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A Covid-19 está impactando a internet


Do Diário do Grande ABC

26/03/2020 | 23:59


A Covid-19 está alterando os padrões de uso das redes de telecomunicações, especialmente da internet: funcionários de governos e empresas estão trabalhando na modalidade home office (de suas casas), universidades e outras escolas estão adotando ferramentas de educação a distância, pessoas confinadas em suas casas buscam notícias, jogam on-line e assistem a filmes na modalidade streaming, aquela em que o conteúdo não é baixado totalmente no computador do usuário e depois consumido, mas sim vai sendo visto à medida em que o provedor desses serviços os transmite.

Tudo isso está levando a aumento substancial do uso da internet, podendo gerar queda do padrão de serviços, especialmente velocidade e disponibilidade da rede, juntamente em momento em que a mesma precisa estar operando em seu melhor nível, como importante ferramenta no combate à pandemia.

Essa preocupação já está chegando aos governos, com a União Europeia, por exemplo, tendo solicitado às plataformas que disponibilizam conteúdos digitais operando na modalidade streaming, que passem a divulgar seu conteúdo no padrão standard, e não em alta definição (HD), como forma de diminuir o volume de tráfego.

Essa providência já foi tomada por plataformas nacionais e estrangeiras, sendo lícito acreditar que em breve outras transmissões usualmente feitas em HD, como as de alguns canais de televisão, passem a ser feitas no padrão standard.

Essa alteração não deve trazer prejuízos sensíveis aos usuários – é possível assistir a filmes e outros programas de TV no padrão standard com qualidade perfeitamente aceitável.

Essa providência torna-se ainda mais importante em momento em que essas plataformas abrem seu sinal, disponibilizando-o a mais usuários. As autoridades de alguns países também têm pedido aos usuários que cooperem, privilegiando o uso de wi-fi e usando baixas resoluções sempre que possível e estão monitorando o uso das redes, podendo intervir se a situação se tornar crítica. No Brasil, a Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) está acompanhando os planos de contingência das principais teles do País – atitude tomada apenas em cenários de crise, como após a tragédia de Brumadinho e a greve dos caminhoneiros, que parou o País em 2018.

Nossas autoridades não acreditam que haja risco de pane total na internet, embora seja provável queda na qualidade dos serviços, especialmente nos domicílios não servidos por serviços de fibra ótica.


Vivaldo José Breternitz é doutor em ciências, professor de planejamento estratégico e sistemas integrados de gestão da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

PALAVRA DO LEITOR

Cala-te!
Não resta a menor dúvida de que o mundo enfrenta perigo iminente que é a proliferação do coronavírus, cuja pandemia bate às portas dos cidadãos. Não é apenas ‘resfriadozinho’, simples ‘doençazinha’, mas mal que pode levar à morte e que assola todo mundo. Mas ainda existem pessoas que não percebem o mal que nos rodeia e que atinge todo mundo, haja vista a tristeza que enfrentam Itália, Espanha e outros países, os Estados Unidos, inclusive. E o nosso presidente procura menosprezar os esforços que os próprios cidadãos procuram envidar para conter tal pandemia, para evitar a calamidade pública. Se pudesse mandar mensagem ao presidente ressaltaria a mesma mensagem que utilizou o ex-rei da Espanha em outra ocasião, qual seja: ‘Senhor presidente, por que no te callas’.
Flavio Fernandes
São Caetano

Bozo, literalmente!
Tenho notado por parte dos comentaristas e jornalistas algo unânime: Bolsonaro discursa muito mal. Nesses momentos sinto saudade de Temer, que falava muito bem. Queria poder fazer sugestão aos assessores do presidente: corrijam isso! É fundamental termos pessoa exemplar no cargo de presidente da República, e digo em todos os sentidos. Já que o discurso do seu Jair não é afinado, muito menos coerente, o mínimo é ter boa oratória, passaria menos vergonha.
Leandro Marques
Santo André

Desigualdade
A pandemia do coronavírus evidencia enormes deficiências nas políticas públicas do Brasil e a má utilização de verbas no conjunto dos gastos públicos, destacando-se as áreas de saúde, educação, saneamento e habitação. Além da eterna má distribuição de renda, com concentração cada vez maior nas mãos de poucos. A catástrofe iminente nos impõe, mais que nunca, as consequências nefastas da defesa de estado mínimo fundado sobre enormes desigualdades sociais. Enquanto faltam insumos básicos para a saúde, o que se evidencia por meio da insuficiência de leitos hospitalares, laboratórios, medicamentos e materiais médico-hospitalares, continuamos a observar os gastos exorbitantes com altos salários e mordomias usufruídas pelos altos cargos nos três poderes. Já não cola mais a hipócrita afirmação de que são diminutos no cômputo geral. Não só não é verdade, como tais gastos são imorais. É preciso rever com urgência essas discrepâncias resultantes de mentalidade escravocrata e oportunista que só se perpetuará caso essa discussão não seja levada a sério por todos que defendem nossa Constituição.
Paulo Leibruder
Santo André

Quarentena x multa
Li neste Diário que o prefeito de São Bernardo publicou decreto que prevê multa a idoso que descumprir a recomendação de quarentena decretada por conta do coronavírus (Setecidades, ontem). Primeiro, sou 100% favorável a todas as medidas que objetivam frear a propagação do vírus, mas multar me soa absurdo. Parece-me decreto inconstitucional (direito de ir e vir) ou, então, como diz o grande professor e jornalista Heródoto Barbeiro, mais uma pérola do festival de besteiras que assola o País.
Walmir Ciosani
São Bernardo

Políticos e coronavírus
Desde o início desta democracia, defendida principalmente por políticos corruptos e sanguessugas do povo brasileiro, venho sugerindo, por meio deste Diário, o controle da natalidade. Nos últimos 40 anos, passamos de 90 milhões para mais de 200 milhões de habitantes. Não há país subdesenvolvido algum que dessa forma se torne primeiro mundo. Principalmente na região mais pobre do País, por falta de orientação e total desinteresse dos governantes que levaram tudo com a barriga. É a São Paulo de hoje, cercada de favelas, também vítima dessa triste realidade, que poderia ter sido evitada. Agora, diante do coronavírus, inimigo implacável e sem precedentes, enfrentamos enormes dificuldades para isolar com sucesso. Milhões de pessoas, adultos e crianças, ‘vivendo’ em condições subumanas. Apesar disso, governadores e prefeitos de Estados e municípios mal administrados e corrompidos, pensando em si mesmos, brigam com Bolsonaro, que continua dando suas patacoadas e que, junto ao tirano Paulo Guedes, se preocupa mais com a economia que com a vida dos brasileiros.
Nilson Martins Altran
São Caetano 



Comentários

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