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Projeto auxilia população de rua em Santo André

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ponto solidário conta com geladeira, micro-ondas, arara de roupas e materiais de higiene; vaquinha arrecada fundos para instituições


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 00:01


Um local com geladeira abastecida com sopa e alimentos que podem ser consumidos frios, como sucos, frutas e bolachas. Um micro-ondas para aquecer o que é melhor ser consumido quente. Uma arara com roupas e produtos de higiene à disposição de quem vive na rua. Pessoas que não só estão mais expostas à contaminação pelo novo coronavírus, como também com escassez ainda maior de tudo que precisam. Esse ponto solidário existe e funciona desde segunda-feira, na Rua Javri, 449, na Vila Assunção, em Santo André. O espaço está aberto todos os dias, das 9h às 20h, tanto para receber doações quanto para a retirada dos produtos pela população em situação de rua, e foi criado pela cabeleireira Gisele Capelli, 35 anos.

Gisele mora em frente ao local onde o ponto solidário está montado e, do outro lado da rua, orienta tanto quem chega para entregar doações quanto quem visita para retirá-las. “É incrível ver como realmente só pegam o que precisam, são solidários. Temos pessoas vindo a pé de Mauá para cá. Sabemos que essa população pode morrer mais pela fome do que pela doença”, lamentou.

A munícipe lidera o projeto Anjos da Sopa, que há cinco anos distribui, uma vez por semana, alimentação para pessoas que estão nas ruas, nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e também na Zona Leste de São Paulo, mas a atividade está suspensa temporariamente.
“Conheço a realidade destas pessoas e estava perdendo o sono”, afirmou. A ideia de colocar a geladeira na garagem de onde funcionava o seu salão veio após mais uma noite insone. “Entendo que tenho sido instrumento de Deus. É Ele quem me inspira e digo isso porque não quero qualquer tipo de mérito ou reconhecimento”, declarou.

Mas é impossível não se emocionar ou elogiar a iniciativa de Gisele. “Tenho mantido contato com pelo menos 11 instituições assistenciais e todas estão precisando de doações e recursos, porque muitos perderam os voluntários e os donativos por conta das medidas de isolamento. Então montamos uma vaquinha virtual para que ninguém fique totalmente desamparado neste momento”, explicou. O link para contribuições é http://vaka.me/958962.

Na manhã de ontem, o professor Leandro Jacovani, 41, morador de Santo André, esteve no local para deixar pão de forma, frios, refrigerante, macarrão instantâneo e itens de higiene. “Recebi um vídeo divulgando o projeto e já compartilhei com meus contatos”, relatou. Poucos minutos depois, Demétrio dos Santos Costa, 23, que atualmente está vivendo na rua, levou do local pão, suco, danone e canjica, mantendo a roda da solidariedade girando.

Gisele destaca que, além da doação de alimentos e itens de higiene – roupas, até o momento, o local tem em grande quantidade –, é importante que as pessoas colaborem com a vaquinha virtual. “Preciso de ajuda para manter as necessidades das instituições parceiras do Anjos da Sopa, porque a situação realmente é muito séria”, concluiu. Contatos também podem ser feitos por meio do telefone 97215-4434.  



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Projeto auxilia população de rua em Santo André

Ponto solidário conta com geladeira, micro-ondas, arara de roupas e materiais de higiene; vaquinha arrecada fundos para instituições

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 00:01


Um local com geladeira abastecida com sopa e alimentos que podem ser consumidos frios, como sucos, frutas e bolachas. Um micro-ondas para aquecer o que é melhor ser consumido quente. Uma arara com roupas e produtos de higiene à disposição de quem vive na rua. Pessoas que não só estão mais expostas à contaminação pelo novo coronavírus, como também com escassez ainda maior de tudo que precisam. Esse ponto solidário existe e funciona desde segunda-feira, na Rua Javri, 449, na Vila Assunção, em Santo André. O espaço está aberto todos os dias, das 9h às 20h, tanto para receber doações quanto para a retirada dos produtos pela população em situação de rua, e foi criado pela cabeleireira Gisele Capelli, 35 anos.

Gisele mora em frente ao local onde o ponto solidário está montado e, do outro lado da rua, orienta tanto quem chega para entregar doações quanto quem visita para retirá-las. “É incrível ver como realmente só pegam o que precisam, são solidários. Temos pessoas vindo a pé de Mauá para cá. Sabemos que essa população pode morrer mais pela fome do que pela doença”, lamentou.

A munícipe lidera o projeto Anjos da Sopa, que há cinco anos distribui, uma vez por semana, alimentação para pessoas que estão nas ruas, nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e também na Zona Leste de São Paulo, mas a atividade está suspensa temporariamente.
“Conheço a realidade destas pessoas e estava perdendo o sono”, afirmou. A ideia de colocar a geladeira na garagem de onde funcionava o seu salão veio após mais uma noite insone. “Entendo que tenho sido instrumento de Deus. É Ele quem me inspira e digo isso porque não quero qualquer tipo de mérito ou reconhecimento”, declarou.

Mas é impossível não se emocionar ou elogiar a iniciativa de Gisele. “Tenho mantido contato com pelo menos 11 instituições assistenciais e todas estão precisando de doações e recursos, porque muitos perderam os voluntários e os donativos por conta das medidas de isolamento. Então montamos uma vaquinha virtual para que ninguém fique totalmente desamparado neste momento”, explicou. O link para contribuições é http://vaka.me/958962.

Na manhã de ontem, o professor Leandro Jacovani, 41, morador de Santo André, esteve no local para deixar pão de forma, frios, refrigerante, macarrão instantâneo e itens de higiene. “Recebi um vídeo divulgando o projeto e já compartilhei com meus contatos”, relatou. Poucos minutos depois, Demétrio dos Santos Costa, 23, que atualmente está vivendo na rua, levou do local pão, suco, danone e canjica, mantendo a roda da solidariedade girando.

Gisele destaca que, além da doação de alimentos e itens de higiene – roupas, até o momento, o local tem em grande quantidade –, é importante que as pessoas colaborem com a vaquinha virtual. “Preciso de ajuda para manter as necessidades das instituições parceiras do Anjos da Sopa, porque a situação realmente é muito séria”, concluiu. Contatos também podem ser feitos por meio do telefone 97215-4434.  

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