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Mauá fecha parceria para aumentar número de leitos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Particular, Hospital Vital receberá pacientes não conveniados do município;
local vai disponibilizar UTIs e enfermarias contra a Covid-19


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

31/03/2020 | 23:45


O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), assinou ontem parceria com o Hospital Vital, que é particular, para combate e tratamento ao novo coronavírus. Desta maneira, o centro médico disponibilizará cinco leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 24 de observação clínica (enfermaria) para receber os munícipes que não são conveniados.

A Prefeitura vai arcar com os custos das internações em caso de utilização. Os preços fixados são R$ 1.313 por UTI e R$ 280 por leito de enfermaria. Segundo o chefe do Paço mauaense, esta é a primeira parceria público-privada deste tipo no Estado. “Já saímos na frente com a instalação dos lavatórios públicos, primeiros do Brasil, e agora com esta parceria. Mauá virou referência no combate à Covid-19. Essa é hora de olhar para as pessoas, não de fazer política. E não vamos pensar na questão econômica, mas em salvar vidas. Não se faz economia sem gente. Então temos de dar prioridade à saúde pública”, disse Atila, que explicou: os recursos para arcar com este pagamento têm duas fontes. “Pode ser utilizado tanto recurso estadual (liberado pelo governador João Doria) quanto do Tesouro municipal, já que estamos em estado de calamidade.”

O prefeito foi além, e defendeu que este é um tempo de unidade entre os setores. “É o momento de darmos as mãos. Estamos combatendo um inimigo invisível, que não vê classe social, rico, pobre, cor, raça, crença. Chegou o momento de o poder público e da iniciativa privada darem as mãos para que a gente possa combater a Covid-19”, afirmou. “Agora não temos só brigada de servidores públicos e profissionais da saúde pública, temos também da saúde particular, todos munidos para combater a Covid-19. Deixa que a gente trabalhe por vocês e fiquem em casa por nós. O afastamento social é o início da conscientização para que a gente possa baixar os índices do novo coronavírus no País”, concluiu Atila.

Além do prefeito mauaense, a assinatura do convênio – contrato em regime emergencial – contou com as presenças do secretário municipal de Saúde, Luis Carlos Casarin, do diretor-presidente do Medical Health, Marcelo Issa, e da diretora administrativa do Hospital Vital, Daniela Lopes. “É iniciativa humanitária pela preocupação com pacientes que não são da rede privada. Oferecemos nosso espaço para ajudar a Prefeitura de Mauá”, afirmou Daniela, que fez questão de rechaçar áudio divulgado na semana passada indicando pacientes infectados e mortes pela Covid-19 no local. “São fake news. Não tivemos nenhum óbito e temos apenas um paciente hoje (ontem) aguardando resultado do teste.”

Secretário espera expandir modelo e servir de exemplo

A parceria público-privada da Prefeitura de Mauá com o Hospital Vital para combater e aumentar a capacidade de atendimentos na luta contra o novo coronavírus pode ganhar mais adeptos. Isso porque a intenção do secretário municipal de Saúde Luis Carlos Casarin é expandir o acordo para outros equipamentos particulares da cidade. Além disso, admitiu a expectativa de que a iniciativa – pioneira, segundo o prefeito Atila Jacomussi (PSB) – sirva de exemplo para outras administrações.

“A ideia é fazer este tipo de credenciamento com leitos de hospitais privados com outros da cidade, também. Já estamos em conversa com a santa casa e o Hospital América. Vamos abrir para quem quiser fazer este tipo de cooperação”, afirmou o secretário. “Nesse tipo de acordo, com preço justo, estrutura que atende, é melhor dos caminhos. Espero que sirva para outras cidades acompanharem e tentarem ampliar seu número de leitos com equipamentos necessários.”

Luis Carlos Casarin ainda comentou a decisão do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em adquirir 1 milhão de testes para aplicar em massa na região. “Mauá já tinha disparado a compra pela Fundação (do ABC), através do Hospital Nardini, cerca de 2.500, e também a própria cidade adquirindo mais 5.000. Estão sendo importados e chegam nos próximos dias”, revelou ele, que enxerga neste diagnóstico precoce um dos principais caminhos para o combate ao vírus. “Estamos acompanhando países que conseguiram ter boa estratégia de controle da doença, como Japão e Cingapura, que utilizaram duas estratégias: isolamento social e testagem em massa.”

Com os cinco leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Vital, os mauaenses contam com 15 à disposição – todos equipados com respiradores artificiais, que garantem a chegada de oxigênio no sangue. Os outros dez estão no Hospital Nardini (o local conta com 28, mas separou uma dezena para o atendimento à Covid-19). Segundo o secretário, há ainda a retaguarda oferecida pelo Estado no Hospital Mário Covas, em Santo André.



