberar o funcionário doméstico antecipando as férias, mesmo que o período aquisitivo seja inferior a um ano, que podem ser divididas em até dois períodos, sendo que um deles deve ter no mínimo 14 dias.

O empregador pode ainda dar férias de dez a 30 dias, de acordo com sua conveniência e de seu empregado. Outra medida é diminuir a jornada de trabalho, cujas horas podem ser compensadas depois. Há ainda a possibilidade de liberar o empregado com licença de afastamento para compensação dos dias, assim como redução de salários. Vale-transporte, caso o funcionário não esteja indo, também pode ser alterado.

Há cerca de 30 anos trabalhando registrada em casas de famílias, Roberta Vieira, 45 anos, aguarda o salário cair em sua conta segunda-feira. “Pelo que ficou acordado com minha patroa, vou receber, mesmo não indo há 15 dias. Mas fico apreensiva, nunca sei o que a lei diz, o que pode ser feito ou não.” A família para quem trabalha de segunda a sexta-feira, com três idosos, exige cuidados redobrados na prevenção.

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