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Dólar à vista tem maior alta no mês desde 2011 e fecha março cotado a R$ 5,1966



31/03/2020 | 18:50


No mês em que o nível de incertezas sobre a recessão econômica global se exacerbou, o dólar encerrou o período com alta 16,03%, a maior desde 30 de setembro de 2011 (+17,94%). No trimestre, a moeda subiu 29,53% - o que não era visto desde os 33,33% de 30 de setembro de 2002. Analistas dizem acreditar que, para além de acompanhar a tensão e o movimento de busca por proteção no mundo, a dinâmica doméstica tem grande peso para a desvalorização do real. Assim, o dólar à vista encerra a terça-feira em alta de 0,31%, cotado a R$ 5,1966, o maior nível nominal da história. Durante o dia, o nível de volatilidade foi alto mais uma vez, fazendo a divisa americana oscilar entre R$ 5,1693, na mínima, e R$ 5,2148, na máxima.

Rodrigo Franchini, da Monte Bravo Investimentos, elenca como principal fator para os movimentos de alta, as fortes incertezas com relação aos impactos da pandemia de coronavírus na economia global. "Essa incerteza prejudica qualquer portfólio e a precaução é o dólar. Por mais que os bancos centrais estejam provendo liquidez, a demanda ainda permanece muito maior", afirma.

Nesse contexto, outra incerteza agrava o ambiente, como os riscos que envolvem o preço do petróleo. Na visão de Franchini, o impasse entre os grandes players a respeito da produção aliado à redução da demanda por esse ativo energético, por causa ainda da crise causada pelo vírus, leva o investidor a prever que é um setor importante que não vai crescer e que, além do impacto sobre a moeda americana, também afeta o mercado acionário, dada a envergadura e peso que têm nas bolsas mundiais.

O sócio da Monte Brasil também afirma que questões domésticas agravam o movimento de alta. Primeiro, o ponto estrutural, que é o diferencial de juros. Esse menor diferencial acaba fazendo com que gestores retirem recursos do Brasil ou mesmo prefiram ingressar em outros emergentes que ainda estão com taxa de juros mais atrativas.

"Do ponto de vista conjuntural, a desarmonia entre os poderes também acaba pesando", complementa, ressaltando que, mesmo que a crise com o coronavírus se dissipe, o quadro segue sendo de dólar para cima.

"O mercado está operando sem muito fundamento, basicamente na aversão ao risco com medo de que a coisa piore. Quando a bolsa reverteu, o pessoal correu para se proteger em dólar", observou Durval Corrêa, sócio da Via Brasil.



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Dólar à vista tem maior alta no mês desde 2011 e fecha março cotado a R$ 5,1966


31/03/2020 | 18:50


No mês em que o nível de incertezas sobre a recessão econômica global se exacerbou, o dólar encerrou o período com alta 16,03%, a maior desde 30 de setembro de 2011 (+17,94%). No trimestre, a moeda subiu 29,53% - o que não era visto desde os 33,33% de 30 de setembro de 2002. Analistas dizem acreditar que, para além de acompanhar a tensão e o movimento de busca por proteção no mundo, a dinâmica doméstica tem grande peso para a desvalorização do real. Assim, o dólar à vista encerra a terça-feira em alta de 0,31%, cotado a R$ 5,1966, o maior nível nominal da história. Durante o dia, o nível de volatilidade foi alto mais uma vez, fazendo a divisa americana oscilar entre R$ 5,1693, na mínima, e R$ 5,2148, na máxima.

Rodrigo Franchini, da Monte Bravo Investimentos, elenca como principal fator para os movimentos de alta, as fortes incertezas com relação aos impactos da pandemia de coronavírus na economia global. "Essa incerteza prejudica qualquer portfólio e a precaução é o dólar. Por mais que os bancos centrais estejam provendo liquidez, a demanda ainda permanece muito maior", afirma.

Nesse contexto, outra incerteza agrava o ambiente, como os riscos que envolvem o preço do petróleo. Na visão de Franchini, o impasse entre os grandes players a respeito da produção aliado à redução da demanda por esse ativo energético, por causa ainda da crise causada pelo vírus, leva o investidor a prever que é um setor importante que não vai crescer e que, além do impacto sobre a moeda americana, também afeta o mercado acionário, dada a envergadura e peso que têm nas bolsas mundiais.

O sócio da Monte Brasil também afirma que questões domésticas agravam o movimento de alta. Primeiro, o ponto estrutural, que é o diferencial de juros. Esse menor diferencial acaba fazendo com que gestores retirem recursos do Brasil ou mesmo prefiram ingressar em outros emergentes que ainda estão com taxa de juros mais atrativas.

"Do ponto de vista conjuntural, a desarmonia entre os poderes também acaba pesando", complementa, ressaltando que, mesmo que a crise com o coronavírus se dissipe, o quadro segue sendo de dólar para cima.

"O mercado está operando sem muito fundamento, basicamente na aversão ao risco com medo de que a coisa piore. Quando a bolsa reverteu, o pessoal correu para se proteger em dólar", observou Durval Corrêa, sócio da Via Brasil.

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