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Como funciona uma vacina?

Remédio deve ser tomado de maneira preventiva para
evitar que doenças cheguem às pessoas


Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 23:59


As vacinas são desenvolvidas a partir do isolamento do causador de uma determinada doença. Os médicos utilizam a identificação e todas informações que possuem desse agente para extrair a principal estrutura que a conecta com as células do corpo humano, além de tirarem dele o chamado RNA (sigla em inglês que representa o ácido ribonucleico) para que não seja capaz de se reproduzir. A ideia é que o vírus manuseado seja colocado no organismo das pessoas para que elas mesmas produzam naturalmente anticorpos de defesa contra a complicação de saúde em questão. Tudo já foi testado e teve seu efeito comprovado de maneira segura. Detalhe que uma estrutura celular específica é utilizada nessa mistura para que o corpo a reconheça como algo ruim e comece a agir.

De maneira geral, a vacina funciona como suspensão de micro-organismos patogênicos (capaz de produzir algo infeccioso), atenuados (que foram suavizados) ou mortos. Não são todas as doenças existentes que contam com esse tipo de combate, voltado para agir diante de complicações consideradas muito contagiosas e fatais para os pacientes. É preciso reforçar a ideia de que ela tem função de prevenir e não de tratar doenças, sendo que devem ser tomadas com antecedência para evitar a contaminação.

Existem diferentes tipos de vacina dentro do universo da medicina. A atenuada enfraquece os perigosos agentes para não resultar no desenvolvimento das doenças. Já a chamada inativa consegue matar o agente, utilizando dele a proteína necessária para ativar a célula de defesa do corpo humano. Também há as vacinas combinadas – ou conjugadas –, capazes de proteger as pessoas de vários tipos de infecções ao mesmo tempo.

As milhares de contaminações e mortes motivadas pela Covid-19 no planeta ocorrem pelo fato de esse tipo de coronavírus ser recém-descoberto. Seus primeiro casos ocorreram em dezembro de 2019, na China, e ainda não houve tempo para o desenvolvimento de uma vacina para combatê-lo antecipadamente, mas ela consegue ser tratada caso seja detectada cedo.

A tecnologia dos dias de hoje quanto à leitura e à extração do material genético dos agente infecciosos ajuda muito o trabalho dos cientistas que buscam soluções. No passado, eram necessário mais de dez anos para se produzir vacina para determinada doença, com o processo atual podendo levar um ano ou pouco mais para que haja remédio seguro para toda a população mundial.

A palavra vacina vem do latim vacínia, derivada do substantivo feminino vaca. Isso ocorre porque as primeiras preparações biológicas do tipo eram derivadas do pus de tetas das vacas, uma vez que se percebeu que o animal era o único a não desenvolver a varíola, considerada uma doença rara.

Consultoria de Jairo Cardoso, farmacêutico bioquímico responsável pelo serviço de vacinação do Laboratório Rocha Lima, de São Caetano. 



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Como funciona uma vacina?

Remédio deve ser tomado de maneira preventiva para
evitar que doenças cheguem às pessoas

Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

28/03/2020 | 23:59


As vacinas são desenvolvidas a partir do isolamento do causador de uma determinada doença. Os médicos utilizam a identificação e todas informações que possuem desse agente para extrair a principal estrutura que a conecta com as células do corpo humano, além de tirarem dele o chamado RNA (sigla em inglês que representa o ácido ribonucleico) para que não seja capaz de se reproduzir. A ideia é que o vírus manuseado seja colocado no organismo das pessoas para que elas mesmas produzam naturalmente anticorpos de defesa contra a complicação de saúde em questão. Tudo já foi testado e teve seu efeito comprovado de maneira segura. Detalhe que uma estrutura celular específica é utilizada nessa mistura para que o corpo a reconheça como algo ruim e comece a agir.

De maneira geral, a vacina funciona como suspensão de micro-organismos patogênicos (capaz de produzir algo infeccioso), atenuados (que foram suavizados) ou mortos. Não são todas as doenças existentes que contam com esse tipo de combate, voltado para agir diante de complicações consideradas muito contagiosas e fatais para os pacientes. É preciso reforçar a ideia de que ela tem função de prevenir e não de tratar doenças, sendo que devem ser tomadas com antecedência para evitar a contaminação.

Existem diferentes tipos de vacina dentro do universo da medicina. A atenuada enfraquece os perigosos agentes para não resultar no desenvolvimento das doenças. Já a chamada inativa consegue matar o agente, utilizando dele a proteína necessária para ativar a célula de defesa do corpo humano. Também há as vacinas combinadas – ou conjugadas –, capazes de proteger as pessoas de vários tipos de infecções ao mesmo tempo.

As milhares de contaminações e mortes motivadas pela Covid-19 no planeta ocorrem pelo fato de esse tipo de coronavírus ser recém-descoberto. Seus primeiro casos ocorreram em dezembro de 2019, na China, e ainda não houve tempo para o desenvolvimento de uma vacina para combatê-lo antecipadamente, mas ela consegue ser tratada caso seja detectada cedo.

A tecnologia dos dias de hoje quanto à leitura e à extração do material genético dos agente infecciosos ajuda muito o trabalho dos cientistas que buscam soluções. No passado, eram necessário mais de dez anos para se produzir vacina para determinada doença, com o processo atual podendo levar um ano ou pouco mais para que haja remédio seguro para toda a população mundial.

A palavra vacina vem do latim vacínia, derivada do substantivo feminino vaca. Isso ocorre porque as primeiras preparações biológicas do tipo eram derivadas do pus de tetas das vacas, uma vez que se percebeu que o animal era o único a não desenvolver a varíola, considerada uma doença rara.

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