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Bolsonaro: minha preocupação sempre foi salvar vidas



31/03/2020 | 23:01


O presidente Jair Bolsonaro mudou o tom em pronunciamento transmitido nesta noite em rede nacional de rádio e televisão. Falando por cerca de 10 minutos a respeito da crise causada pela pandemia da covid-19, Bolsonaro afirmou a importância das medidas protetivas para conter o alastramento da doença, afirmou que ainda não há medicamentos ou vacinas de eficácia comprovada contra o novo coronavírus e acenou ao Judiciário e ao Congresso, falando em uma necessária cooperação entre os Poderes. Bolsonaro disse esperar um esforço conjunto entre "Parlamento, Judiciário, governadores, prefeitos e sociedade".

Segundo Bolsonaro, sua "preocupação sempre foi salvar vidas". "Me coloco no lugar das pessoas e entendo suas angústias. As medidas protetivas devem ser implementadas", disse. O presidente, no entanto, voltou a fazer ressalvas. Citando um trecho de uma entrevista concedida pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, Bolsonaro argumentou que não é o caso de "negar as medidas de controle da pandemia, mas da mesma forma precisamos pensar nas pessoas mais vulneráveis. O que será do camelô, do ambulante, do vendedor de churrasquinho, da diarista, do ajudante de pedreiro?", indagou o presidente.

Na sequência, Bolsonaro elencou atitudes tomadas pelo governo para amenizar os efeitos da crise, principalmente as que dizem respeito ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Economia. O presidente, no entanto, não mencionou os ministros das pastas: Luiz Henrique Mandetta e Paulo Guedes, respectivamente. Referindo-se a Mandetta como "ministro da Saúde", Bolsonaro disse ter determinado a ele o apoio à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e, da mesma forma, ao "ministro da Economia", medidas como o adiamento do pagamento de dívidas de Estados e municípios e o auxílio emergencial de R$ 600 mensais a profissionais autônomos.

Bolsonaro mencionou o acordo feito entre governo e indústrias farmacêuticas para impedir reajustes de determinados medicamentos importantes para o tratamento da covid-19. O fato já havia sido divulgado pelo presidente horas antes em suas redes sociais.

"Temos que combater o crescimento do desemprego, que cresce rapidamente. Vamos cumprir essa missão ao mesmo tempo que cuidamos da saúde das pessoas", falou o presidente. "O vírus é uma realidade, ainda não existe vacina ou medicamento de eficácia comprovada, apesar da hidroxicloroquina parecer bastante eficaz", afirmou. Bolsonaro disse lamentar as vidas que serão perdidas para a covid-19 e lembrou que ele mesmo já perdeu parentes e sabe "o quanto é doloroso". "Todo indivíduo importa. Ao mesmo tempo devemos evitar a destruição de empregos", reafirmou.

No final do pronunciamento, Bolsonaro disse que sua "obrigação como presidente vai para além dos próximos meses", em referência ao período de combate mais agudo à covid-19. Para o presidente, seu objetivo é "preparar o Brasil para sua retomada e mobilizar todos os nossos recursos para tornar o Brasil ainda mais forte depois da pandemia".



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Bolsonaro: minha preocupação sempre foi salvar vidas


31/03/2020 | 23:01


O presidente Jair Bolsonaro mudou o tom em pronunciamento transmitido nesta noite em rede nacional de rádio e televisão. Falando por cerca de 10 minutos a respeito da crise causada pela pandemia da covid-19, Bolsonaro afirmou a importância das medidas protetivas para conter o alastramento da doença, afirmou que ainda não há medicamentos ou vacinas de eficácia comprovada contra o novo coronavírus e acenou ao Judiciário e ao Congresso, falando em uma necessária cooperação entre os Poderes. Bolsonaro disse esperar um esforço conjunto entre "Parlamento, Judiciário, governadores, prefeitos e sociedade".

Segundo Bolsonaro, sua "preocupação sempre foi salvar vidas". "Me coloco no lugar das pessoas e entendo suas angústias. As medidas protetivas devem ser implementadas", disse. O presidente, no entanto, voltou a fazer ressalvas. Citando um trecho de uma entrevista concedida pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, Bolsonaro argumentou que não é o caso de "negar as medidas de controle da pandemia, mas da mesma forma precisamos pensar nas pessoas mais vulneráveis. O que será do camelô, do ambulante, do vendedor de churrasquinho, da diarista, do ajudante de pedreiro?", indagou o presidente.

Na sequência, Bolsonaro elencou atitudes tomadas pelo governo para amenizar os efeitos da crise, principalmente as que dizem respeito ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Economia. O presidente, no entanto, não mencionou os ministros das pastas: Luiz Henrique Mandetta e Paulo Guedes, respectivamente. Referindo-se a Mandetta como "ministro da Saúde", Bolsonaro disse ter determinado a ele o apoio à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e, da mesma forma, ao "ministro da Economia", medidas como o adiamento do pagamento de dívidas de Estados e municípios e o auxílio emergencial de R$ 600 mensais a profissionais autônomos.

Bolsonaro mencionou o acordo feito entre governo e indústrias farmacêuticas para impedir reajustes de determinados medicamentos importantes para o tratamento da covid-19. O fato já havia sido divulgado pelo presidente horas antes em suas redes sociais.

"Temos que combater o crescimento do desemprego, que cresce rapidamente. Vamos cumprir essa missão ao mesmo tempo que cuidamos da saúde das pessoas", falou o presidente. "O vírus é uma realidade, ainda não existe vacina ou medicamento de eficácia comprovada, apesar da hidroxicloroquina parecer bastante eficaz", afirmou. Bolsonaro disse lamentar as vidas que serão perdidas para a covid-19 e lembrou que ele mesmo já perdeu parentes e sabe "o quanto é doloroso". "Todo indivíduo importa. Ao mesmo tempo devemos evitar a destruição de empregos", reafirmou.

No final do pronunciamento, Bolsonaro disse que sua "obrigação como presidente vai para além dos próximos meses", em referência ao período de combate mais agudo à covid-19. Para o presidente, seu objetivo é "preparar o Brasil para sua retomada e mobilizar todos os nossos recursos para tornar o Brasil ainda mais forte depois da pandemia".

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