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Quarentena faz aumentar serviço de entrega na região

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Como consumidor tem ficado em casa, farmácias, hortifrútis e pizzarias observam demanda crescer em até quatro vezes


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

25/03/2020 | 00:05


Com a recomendação da quarentena para trabalhadores de diversos setores da economia, o serviço de entrega vem sendo a principal opção para comerciantes do Grande ABC. Em estabelecimentos como farmácias, hortifrútis e pizzarias, a demanda pela modalidade registrou aumento de 100%, e em alguns, quadruplicou.

Foi o caso da drogaria Própharmacos, localizada em Santo André, que trabalha com medicamentos manipulados. De acordo com a gerente Rosana Barbosa Chaves, os pedidos de entrega saltaram de três por dia para 12. “Temos clientes que optavam por buscar os medicamentos mensalmente. Agora, principalmente os mais idosos e mães com filhos em idade escolar, têm optado por receber em casa”, disse ela.

A demanda é tanta que a unidade cogita até contratar outro motoqueiro. “Se chegar a 20 entregas diárias vamos precisar passar por ajustes internos (além da loja na cidade, há outra em São Bernardo, com um motoboy cada uma) e até mesmo contratar”, disse.

A Farmácia Santa Luzia, localizada na Vila Assunção, em Santo André, já faz serviço de entregas há 15 anos. Porém, de acordo com o farmacêutico e um dos sócios, Deivis Scotti, a demanda passou de cinco diárias para uma média de 15.

“Eu não tinha tantas entregas, até porque o meu cliente é mais de bairro. Hoje, atendo muitas pessoas idosas e até mesmo jovens que optam por não sair de casa”, afirmou ele, que se reveza no serviço com o outro proprietário e não cobra taxas, no raio de dois quilômetros de distância.

Outro setor que também sentiu a demanda aumentar foi o de hortifrúti. “Já estávamos conversando sobre começar com o serviço delivery. Mas na semana passada muitos começaram a ligar perguntando se entregávamos, porque temos muitos clientes idosos, que estão evitando sair de casa. Então, desde quinta-feira fazemos entregas e os pedidos crescem a cada dia. Ontem (segunda-feira), fizemos 40 entregas e hoje (ontem) já passaram de 50”, afirmou a gerente do Hortifruti Figueiras, em Santo André. Caroline Bolognani.

O sócio do Empório da Natureza Hortifruti, no Rudge Ramos, em São Bernardo, Fábio Camargo Santos, afirmou que tinha apenas três clientes comerciais fixos para delivery. Agora, chega a fazer 30 entregas por dia. “O pessoal compra mais produto de cesta básica, como óleo, farinha de trigo e papel higiênico. Já no setor de legumes, o que mais vende é a batata, que dura um pouco mais”, comentou.

As pizzarias também viram a demanda aumentar. O proprietário Antonio Carlos Tiratelli, da Pizzaria da Mama, afirmou que o delivery subiu até 20%. “Antes muita gente vinha buscar na porta. Hoje (ontem) isso não aconteceu.”

>As associações comerciais e o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação) da região ainda não possuem levantamento sobre os estabelecimentos que aderiram ao delivery, mas pontuam que não são todos com estrutura para a demanda. 



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