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Para Tuma Júnior, morte de Dionísio ‘foi muito esquisita’


Gislayne Jacinto
Do Diário do Grande ABC

05/12/2003 | 23:05


O deputado estadual Romeu Tuma Júnior (PPS), delegado que prendeu Dionísio de Aquino Severo, apontado como peça fundamental para as investigações do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, confirmou nesta sexta que o preso disse informalmente a ele que tinha ligações com a quadrilha que seqüestrou o prefeito, mas que falaria sobre o assunto somente em juízo. No entanto, ele foi assassinado em abril por presos do CDP (Centro de Detenção Provisória) do Belém, na zona Leste de São Paulo, antes que isso acontecesse. “Essa morte foi muita esquisita”, avaliou o deputado.

Dionísio havia sido resgatado de helicóptero da Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos, na Grande São Paulo, em 17 de janeiro de 2002, um dia antes do seqüestro de Celso. Dionísio foi preso no dia 4 de abril daquele mesmo ano pela polícia de Alagoas, após assalto a uma agência bancária. Foram veiculadas informações, na ocasião, de que Dionísio também teria falado informalmente que o dinheiro do resgate teria saído de Santo André.

Tuma Júnior, que agora está licenciado da polícia porque ocupa uma cadeira na Assembléia Legislativa, afirmou que o inquérito que abriu para apurar a fuga serviu de subsídio para os promotores iniciarem as investigações que levaram o Ministério Público a concluir, por meio de provas, que o empresário Sérgio Gomes da Silva é o suposto mandante do assassinato do prefeito. “Chegaram a me chamar de louco quando fiz declarações ligando a fuga de Dionísio ao seqüestro do prefeito”, afirmou Tuma Júnior.

O parlamentar disse que havia dois inquéritos: um conduzido pelo DHPP e outro o que ele instaurou. “Nosso inquérito apurava a fuga do preso e foi de onde surgiram os primeiros indícios. Os promotores acreditaram e vieram conversar comigo, mostrei todos os meus indícios e depois eles conseguiram fazer as provas.”

Segundo reportagens divulgadas em abril, Dionísio seria ligado ao ex-garçom Carlos Eduardo Costa Marto, que trabalhou no restaurante Rubaiyat, onde Celso jantou com o empresário Sérgio Gomes da Silva no dia do seqüestro. A ligação do garçom com Dionísio seria Cleison Gomes de Souza, que junto com Rodrigo Severo, filho de Dionísio, obrigou o piloto de um helicóptero a pousar dentro do presídio e realizar o resgate do preso. Souza integraria a quadrilha do ex-garçom.

Tuma Júnior disse na ocasião que o ex-garçom teria morado em uma pensão de propriedade do tio de um secretário municipal de Santo André.

Quando foi assassinado, Dionísio conversava com sua advogada, Maura Marques, no parlatório do CDP. Presos dominaram três funcionários e invadiram o local, onde o mataram. Os detentos teriam arrastado o corpo para o pátio, onde encerraram o que parecia ser uma rebelião com a libertação dos agentes penitenciários.

Dionísio estava condenado a 64 anos de prisão por vários crimes, entre eles, roubo e seqüestro. Ele era dirigente da facção criminosa CRBC (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade), que perdeu a disputa com o PCC (Primeiro Comando da Capital) sobre o comando dos presídios.



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Para Tuma Júnior, morte de Dionísio ‘foi muito esquisita’

Gislayne Jacinto
Do Diário do Grande ABC

05/12/2003 | 23:05


O deputado estadual Romeu Tuma Júnior (PPS), delegado que prendeu Dionísio de Aquino Severo, apontado como peça fundamental para as investigações do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, confirmou nesta sexta que o preso disse informalmente a ele que tinha ligações com a quadrilha que seqüestrou o prefeito, mas que falaria sobre o assunto somente em juízo. No entanto, ele foi assassinado em abril por presos do CDP (Centro de Detenção Provisória) do Belém, na zona Leste de São Paulo, antes que isso acontecesse. “Essa morte foi muita esquisita”, avaliou o deputado.

Dionísio havia sido resgatado de helicóptero da Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos, na Grande São Paulo, em 17 de janeiro de 2002, um dia antes do seqüestro de Celso. Dionísio foi preso no dia 4 de abril daquele mesmo ano pela polícia de Alagoas, após assalto a uma agência bancária. Foram veiculadas informações, na ocasião, de que Dionísio também teria falado informalmente que o dinheiro do resgate teria saído de Santo André.

Tuma Júnior, que agora está licenciado da polícia porque ocupa uma cadeira na Assembléia Legislativa, afirmou que o inquérito que abriu para apurar a fuga serviu de subsídio para os promotores iniciarem as investigações que levaram o Ministério Público a concluir, por meio de provas, que o empresário Sérgio Gomes da Silva é o suposto mandante do assassinato do prefeito. “Chegaram a me chamar de louco quando fiz declarações ligando a fuga de Dionísio ao seqüestro do prefeito”, afirmou Tuma Júnior.

O parlamentar disse que havia dois inquéritos: um conduzido pelo DHPP e outro o que ele instaurou. “Nosso inquérito apurava a fuga do preso e foi de onde surgiram os primeiros indícios. Os promotores acreditaram e vieram conversar comigo, mostrei todos os meus indícios e depois eles conseguiram fazer as provas.”

Segundo reportagens divulgadas em abril, Dionísio seria ligado ao ex-garçom Carlos Eduardo Costa Marto, que trabalhou no restaurante Rubaiyat, onde Celso jantou com o empresário Sérgio Gomes da Silva no dia do seqüestro. A ligação do garçom com Dionísio seria Cleison Gomes de Souza, que junto com Rodrigo Severo, filho de Dionísio, obrigou o piloto de um helicóptero a pousar dentro do presídio e realizar o resgate do preso. Souza integraria a quadrilha do ex-garçom.

Tuma Júnior disse na ocasião que o ex-garçom teria morado em uma pensão de propriedade do tio de um secretário municipal de Santo André.

Quando foi assassinado, Dionísio conversava com sua advogada, Maura Marques, no parlatório do CDP. Presos dominaram três funcionários e invadiram o local, onde o mataram. Os detentos teriam arrastado o corpo para o pátio, onde encerraram o que parecia ser uma rebelião com a libertação dos agentes penitenciários.

Dionísio estava condenado a 64 anos de prisão por vários crimes, entre eles, roubo e seqüestro. Ele era dirigente da facção criminosa CRBC (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade), que perdeu a disputa com o PCC (Primeiro Comando da Capital) sobre o comando dos presídios.

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