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Paulo Pinheiro tem apoio de partido que não existe

PMN de São Caetano está desativado desde dezembro


Vinicius Gorczeski
do Diário do Grande ABC

04/05/2012 | 00:09


Pré-candidato ao Palácio da Cerâmica Paulo Pinheiro (PMDB) anunciou que teria apoio de duas siglas na corrida eleitoral. Mas uma delas, o PMN, não existe em São Caetano. Por dois motivos. O principal deles é que, em certidão da Justiça Eleitoral, o diretório está inativo desde dezembro, inviabilizando adesão ao médico. O outro fator envolve a falta de musculatura política na cidade: nanica, a sigla somou 37 votos na eleição de 2008.

Na certidão obtida no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a executiva municipal era composta por Marco Antonio Pinton (presidente), Gilmar Donizete Canteras (tesoureiro) e Carlos Henrique Raimo (secretário).

Para avalizar a existência em São Caetano, o partido registrou no tribunal endereço de fachada. A equipe do Diário visitou por duas vezes a casa, ontem, onde supostamente funcionava o diretório, em rua residencial do bairro Barcelona.

Pela manhã, após uma hora de espera, ninguém foi visto saindo ou entrando no sobrado, com obras inacabadas e aspecto de abandono. Ao fim da tarde, vizinhos informaram que o empreendimento está incompleto há três anos. É raro aparecer alguém ali.

Inatividade - A executiva estadual decidiu enterrar a sigla na cidade porque seu então presidente local Marco Antonio não coletara nomes tanto para chapa proporcional quanto majoritária. É o que garante a vice-presidente do PMN no Estado, Thelma Zayra Albano dos Santos. "O estatuto do partido é claro: não entrar em processo eleitoral sem candidatura. Esse negócio de manter nome (na cidade) e negociar qualquer coisa depois (coligação com PMDB) só para ter registro não é projeto de construção do PMN."

Thelma criticou a atuação de Marco Antonio na cidade. "Falei com ele em outubro", lembrou. "Queria saber quais eram as fichas. Na época ele falou: ‘Ninguém me procurou então não filiei ninguém'. Vou manter uma coisa dessas para quê? Não adianta quebrar a cara e correr atrás agora por conta de equívoco primário. Não funciona assim."

Apesar de a Justiça Eleitoral garantir a criação de um partido local até um dia antes das convenções dessa sigla - entre 10 e 30 de junho -, o diretório estadual está avesso a qualquer hipótese de ressuscitar o PMN são-caetanense. Especialmente com o quadro político da cidade, onde Pinheiro rachou com Auricchio e virou oposição à indicada à corrida pelo Paço, Regina Maura Zetone (PTB) - à frente em pesquisa espontânea elaborada pelo Ibope e publicada ontem pelo Diário.

Thelma acrescentou que, apesar de ter apoiado o prefeito José Auricchio Júnior (PTB) em 2008, com quem tem afinidades, não envolverá o partido na briga, por acreditar que a criação municipal de uma agremiação, tal como plano de governo, leva tempo. "E isso independe de candidato A ou B."

Ela destacou que o fato prejudicou planos de expansão do PMN regional, onde tem pré-candidaturas a prefeito em Santo André e Diadema.

Marco Antonio e Paulo Pinheiro foram procurados para comentar o apoio fantasma. O dirigente não foi localizado pela equipe do Diário e o peemedebista não retornou aos contatos telefônicos.



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Paulo Pinheiro tem apoio de partido que não existe

PMN de São Caetano está desativado desde dezembro

Vinicius Gorczeski
do Diário do Grande ABC

04/05/2012 | 00:09


Pré-candidato ao Palácio da Cerâmica Paulo Pinheiro (PMDB) anunciou que teria apoio de duas siglas na corrida eleitoral. Mas uma delas, o PMN, não existe em São Caetano. Por dois motivos. O principal deles é que, em certidão da Justiça Eleitoral, o diretório está inativo desde dezembro, inviabilizando adesão ao médico. O outro fator envolve a falta de musculatura política na cidade: nanica, a sigla somou 37 votos na eleição de 2008.

Na certidão obtida no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a executiva municipal era composta por Marco Antonio Pinton (presidente), Gilmar Donizete Canteras (tesoureiro) e Carlos Henrique Raimo (secretário).

Para avalizar a existência em São Caetano, o partido registrou no tribunal endereço de fachada. A equipe do Diário visitou por duas vezes a casa, ontem, onde supostamente funcionava o diretório, em rua residencial do bairro Barcelona.

Pela manhã, após uma hora de espera, ninguém foi visto saindo ou entrando no sobrado, com obras inacabadas e aspecto de abandono. Ao fim da tarde, vizinhos informaram que o empreendimento está incompleto há três anos. É raro aparecer alguém ali.

Inatividade - A executiva estadual decidiu enterrar a sigla na cidade porque seu então presidente local Marco Antonio não coletara nomes tanto para chapa proporcional quanto majoritária. É o que garante a vice-presidente do PMN no Estado, Thelma Zayra Albano dos Santos. "O estatuto do partido é claro: não entrar em processo eleitoral sem candidatura. Esse negócio de manter nome (na cidade) e negociar qualquer coisa depois (coligação com PMDB) só para ter registro não é projeto de construção do PMN."

Thelma criticou a atuação de Marco Antonio na cidade. "Falei com ele em outubro", lembrou. "Queria saber quais eram as fichas. Na época ele falou: ‘Ninguém me procurou então não filiei ninguém'. Vou manter uma coisa dessas para quê? Não adianta quebrar a cara e correr atrás agora por conta de equívoco primário. Não funciona assim."

Apesar de a Justiça Eleitoral garantir a criação de um partido local até um dia antes das convenções dessa sigla - entre 10 e 30 de junho -, o diretório estadual está avesso a qualquer hipótese de ressuscitar o PMN são-caetanense. Especialmente com o quadro político da cidade, onde Pinheiro rachou com Auricchio e virou oposição à indicada à corrida pelo Paço, Regina Maura Zetone (PTB) - à frente em pesquisa espontânea elaborada pelo Ibope e publicada ontem pelo Diário.

Thelma acrescentou que, apesar de ter apoiado o prefeito José Auricchio Júnior (PTB) em 2008, com quem tem afinidades, não envolverá o partido na briga, por acreditar que a criação municipal de uma agremiação, tal como plano de governo, leva tempo. "E isso independe de candidato A ou B."

Ela destacou que o fato prejudicou planos de expansão do PMN regional, onde tem pré-candidaturas a prefeito em Santo André e Diadema.

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