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GM vai consertar respiradores de hospitais do País

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Montadora, que possui fábrica em São Caetano, vai usar estrutura para consertar respiradores


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

25/03/2020 | 12:53


Atualizada às 22h57

Além da sociedade e do poder público, as montadoras com fábrica no Grande ABC começam a se mobilizar para o enfrentamento ao novo coronavírus. A GM (General Motors) anunciou ontem que vai consertar respiradores do País que estejam com defeito – inclusive utilizando a planta de São Caetano. O aparelho é essencial para os casos mais graves da Covid-19. Demais empresas, como Mercedes-Benz e Toyota, também estudam ações para auxiliar no combate à pandemia, enquanto a Volkswagen anunciou doação de máscaras e empréstimo de veículos.

A GM informou que lidera força-tarefa em conjunto com o Ministério da Economia, Senai, Abeclin (Associação Brasileira de Engenharia Clínica) e outras montadoras no conserto de todos os respiradores no Brasil. A Iniciativa + Manutenção de Respiradores tem como objetivo aumentar o número de aparelhos disponíveis – foram contabilizados 3.000 equipamentos que precisam de reparo no País, mas o número pode ser maior.

Fontes do mercado informam que o aparelho, utilizado para a manutenção de pacientes em estado grave, custa cerca de R$ 60 mil, mas agora pode custar mais do que o dobro (cerca de R$ 130 mil). De acordo com o professor titular de pneumologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Elie Fiss, o aparelho é crucial neste momento (veja como ele é utilizado na arte acima). “Ninguém sabe a porcentagem da população brasileira que será acometida, mas de qualquer maneira este número é muito grande. A estimativa é a de que 80% vão ter quadros leves, de 15% a 20% serão casos moderados, que provavelmente precisam de internação, e 5% são os casos graves”, disse. “Quando alguém está com insuficiência respiratória, os respiradores são a única alternativa para manter a vida”, explicou o especialista.

A General Motors informou que ainda não possui o número fechado de quantos voluntários devem atuar no conserto dos aparelhos. Neste momento, o pessoal está sendo treinado, as salas, preparadas nas fábricas, e o levantamento dos respiradores inoperantes, finalizado. A expectativa é a de que os trabalhos de conserto comecem a partir da semana que vem.

“Colocamos a nossa expertise, instalações e força de trabalho voluntário técnico à disposição das autoridades. Este é o momento de usarmos todas as armas que temos contra este vírus, e a GM fará tudo o que está ao seu alcance para ajudar o Brasil e o mundo a passarem por este momento difícil”, disse o presidente da GM América do Sul, Carlos Zarlenga.

O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), comentou sobre a ação da montadora norte-americana pelas redes sociais. Ele também informou que o Instituto Mauá de Tecnologia deverá produzir ventiladores mecânicos em impressoras 3D.

Além de consertar o aparelho, a iniciativa da GM deve fazer a logística de buscá-los nos hospitais, levar até uma fábrica mais próxima, consertar com mão de obra técnica voluntária treinada pelo Senai e, depois de recuperado, o equipamento retorna para o hospital de origem.

A Volkswagen anunciou a doação de 2.000 máscaras faciais protetoras para as quatro cidades onde possui operações fabris (além de São Bernardo, Taubaté e São Carlos, no Estado, e São José dos Pinhais, no Paraná). A alemã também informou a disponibilização de 100 veículos para as prefeituras e o governo do Estado para o deslocamento de médicos e enfermeiras, medicamentos e equipamentos de saúde.

A Toyota e a Mercedes informaram que estudam e organizam ações para ajudar no combate à pandemia.



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