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CVM analisa caso de fraude contábil ocorrido na Via Varejo

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Procedimento pode virar investigação formal e até acusação


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 00:03


A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) apura as últimas movimentações da Via Varejo, controladora das redes Casas Bahia e Ponto Frio, que assumiu fraude contábil que deixou prejuízo de R$ 1,19 bilhão. O órgão é vinculado ao Ministério da Economia e tem objetivo de fiscalizar, regulamentar e desenvolver o mercado financeiro.

A companhia, que é sediada em São Caetano, concluiu investigação independente que atestou fraude contábil referente a processos trabalhistas. O mercado foi informado no fim desta semana e o resultado repercutiu no balanço anual de 2019, que ficou negativo em R$ 1,4 bilhão.

O Diário apurou que a CVM também instaurou procedimento de análise preliminar para acompanhar o caso da Via Varejo. O processo pode culminar com a instauração de investigação formal, que pode resultar em uma acusação, ou ser encerrado após os esclarecimentos prestados. A investigação do órgão foi iniciada no ano passado, logo após a própria empresa divulgar sobre a suspeita de fraude contábil.

Coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero apontou que a partir do momento em que o problema é identificado, a transparência é importante. “A curto prazo, a companhia não deverá ser afetada e provavelmente passará por essa turbulência. Porém, pode surgir um fato novo, já que há uma investigação da CVM.”

A situação econômica da empresa também deve ser afetada pela atual crise econômica mundial, causada pela pandemia do coronavírus. Em conferência com os investidores, a Via Varejo também informou que deve paralisar o plano de abertura de lojas para 2020. A previsão era de que até 90 fossem instaladas. Atualmente, as unidades da Casas Bahia e do Ponto Frio se encontram fechadas, assim como todo o comércio.

Os papéis da empresa já acumulam desvalorização de quase 60% desde o início de março, impactados principalmente pela crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Ontem, as ações fecharam estáveis, valendo R$ 5,70.

Questionada sobre o assunto, a Via Varejo não se pronunciou. A CVM não comenta casos concretos com envolvimento de empresas.

BOLSA
O Ibovespa fez uma pausa na sequência de três ganhos e fechou ontem em baixa de 5,51%, a 73.428,78 pontos, acumulando avanço de 9,48% na semana. Foi o maior desde o início de março de 2016, mas ainda cedendo 29,51% no mês e 36,51% no ano. O pacote do governo em apoio à folha de pagamento das empresas de menor porte e a ajuda mensal de R$ 600 aos trabalhadores informais, aprovada na noite de anteontem pela Câmara, foram bem recebidos, após dúvidas sobre o tempo de reação do governo federal à pandemia.  



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CVM analisa caso de fraude contábil ocorrido na Via Varejo

Procedimento pode virar investigação formal e até acusação

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 00:03


A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) apura as últimas movimentações da Via Varejo, controladora das redes Casas Bahia e Ponto Frio, que assumiu fraude contábil que deixou prejuízo de R$ 1,19 bilhão. O órgão é vinculado ao Ministério da Economia e tem objetivo de fiscalizar, regulamentar e desenvolver o mercado financeiro.

A companhia, que é sediada em São Caetano, concluiu investigação independente que atestou fraude contábil referente a processos trabalhistas. O mercado foi informado no fim desta semana e o resultado repercutiu no balanço anual de 2019, que ficou negativo em R$ 1,4 bilhão.

O Diário apurou que a CVM também instaurou procedimento de análise preliminar para acompanhar o caso da Via Varejo. O processo pode culminar com a instauração de investigação formal, que pode resultar em uma acusação, ou ser encerrado após os esclarecimentos prestados. A investigação do órgão foi iniciada no ano passado, logo após a própria empresa divulgar sobre a suspeita de fraude contábil.

Coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero apontou que a partir do momento em que o problema é identificado, a transparência é importante. “A curto prazo, a companhia não deverá ser afetada e provavelmente passará por essa turbulência. Porém, pode surgir um fato novo, já que há uma investigação da CVM.”

A situação econômica da empresa também deve ser afetada pela atual crise econômica mundial, causada pela pandemia do coronavírus. Em conferência com os investidores, a Via Varejo também informou que deve paralisar o plano de abertura de lojas para 2020. A previsão era de que até 90 fossem instaladas. Atualmente, as unidades da Casas Bahia e do Ponto Frio se encontram fechadas, assim como todo o comércio.

Os papéis da empresa já acumulam desvalorização de quase 60% desde o início de março, impactados principalmente pela crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Ontem, as ações fecharam estáveis, valendo R$ 5,70.

Questionada sobre o assunto, a Via Varejo não se pronunciou. A CVM não comenta casos concretos com envolvimento de empresas.

BOLSA
O Ibovespa fez uma pausa na sequência de três ganhos e fechou ontem em baixa de 5,51%, a 73.428,78 pontos, acumulando avanço de 9,48% na semana. Foi o maior desde o início de março de 2016, mas ainda cedendo 29,51% no mês e 36,51% no ano. O pacote do governo em apoio à folha de pagamento das empresas de menor porte e a ajuda mensal de R$ 600 aos trabalhadores informais, aprovada na noite de anteontem pela Câmara, foram bem recebidos, após dúvidas sobre o tempo de reação do governo federal à pandemia.  

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