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Estado destina R$ 29,7 mi à região

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dinheiro será utilizado pelos municípios na área da saúde em medidas para tentar diminuir a disseminação do novo coronavírus


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

26/03/2020 | 23:53


O governador do Estado, João Doria (PSDB), anunciou ontem o repasse de R$ 218 milhões para os 80 municípios mais populosos de São Paulo, todos com mais de 100 mil habitantes, para medidas efetivas ao combate da Covid-19. A ação contempla seis das cidades do Grande ABC, exceto Rio Grande da Serra. Do total do montante, R$ 29,7 milhões serão divididos entre Santo André, São Bernardo, São Caetano, Ribeirão Pires, Mauá e Diadema (veja tabela ao lado). “Estas cidades foram escolhidas para ser referência médica e hospitalar”, comentou Doria.

De acordo com o governo estadual, o objetivo é que o dinheiro comece a ser transferido aos municípios para instalação de centros de referência e hospitais de campanha. “Em São Caetano e Ribeirão Pires, o recurso vem como apoio ao sistema municipal de saúde, para centros de referências, ampliando espaços para consultas com médicos, equipes de triagem, testes e monitoramento, voltado ao direcionamento das famílias. Já em cidades com mais habitantes, como Santo André e São Bernardo, por exemplo, aporte é maior, deve se utilizar o recurso para ampliar os leitos de hospitais ou fazer os de campanha, que atendam pessoas em situação de vulnerabilidade social, com média complexidade. No entanto, cada município é que vai gerir este recurso da melhor maneira possível, inclusive (pode ser firmada) parceria com hospitais particulares”, explica o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi.

A divisão dos recursos será feita por critério demográfico – quanto maior a quantidade de moradores, maior o repasse. As 55 cidades com população entre 100 mil e 300 mil pessoas – na região, São Caetano e Ribeirão Pires – receberão R$ 8 por habitante, ou duas vezes o piso do SUS (Sistema Único de Saúde). Nos 16 municípios com população entre 300 mil e 500 mil pessoas – casos de Diadema e Mauá –, o valor de referência sobe para R$ 10 por indivíduo. Nas nove cidades paulistas com mais de 500 mil habitantes – entre elas Santo André e São Bernardo –, o valor de referência passa para R$ 12 por munícipe. O repasse também pode ser usado para erguer, ao menos, um hospital de campanha de maior porte em cada cidade, além do atendimento social a pacientes em situação de vulnerabilidade. Segundo Vinholi, as quantias começam a ser repassadas a partir do dia 3. Os recursos vêm do Tesouro do governo estadual.

O secretário da Saúde de Santo André, Marcio Chaves, explica que os cerca de R$ 8,5 milhões serão utilizados para manutenção e custeio de serviços e ações que já estão sendo implementados pelo município. “Este recurso é fundamental para que tenhamos condições de manter os 300 novos profissionais da área que vamos precisar, assim como itens de higiene, limpeza, materiais hospitalares e refeições aos pacientes.”

Vale lembrar que, assim como o Diário publicou, a cidade terá dois hospitais de campanha, um no Estádio Bruno Daniel e outro no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, cujo investimento é de cerca de R$ 10 milhões, verba municipal oriunda de remanejamento dentro da pasta da Saúde. A previsão é a de que os primeiros leitos estejam disponíveis para uso até a primeira quinzena de abril.

São Bernardo espera utilizar o dinheiro para movimentar o Hospital de Urgência, no Centro, que está pronto para ser aberto (veja mais ao lado). Também procuradas, as administrações de São Caetano, Diadema e Mauá não responderam quanto ao recursos do governo estadual até o fechamento desta edição.

São Bernardo vai usar dinheiro em hospital 

Em São Bernardo, com população estimada em 833 mil habitantes, o aporte do governo do Estado ao combate da Covid-19 será na ordem de R$ 9,9 milhões, o maior das cidades contempladas na região. Para o secretário de saúde do município, Dr. Geraldo Reple, o recurso é vistos com muito bons olhos.

Segundo ele, o objetivo da gestão municipal não é a montagem dos hospitais de campanha, uma vez que a cidade está com o Hospital de Urgência pronto para entrega. “O que faltam são os equipamentos que estão orçados em R$ 50 milhões. Já recebemos outros R$ 10 milhões do Estado e receberemos mais R$ 10 milhões em parcelas. Este montante vem a somar. Mas, para a conta fechar, estamos em negociação com o governo federal também. E os trâmites já estão em andamento”, explica Reple. “Não é coerente se montar um hospital da campanha quando se tem um local pronto que tem tudo para ser referência não só na cidade, como na região”.

Ele ressalta que o objetivo do centro médico é aproveitar a pandemia da Covid-19 para se tornar um ponto especializado de tratamento do novo coronavírus. “A ideia é que seja um centro de especialização em coronavírus, com 250 leitos, desses, 100 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), para os casos mais graves”.



