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Procura por gás na região aumenta, gera filas e falta do produto

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

De acordo com o Sindigás, problema de abastecimento deve ser resolvido em prazo de até 10 dias


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 00:02


A pandemia causada pelo novo coronavírus provocou uma corrida dos moradores da região para a compra de botijões de gás. Grandes filas se formaram em frente a diversas revendas na manhã de ontem, que chegaram a limitar a venda do insumo. A previsão é que a oferta seja normalizada em até dez dias.

Em distribuidora localizada na Avenida Pedro Américo, em Santo André, uma placa avisava que não tinha mais gás, logo pela manhã. Na Avenida Alberto Soares Sampaio, em Mauá, que abriu para vendas às 9h, houve limitação de dois botijões – cada um custava R$ 70 – por cliente. Devido ao trânsito, um motociclista acabou sendo derrubado por um carro e sofreu escoriações leves.

A estudante de direito Karen Caroline Camilo de Souza, 24 anos, é moradora de Santo André e chegou às 7h no local. “Peguei um para mim e outro para uma senhora que estava entre as últimas da fila. Tinha bastante idoso esperando”, disse ela. Por volta das 12h o estabelecimento já não tinha mais produtos para venda.

O presidente da Asmirg-BR (Associação Brasileira dos Revendedores de GLP), Alexandre Jose Borjaili, destacou que há “problemas (com o abastecimento) em vários Estados.”

O Sindigás (Sindicato Nacional das Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) afirmou que a oferta de botijões deve ser regularizada no prazo entre uma semana e dez dias. “O consumidor antecipou suas compras, gerando uma corrida desnecessária em busca do produto. A situação está sendo monitorada permanentemente”, informou a entidade, em nota.

Para melhor atender os consumidores, o setor afirmou que obteve o comprometimento da Petrobras com o aumento da oferta do produto em diferentes polos de suprimento, por meio de importação. E também que as plantas de engarrafamento das empresas distribuidoras estão trabalhando normalmente, e também não há paralisação ou redução da atividade das companhias.

O Sindigás reiterou que não há, portanto, motivos para uma corrida dos consumidores em busca do botijão de gás. “Esse movimento gera a sensação de escassez, que não é real, e pode desencadear a subida dos preços, que são livres em todos os elos da cadeia do gás. Um botijão de gás de 13 quilos, que é o mais comum, dura em média 45 dias, portanto, não há motivos para antecipar a compra. Há gás suficiente para abastecer com tranquilidade consumidores de todo o Brasil”, informou.

Questionada sobre o assunto, a Petrobras informou que o abastecimento de GLP está normal em todo o País, e que as entregas estão sendo realizadas nos pontos de fornecimento. “Não há qualquer necessidade de estocar GLP neste momento, pois não haverá falta de produto para abastecer a população”, afirmou a estatal, em nota.

A Petrobras confirmou que pretende reforçar o abastecimento de GLP por meio de compras adicionais. Somadas às produções das refinarias no Sudeste, há expectativa da chegada de três navios no Porto de Santos, previstas para os próximos dias. “Cada navio com capacidade adicional de aproximadamente 20 milhões de quilos de GLP (equivalente a 1,6 milhão de botijões P13)”, contou, em nota. 



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Procura por gás na região aumenta, gera filas e falta do produto

De acordo com o Sindigás, problema de abastecimento deve ser resolvido em prazo de até 10 dias

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 00:02


A pandemia causada pelo novo coronavírus provocou uma corrida dos moradores da região para a compra de botijões de gás. Grandes filas se formaram em frente a diversas revendas na manhã de ontem, que chegaram a limitar a venda do insumo. A previsão é que a oferta seja normalizada em até dez dias.

Em distribuidora localizada na Avenida Pedro Américo, em Santo André, uma placa avisava que não tinha mais gás, logo pela manhã. Na Avenida Alberto Soares Sampaio, em Mauá, que abriu para vendas às 9h, houve limitação de dois botijões – cada um custava R$ 70 – por cliente. Devido ao trânsito, um motociclista acabou sendo derrubado por um carro e sofreu escoriações leves.

A estudante de direito Karen Caroline Camilo de Souza, 24 anos, é moradora de Santo André e chegou às 7h no local. “Peguei um para mim e outro para uma senhora que estava entre as últimas da fila. Tinha bastante idoso esperando”, disse ela. Por volta das 12h o estabelecimento já não tinha mais produtos para venda.

O presidente da Asmirg-BR (Associação Brasileira dos Revendedores de GLP), Alexandre Jose Borjaili, destacou que há “problemas (com o abastecimento) em vários Estados.”

O Sindigás (Sindicato Nacional das Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) afirmou que a oferta de botijões deve ser regularizada no prazo entre uma semana e dez dias. “O consumidor antecipou suas compras, gerando uma corrida desnecessária em busca do produto. A situação está sendo monitorada permanentemente”, informou a entidade, em nota.

Para melhor atender os consumidores, o setor afirmou que obteve o comprometimento da Petrobras com o aumento da oferta do produto em diferentes polos de suprimento, por meio de importação. E também que as plantas de engarrafamento das empresas distribuidoras estão trabalhando normalmente, e também não há paralisação ou redução da atividade das companhias.

O Sindigás reiterou que não há, portanto, motivos para uma corrida dos consumidores em busca do botijão de gás. “Esse movimento gera a sensação de escassez, que não é real, e pode desencadear a subida dos preços, que são livres em todos os elos da cadeia do gás. Um botijão de gás de 13 quilos, que é o mais comum, dura em média 45 dias, portanto, não há motivos para antecipar a compra. Há gás suficiente para abastecer com tranquilidade consumidores de todo o Brasil”, informou.

Questionada sobre o assunto, a Petrobras informou que o abastecimento de GLP está normal em todo o País, e que as entregas estão sendo realizadas nos pontos de fornecimento. “Não há qualquer necessidade de estocar GLP neste momento, pois não haverá falta de produto para abastecer a população”, afirmou a estatal, em nota.

A Petrobras confirmou que pretende reforçar o abastecimento de GLP por meio de compras adicionais. Somadas às produções das refinarias no Sudeste, há expectativa da chegada de três navios no Porto de Santos, previstas para os próximos dias. “Cada navio com capacidade adicional de aproximadamente 20 milhões de quilos de GLP (equivalente a 1,6 milhão de botijões P13)”, contou, em nota. 

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