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Máscaras personalizadas caem no gosto da população

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Especialista, porém, dize que as de tecido precisam ser trocadas com mais frequência


Milene Gomes Tavares
Do Diário do Grande ABC

26/03/2020 | 23:40


 A pandemia do novo coronavírus trouxe hábitos que o brasileiro não está acostumado, como o uso de máscaras, por exemplo. Apesar de especialistas explicarem que se trata de proteção parcial e que elas devem ser trocadas com frequência, muita gente aderiu ‘à moda’ e já é possível ver nas ruas modelos personalizados, feitos de tecido.

Especialistas explicam que se máscaras descartáveis devem ser utilizadas por, no máximo, duas horas, as de pano precisam ser trocadas com mais frequência, pois ficam úmidas rapidamente e começam a permitir a passagem das gotículas respiratórias e da boca. Nessa troca, deve haver cuidados com a higiene das mãos. A vantagem é que elas podem ser lavadas e reutilizadas sem problema.

“O valor de proteção destas máscaras de pano é baixo e não substituem outros cuidados como a etiqueta respiratória, higene das mãos e desinfecção do ambiente quando existem pessoas doentes em casa”, explica a especialista em doenças infecciosas e segurança do paciente Adelia Marçal dos Santos.
Segundo a especialista, cobrir com lenço descartável a boca e o nariz ao tossir, espirrar e falar, além de higienizar as mãos em seguida são mais importantes do que usar máscara, seja a descartável ou as feitas de pano.

Mesmo assim, em um apartamento do bairro Homero Thon, em Santo André, a produção das máscaras de pano está a todo vapor. Marli Mendes, 37 anos, agente de desenvolvimento infantil, já confeccionava aventais, roupas e estojos para completar a renda e passou a produzir também máscaras de algodão, que custam, em média R$ 12 cada. “Meu marido trabalhava de Uber com carro alugado, mas teve de devolver, pois a demanda estava baixa. Então, para conseguir nos manter nesses dias tão difíceis e ajudar as pessoas, passamos a confeccionar máscaras, que são feitas com tecido de qualidade, 100% algodão e com muito carinho.”

A aceitação, segundo Marli, é boa – sem revelar quantas máscaras vendeu desde o início da pandemia –, mas o medo de sair de casa tem atrapalhado os negócios. Ela até adotou o sistema delivery, mas não tem adiantado muito. “Os clientes estão com medo de receber desconhecidos em suas portas também”, lamenta a costureira.



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Máscaras personalizadas caem no gosto da população

Especialista, porém, dize que as de tecido precisam ser trocadas com mais frequência

Milene Gomes Tavares
Do Diário do Grande ABC

26/03/2020 | 23:40


 A pandemia do novo coronavírus trouxe hábitos que o brasileiro não está acostumado, como o uso de máscaras, por exemplo. Apesar de especialistas explicarem que se trata de proteção parcial e que elas devem ser trocadas com frequência, muita gente aderiu ‘à moda’ e já é possível ver nas ruas modelos personalizados, feitos de tecido.

Especialistas explicam que se máscaras descartáveis devem ser utilizadas por, no máximo, duas horas, as de pano precisam ser trocadas com mais frequência, pois ficam úmidas rapidamente e começam a permitir a passagem das gotículas respiratórias e da boca. Nessa troca, deve haver cuidados com a higiene das mãos. A vantagem é que elas podem ser lavadas e reutilizadas sem problema.

“O valor de proteção destas máscaras de pano é baixo e não substituem outros cuidados como a etiqueta respiratória, higene das mãos e desinfecção do ambiente quando existem pessoas doentes em casa”, explica a especialista em doenças infecciosas e segurança do paciente Adelia Marçal dos Santos.
Segundo a especialista, cobrir com lenço descartável a boca e o nariz ao tossir, espirrar e falar, além de higienizar as mãos em seguida são mais importantes do que usar máscara, seja a descartável ou as feitas de pano.

Mesmo assim, em um apartamento do bairro Homero Thon, em Santo André, a produção das máscaras de pano está a todo vapor. Marli Mendes, 37 anos, agente de desenvolvimento infantil, já confeccionava aventais, roupas e estojos para completar a renda e passou a produzir também máscaras de algodão, que custam, em média R$ 12 cada. “Meu marido trabalhava de Uber com carro alugado, mas teve de devolver, pois a demanda estava baixa. Então, para conseguir nos manter nesses dias tão difíceis e ajudar as pessoas, passamos a confeccionar máscaras, que são feitas com tecido de qualidade, 100% algodão e com muito carinho.”

A aceitação, segundo Marli, é boa – sem revelar quantas máscaras vendeu desde o início da pandemia –, mas o medo de sair de casa tem atrapalhado os negócios. Ela até adotou o sistema delivery, mas não tem adiantado muito. “Os clientes estão com medo de receber desconhecidos em suas portas também”, lamenta a costureira.

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