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Estado destina R$ 29,7 mi à região

Dinheiro será utilizado pelos municípios na área da saúde em medidas para tentar diminuir a disseminação do novo coronavírus

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

26/03/2020 | 23:53


O governador do Estado, João Doria (PSDB), anunciou ontem o repasse de R$ 218 milhões para os 80 municípios mais populosos de São Paulo, todos com mais de 100 mil habitantes, para medidas efetivas ao combate da Covid-19. A ação contempla seis das cidades do Grande ABC, exceto Rio Grande da Serra. Do total do montante, R$ 29,7 milhões serão divididos entre Santo André, São Bernardo, São Caetano, Ribeirão Pires, Mauá e Diadema (veja tabela ao lado). “Estas cidades foram escolhidas para ser referência médica e hospitalar”, comentou Doria.

De acordo com o governo estadual, o objetivo é que o dinheiro comece a ser transferido aos municípios para instalação de centros de referência e hospitais de campanha. “Em São Caetano e Ribeirão Pires, o recurso vem como apoio ao sistema municipal de saúde, para centros de referências, ampliando espaços para consultas com médicos, equipes de triagem, testes e monitoramento, voltado ao direcionamento das famílias. Já em cidades com mais habitantes, como Santo André e São Bernardo, por exemplo, aporte é maior, deve se utilizar o recurso para ampliar os leitos de hospitais ou fazer os de campanha, que atendam pessoas em situação de vulnerabilidade social, com média complexidade. No entanto, cada município é que vai gerir este recurso da melhor maneira possível, inclusive (pode ser firmada) parceria com hospitais particulares”, explica o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi.

A divisão dos recursos será feita por critério demográfico – quanto maior a quantidade de moradores, maior o repasse. As 55 cidades com população entre 100 mil e 300 mil pessoas – na região, São Caetano e Ribeirão Pires – receberão R$ 8 por habitante, ou duas vezes o piso do SUS (Sistema Único de Saúde). Nos 16 municípios com população entre 300 mil e 500 mil pessoas – casos de Diadema e Mauá –, o valor de referência sobe para R$ 10 por indivíduo. Nas nove cidades paulistas com mais de 500 mil habitantes – entre elas Santo André e São Bernardo –, o valor de referência passa para R$ 12 por munícipe. O repasse também pode ser usado para erguer, ao menos, um hospital de campanha de maior porte em cada cidade, além do atendimento social a pacientes em situação de vulnerabilidade. Segundo Vinholi, as quantias começam a ser repassadas a partir do dia 3. Os recursos vêm do Tesouro do governo estadual.

O secretário da Saúde de Santo André, Marcio Chaves, explica que os cerca de R$ 8,5 milhões serão utilizados para manutenção e custeio de serviços e ações que já estão sendo implementados pelo município. “Este recurso é fundamental para que tenhamos condições de manter os 300 novos profissionais da área que vamos precisar, assim como itens de higiene, limpeza, materiais hospitalares e refeições aos pacientes.”

Vale lembrar que, assim como o Diário publicou, a cidade terá dois hospitais de campanha, um no Estádio Bruno Daniel e outro no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, cujo investimento é de cerca de R$ 10 milhões, verba municipal oriunda de remanejamento dentro da pasta da Saúde. A previsão é a de que os primeiros leitos estejam disponíveis para uso até a primeira quinzena de abril.

São Bernardo espera utilizar o dinheiro para movimentar o Hospital de Urgência, no Centro, que está pronto para ser aberto (veja mais ao lado). Também procuradas, as administrações de São Caetano, Diadema e Mauá não responderam quanto ao recursos do governo estadual até o fechamento desta edição.

São Bernardo vai usar dinheiro em hospital 

Em São Bernardo, com população estimada em 833 mil habitantes, o aporte do governo do Estado ao combate da Covid-19 será na ordem de R$ 9,9 milhões, o maior das cidades contempladas na região. Para o secretário de saúde do município, Dr. Geraldo Reple, o recurso é vistos com muito bons olhos.

Segundo ele, o objetivo da gestão municipal não é a montagem dos hospitais de campanha, uma vez que a cidade está com o Hospital de Urgência pronto para entrega. “O que faltam são os equipamentos que estão orçados em R$ 50 milhões. Já recebemos outros R$ 10 milhões do Estado e receberemos mais R$ 10 milhões em parcelas. Este montante vem a somar. Mas, para a conta fechar, estamos em negociação com o governo federal também. E os trâmites já estão em andamento”, explica Reple. “Não é coerente se montar um hospital da campanha quando se tem um local pronto que tem tudo para ser referência não só na cidade, como na região”.

Ele ressalta que o objetivo do centro médico é aproveitar a pandemia da Covid-19 para se tornar um ponto especializado de tratamento do novo coronavírus. “A ideia é que seja um centro de especialização em coronavírus, com 250 leitos, desses, 100 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), para os casos mais graves”.

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