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Divórcios aumentam
42% em dez anos

Mulheres no mercado de trabalho influenciam resultado;
S.Caetano é a cidade com maior proporção de separados


Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

04/05/2012 | 07:00


Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o número de pessoas que se divorciaram no Grande ABC aumentou 42% entre 2000 e 2010, enquanto o número de habitantes cresceu 13,1%. No mesmo período, a proporção de casais diminuiu.

O Censo leva em consideração, para fins estatísticos, a população com mais de 10 anos de idade. De acordo o levantamento realizado em 2010, 5,9% da população do Grande ABC declararam-se separados ou divorciados; em 2000, o índice era de 4,7%.

São Caetano se destaca por ter a maior proporção de casados e divorciados do Grande ABC. Em 2010, 7,41% dos moradores declararam-se divorciados. Há uma década, eram 5,42%. Já entre casados o índice de 44,5% no ano 2000 caiu para 42,9%.

"Devemos analisar é a durabilidade das uniões. O número de casamentos pode variar pouco, mas observamos que o tempo de matrimônio é menor", explicou a coordenadora do curso de Ciências Sociais da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), Luci Praum. A condição socioeconômica privilegiada também pode contribuir com aumento de divórcios, já que a divisão de bens não é empecilho. EM

Especialistas atribuem o aumento do número de separações, entre outros fatores, à mudança de mentalidade protagonizada pela mulher. A conquista da independência financeira deixou de ser tabu e hoje está diretamente ligada à ascensão delas no mercado de trabalho. "Antigamente a mulher não tinha como sobreviver sem o marido. Casava-se por necessidade ou conveniência. Hoje ela não mantém a união se não se sente bem. A busca é por amor e complementação", explicou a psicóloga clínica e terapêutica familiar, Vivien Ponzoni.

Os valores morais também passaram por transformações nos últimos anos e influenciaram a convivência mais amigável entre gerações e famílias diferentes. "Já não vemos mais tantas crianças com problemas psicológicos porque os pais se separaram. Hoje é normal que os filhos de dois casamentos convivam tranquilamente", explicou Luci Praum.

Quando o assunto é casamento, os números mostram que os moradores da região têm optado menos por oficializar a união. Em 2010, 41% da população estava casada. Índice ligeiramente menor que o registrado em 2000, quando a proporção era de 42,1%.

Apesar da queda, os indicadores do Grande ABC ultrapassam os do Brasil (35%) e Estado (38%).

Em tempos modernos, separação é socialmente aceita

Atualmente os jovens têm oficializado o casamento cada vez mais cedo, muitos antes de completar 25 anos. No entanto, a separação consensual ou litigiosa acontece de forma mais simples e sem burocracia. Para a psicóloga clínica e terapeuta familiar Vivien Ponzoni, o termo "banalização" foi substituído pelas facilidades da vida moderna e a influência histórica.

"Antes a separação era considerada problema. Nenhuma mulher queria ser amiga de outra mulher divorciada. Havia preconceito. Hoje o contexto social favorece os casais que desejam se divorciar. Nenhum deles conviverá com o peso social. A sociedade caminha na direção de contemporizar e acolher novas relações e casamentos", observa a psicóloga.



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Divórcios aumentam
42% em dez anos

Mulheres no mercado de trabalho influenciam resultado;
S.Caetano é a cidade com maior proporção de separados

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

04/05/2012 | 07:00


Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o número de pessoas que se divorciaram no Grande ABC aumentou 42% entre 2000 e 2010, enquanto o número de habitantes cresceu 13,1%. No mesmo período, a proporção de casais diminuiu.

O Censo leva em consideração, para fins estatísticos, a população com mais de 10 anos de idade. De acordo o levantamento realizado em 2010, 5,9% da população do Grande ABC declararam-se separados ou divorciados; em 2000, o índice era de 4,7%.

São Caetano se destaca por ter a maior proporção de casados e divorciados do Grande ABC. Em 2010, 7,41% dos moradores declararam-se divorciados. Há uma década, eram 5,42%. Já entre casados o índice de 44,5% no ano 2000 caiu para 42,9%.

"Devemos analisar é a durabilidade das uniões. O número de casamentos pode variar pouco, mas observamos que o tempo de matrimônio é menor", explicou a coordenadora do curso de Ciências Sociais da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), Luci Praum. A condição socioeconômica privilegiada também pode contribuir com aumento de divórcios, já que a divisão de bens não é empecilho. EM

Especialistas atribuem o aumento do número de separações, entre outros fatores, à mudança de mentalidade protagonizada pela mulher. A conquista da independência financeira deixou de ser tabu e hoje está diretamente ligada à ascensão delas no mercado de trabalho. "Antigamente a mulher não tinha como sobreviver sem o marido. Casava-se por necessidade ou conveniência. Hoje ela não mantém a união se não se sente bem. A busca é por amor e complementação", explicou a psicóloga clínica e terapêutica familiar, Vivien Ponzoni.

Os valores morais também passaram por transformações nos últimos anos e influenciaram a convivência mais amigável entre gerações e famílias diferentes. "Já não vemos mais tantas crianças com problemas psicológicos porque os pais se separaram. Hoje é normal que os filhos de dois casamentos convivam tranquilamente", explicou Luci Praum.

Quando o assunto é casamento, os números mostram que os moradores da região têm optado menos por oficializar a união. Em 2010, 41% da população estava casada. Índice ligeiramente menor que o registrado em 2000, quando a proporção era de 42,1%.

Apesar da queda, os indicadores do Grande ABC ultrapassam os do Brasil (35%) e Estado (38%).

Em tempos modernos, separação é socialmente aceita

Atualmente os jovens têm oficializado o casamento cada vez mais cedo, muitos antes de completar 25 anos. No entanto, a separação consensual ou litigiosa acontece de forma mais simples e sem burocracia. Para a psicóloga clínica e terapeuta familiar Vivien Ponzoni, o termo "banalização" foi substituído pelas facilidades da vida moderna e a influência histórica.

"Antes a separação era considerada problema. Nenhuma mulher queria ser amiga de outra mulher divorciada. Havia preconceito. Hoje o contexto social favorece os casais que desejam se divorciar. Nenhum deles conviverá com o peso social. A sociedade caminha na direção de contemporizar e acolher novas relações e casamentos", observa a psicóloga.

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