Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 9 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Divórcios aumentam
42% em dez anos

Mulheres no mercado de trabalho influenciam resultado;
S.Caetano é a cidade com maior proporção de separados


Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

04/05/2012 | 07:00


Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o número de pessoas que se divorciaram no Grande ABC aumentou 42% entre 2000 e 2010, enquanto o número de habitantes cresceu 13,1%. No mesmo período, a proporção de casais diminuiu.

O Censo leva em consideração, para fins estatísticos, a população com mais de 10 anos de idade. De acordo o levantamento realizado em 2010, 5,9% da população do Grande ABC declararam-se separados ou divorciados; em 2000, o índice era de 4,7%.

São Caetano se destaca por ter a maior proporção de casados e divorciados do Grande ABC. Em 2010, 7,41% dos moradores declararam-se divorciados. Há uma década, eram 5,42%. Já entre casados o índice de 44,5% no ano 2000 caiu para 42,9%.

"Devemos analisar é a durabilidade das uniões. O número de casamentos pode variar pouco, mas observamos que o tempo de matrimônio é menor", explicou a coordenadora do curso de Ciências Sociais da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), Luci Praum. A condição socioeconômica privilegiada também pode contribuir com aumento de divórcios, já que a divisão de bens não é empecilho. EM

Especialistas atribuem o aumento do número de separações, entre outros fatores, à mudança de mentalidade protagonizada pela mulher. A conquista da independência financeira deixou de ser tabu e hoje está diretamente ligada à ascensão delas no mercado de trabalho. "Antigamente a mulher não tinha como sobreviver sem o marido. Casava-se por necessidade ou conveniência. Hoje ela não mantém a união se não se sente bem. A busca é por amor e complementação", explicou a psicóloga clínica e terapêutica familiar, Vivien Ponzoni.

Os valores morais também passaram por transformações nos últimos anos e influenciaram a convivência mais amigável entre gerações e famílias diferentes. "Já não vemos mais tantas crianças com problemas psicológicos porque os pais se separaram. Hoje é normal que os filhos de dois casamentos convivam tranquilamente", explicou Luci Praum.

Quando o assunto é casamento, os números mostram que os moradores da região têm optado menos por oficializar a união. Em 2010, 41% da população estava casada. Índice ligeiramente menor que o registrado em 2000, quando a proporção era de 42,1%.

Apesar da queda, os indicadores do Grande ABC ultrapassam os do Brasil (35%) e Estado (38%).

Em tempos modernos, separação é socialmente aceita

Atualmente os jovens têm oficializado o casamento cada vez mais cedo, muitos antes de completar 25 anos. No entanto, a separação consensual ou litigiosa acontece de forma mais simples e sem burocracia. Para a psicóloga clínica e terapeuta familiar Vivien Ponzoni, o termo "banalização" foi substituído pelas facilidades da vida moderna e a influência histórica.

"Antes a separação era considerada problema. Nenhuma mulher queria ser amiga de outra mulher divorciada. Havia preconceito. Hoje o contexto social favorece os casais que desejam se divorciar. Nenhum deles conviverá com o peso social. A sociedade caminha na direção de contemporizar e acolher novas relações e casamentos", observa a psicóloga.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;