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Mauá fecha parceria para aumentar número de leitos

Particular, Hospital Vital receberá pacientes não conveniados do município;
local vai disponibilizar UTIs e enfermarias contra a Covid-19

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

31/03/2020 | 23:45


O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), assinou ontem parceria com o Hospital Vital, que é particular, para combate e tratamento ao novo coronavírus. Desta maneira, o centro médico disponibilizará cinco leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 24 de observação clínica (enfermaria) para receber os munícipes que não são conveniados.

A Prefeitura vai arcar com os custos das internações em caso de utilização. Os preços fixados são R$ 1.313 por UTI e R$ 280 por leito de enfermaria. Segundo o chefe do Paço mauaense, esta é a primeira parceria público-privada deste tipo no Estado. “Já saímos na frente com a instalação dos lavatórios públicos, primeiros do Brasil, e agora com esta parceria. Mauá virou referência no combate à Covid-19. Essa é hora de olhar para as pessoas, não de fazer política. E não vamos pensar na questão econômica, mas em salvar vidas. Não se faz economia sem gente. Então temos de dar prioridade à saúde pública”, disse Atila, que explicou: os recursos para arcar com este pagamento têm duas fontes. “Pode ser utilizado tanto recurso estadual (liberado pelo governador João Doria) quanto do Tesouro municipal, já que estamos em estado de calamidade.”

O prefeito foi além, e defendeu que este é um tempo de unidade entre os setores. “É o momento de darmos as mãos. Estamos combatendo um inimigo invisível, que não vê classe social, rico, pobre, cor, raça, crença. Chegou o momento de o poder público e da iniciativa privada darem as mãos para que a gente possa combater a Covid-19”, afirmou. “Agora não temos só brigada de servidores públicos e profissionais da saúde pública, temos também da saúde particular, todos munidos para combater a Covid-19. Deixa que a gente trabalhe por vocês e fiquem em casa por nós. O afastamento social é o início da conscientização para que a gente possa baixar os índices do novo coronavírus no País”, concluiu Atila.

Além do prefeito mauaense, a assinatura do convênio – contrato em regime emergencial – contou com as presenças do secretário municipal de Saúde, Luis Carlos Casarin, do diretor-presidente do Medical Health, Marcelo Issa, e da diretora administrativa do Hospital Vital, Daniela Lopes. “É iniciativa humanitária pela preocupação com pacientes que não são da rede privada. Oferecemos nosso espaço para ajudar a Prefeitura de Mauá”, afirmou Daniela, que fez questão de rechaçar áudio divulgado na semana passada indicando pacientes infectados e mortes pela Covid-19 no local. “São fake news. Não tivemos nenhum óbito e temos apenas um paciente hoje (ontem) aguardando resultado do teste.”

Secretário espera expandir modelo e servir de exemplo

A parceria público-privada da Prefeitura de Mauá com o Hospital Vital para combater e aumentar a capacidade de atendimentos na luta contra o novo coronavírus pode ganhar mais adeptos. Isso porque a intenção do secretário municipal de Saúde Luis Carlos Casarin é expandir o acordo para outros equipamentos particulares da cidade. Além disso, admitiu a expectativa de que a iniciativa – pioneira, segundo o prefeito Atila Jacomussi (PSB) – sirva de exemplo para outras administrações.

“A ideia é fazer este tipo de credenciamento com leitos de hospitais privados com outros da cidade, também. Já estamos em conversa com a santa casa e o Hospital América. Vamos abrir para quem quiser fazer este tipo de cooperação”, afirmou o secretário. “Nesse tipo de acordo, com preço justo, estrutura que atende, é melhor dos caminhos. Espero que sirva para outras cidades acompanharem e tentarem ampliar seu número de leitos com equipamentos necessários.”

Luis Carlos Casarin ainda comentou a decisão do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em adquirir 1 milhão de testes para aplicar em massa na região. “Mauá já tinha disparado a compra pela Fundação (do ABC), através do Hospital Nardini, cerca de 2.500, e também a própria cidade adquirindo mais 5.000. Estão sendo importados e chegam nos próximos dias”, revelou ele, que enxerga neste diagnóstico precoce um dos principais caminhos para o combate ao vírus. “Estamos acompanhando países que conseguiram ter boa estratégia de controle da doença, como Japão e Cingapura, que utilizaram duas estratégias: isolamento social e testagem em massa.”

Com os cinco leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Vital, os mauaenses contam com 15 à disposição – todos equipados com respiradores artificiais, que garantem a chegada de oxigênio no sangue. Os outros dez estão no Hospital Nardini (o local conta com 28, mas separou uma dezena para o atendimento à Covid-19). Segundo o secretário, há ainda a retaguarda oferecida pelo Estado no Hospital Mário Covas, em Santo André.

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