Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 31 de Março

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Isolamento obrigatório para escapar da Covid-19 pode agravar fobia social

Transtorno de ansiedade mais comum, quadro tende a evoluir para depressão


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

27/03/2020 | 00:00


 Pessoas que sofrem de fobias sociais, como dificuldade extrema de se relacionar com os outros, devem estar atentas ao período de quarentena pela grande chance de o quadro evoluir para depressão. O alerta é da psicóloga especialista em transtornos de ansiedade Nataly Martinelli. “Quando falamos em fobia social é importante lembrar que ela é o transtorno de ansiedade mais comum”, pontuou.

“Primeiro, é importante a gente distinguir o medo da fobia”, alertou a psicóloga. “Medo é um mecanismo de proteção e faz com que a gente não se exponha a tantos riscos, é normal. Fobia é o medo exagerado, causa sofrimento”, detalhou. Nataly explicou que a fobia social está associada ao medo do julgamento alheio, de ser avaliado por outras pessoas e dificuldade com todo tipo de interação social.

E se em um primeiro momento a ideia de se isolar socialmente possa parecer algo confortável para quem tem fobias sociais, o efeito pode ser justamente o oposto, destacou a especialista. “Para essas pessoas, manter uma rotina, sair, ir ao trabalho, para faculdade ou algum curso, as obriga a manter um mínimo de convívio social. Sair desta rotina e passar para uma situação de isolamento pode desencadear sentimentos de solidão e tristeza, que podem evoluir para depressão”, destacou.

Como forma de prever estes quadros, Nataly recomendou que as pessoas com fobias sociais mantenham o contato com seus terapeutas por meios on-line e procurarem técnicas que acalmem a mente e favoreçam o autoconhecimento. “Ioga, meditação, são atividades que vão ajudar nesse momento”, citou.

Para os familiares de pessoas que têm fobias sociais, a psicóloga recomendou o exercício da empatia e da escuta. “Se colocar no lugar do outro, acolher, ter empatia. Se mostrar disponível para realização de outras atividades que não apenas acompanhar o noticiário. Cozinhar juntos, ver um programa leve, tudo isso ajuda a reduzir o estresse e mantém nosso sistema imunológico mais fortalecido”, complementou.

Nataly aconselhou que, para quem tem a possibilidade, este é um bom momento para se interessar por alguma atividade nova, utilizando as facilidades de diversas aulas e tutoriais da internet. “Conectar-se com coisas que podem ser nossos propósitos de vida ajuda a nos fortalecer neste momento”, concluiu.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;