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PT aguarda apuração sobre propina para avaliar abertura de CPI

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Dirigente da sigla em S.Bernardo cita investigação em curso e aponta que se houver irregularidade com Emparsanco irá propor medidas à bancada


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

25/03/2020 | 00:01


Presidente do diretório do PT de São Bernardo, Cleiton Coutinho adiantou que poderá orientar a bancada de vereadores do partido na Câmara a buscar apoio para abertura de CPI ao fim das investigações a respeito de suposta irregularidade na contratação da empresa Emparsanco pela Prefeitura de São Bernardo, chefiada por Orlando Morando (PSDB). O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) apura suspeita de pagamento de propina ao vice-prefeito Marcelo Lima (PSD), que acumula também o cargo de secretário de Serviços Urbanos.

Coutinho ponderou que aguarda o término das averiguações do órgão do Ministério Público para avaliar medidas cabíveis junto aos parlamentares petistas. O petista sustentou que, caso fique comprovada ilegalidade no vínculo e na ‘entrada’ da Emparsanco no município, os vereadores devem cobrar o Executivo por meio de procedimentos administrativos e com atuação fiscalizatória no Legislativo.

“Aguardaremos o MP apurar a situação e tomar as ações cabíveis. É claro que, caso fique comprovado que houve algum tipo de ilegalidade na contratação e na formulação do contrato em relação à Emparsanco, vamos deliberar com os vereadores para analisar quais as melhores medidas a serem tomadas, inclusive CPI”, disse o dirigente. Para o presidente municipal do PT, as investigações do Gaeco apontam para possível atividade ilegal por parte de agentes públicos da gestão tucana, mas ponderou que somente o MP poderá chegar a esta conclusão após o encerramento das apurações – o processo segue em segredo de Justiça.

O Gaeco descreve que a Emparsanco substituiu o Consórcio SBC Valorização de Resíduos – grupo responsável pelos serviços ligados ao lixo na cidade, por meio de PPP (Parceria Público-Privada) – sem acordo formal de contrato. A denúncia consta no relatório levantado pela Promotoria, que considerou o início da operação absolutamente ilegal.

O rompimento da PPP do lixo é o epicentro da suspeita de pagamento de propina a políticos de São Bernardo, que teriam beneficiado a Emparsanco no processo. O Gaeco investiga acusação de que a empresa teria repassado valor mensal de R$ 150 mil a Marcelo Lima. A situação apareceu durante desdobramentos da Operação Barbatanas – deflagrada em 2017 e que desmontou conluio de vendas de licenças ambientais no governo Morando. O MP realizou interceptações telefônicas de pessoas apontadas como participantes do esquema.

A Barbatanas culminou na queda e no decreto de prisão do então secretário de Gestão Ambiental Mário de Abreu (ex-PSDB e vereador afastado do cargo), naquele que se tornou o primeiro caso suspeito de corrupção da gestão tucana. A Emparsanco não se manifestou sobre as investigações. A Prefeitura, por sua vez, alegou que não foi notificada sobre o andamento do processo. 



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