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Secretários minimizam críticas de contrapartida

Governo diz que haverá R$ 4,5 mi em obras; para oposição, compensação é baixa e não convence


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

04/05/2012 | 07:00


Três secretários do governo Aidan Ravin compareceram ontem à Câmara de Santo André. Após pressão dos vereadores, inclusive da base, Alberto Casalinho (Obras), Frederico Muraro (Habitação) e Fabiana Bozzella (Gabinete) minimizaram as críticas sobre a contrapartida da obra de R$ 364 milhões executada pela Aquapolo na Avenida dos Estados.

Diante do termo de compromisso firmado com o Polo Petroquímico, os integrantes do primeiro escalão apresentaram que a compensação gira em R$ 4,5 milhões. Além disso, a obrigação de aplicar R$ 1 milhão para recuperar danos provocados pela intervenção com a passagem do sistema de água de reúso. "No total, são R$ 3 milhões de recapeamento de outras faixas (pistas 3 e 4 que não foram afetadas) e mais R$ 1,5 milhão para a construção de um Cras (Centro de Referência de Assistência Social), no bairro Alzira Franco", sustentou Fabiana.

A secretária de Gabinete não soube explicar, porém, sobre a contrapartida de um Centro de Proteção ao Dependente Químico, no Parque Miami, anteriormente estipulado entre as partes. "Não acompanhei. Essa segunda obra não consta oficialmente no processo", disse, ao creditar que as tratativas podem ter sido de forma verbal pelo então titular da Pasta Nilson Bonome. "Não foi colocado no papel, mas podemos cobrar."

Os parlamentares demonstraram insatisfação depois de a Prefeitura de São Caetano inaugurar unidade de Saúde com recursos da contrapartida, que, segundo requerimento, teve investimento de R$ 4 milhões. O líder do governo, Ailton Lima (PTB), contestou que a Aquapolo repassou a informação de que foram R$ 900 mil. "Foi reforma. Não ergueram o prédio. E o trecho de dano na superfície da pista é quase o mesmo."

Tiago Nogueira (PT) argumentou que a explicação dos secretários não convenceu por conta da baixa contrapartida e principalmente pelo ambiente de desconfiança. "Ninguém mostra o critério utilizado na negociação. Fica claro que está desproporcional ao tamanho do impacto causado."



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Secretários minimizam críticas de contrapartida

Governo diz que haverá R$ 4,5 mi em obras; para oposição, compensação é baixa e não convence

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

04/05/2012 | 07:00


Três secretários do governo Aidan Ravin compareceram ontem à Câmara de Santo André. Após pressão dos vereadores, inclusive da base, Alberto Casalinho (Obras), Frederico Muraro (Habitação) e Fabiana Bozzella (Gabinete) minimizaram as críticas sobre a contrapartida da obra de R$ 364 milhões executada pela Aquapolo na Avenida dos Estados.

Diante do termo de compromisso firmado com o Polo Petroquímico, os integrantes do primeiro escalão apresentaram que a compensação gira em R$ 4,5 milhões. Além disso, a obrigação de aplicar R$ 1 milhão para recuperar danos provocados pela intervenção com a passagem do sistema de água de reúso. "No total, são R$ 3 milhões de recapeamento de outras faixas (pistas 3 e 4 que não foram afetadas) e mais R$ 1,5 milhão para a construção de um Cras (Centro de Referência de Assistência Social), no bairro Alzira Franco", sustentou Fabiana.

A secretária de Gabinete não soube explicar, porém, sobre a contrapartida de um Centro de Proteção ao Dependente Químico, no Parque Miami, anteriormente estipulado entre as partes. "Não acompanhei. Essa segunda obra não consta oficialmente no processo", disse, ao creditar que as tratativas podem ter sido de forma verbal pelo então titular da Pasta Nilson Bonome. "Não foi colocado no papel, mas podemos cobrar."

Os parlamentares demonstraram insatisfação depois de a Prefeitura de São Caetano inaugurar unidade de Saúde com recursos da contrapartida, que, segundo requerimento, teve investimento de R$ 4 milhões. O líder do governo, Ailton Lima (PTB), contestou que a Aquapolo repassou a informação de que foram R$ 900 mil. "Foi reforma. Não ergueram o prédio. E o trecho de dano na superfície da pista é quase o mesmo."

Tiago Nogueira (PT) argumentou que a explicação dos secretários não convenceu por conta da baixa contrapartida e principalmente pelo ambiente de desconfiança. "Ninguém mostra o critério utilizado na negociação. Fica claro que está desproporcional ao tamanho do impacto causado."

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