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Roberto Justus se defende
após áudio sobre coronavírus

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Empresário e apresentador diz que está tentando minimizar a histeria, o exagero, o pânico



23/03/2020 | 15:11


Recentemente vazou um áudio de Roberto Justus para Marcos Mion em que o apresentador não concorda com a opinião do colega sobre o novo coronavírus. Em sua fala, o veterano, que está no grupo de risco e será pai em breve, fala em histeria e opina que, isolar as pessoas em casa, só traria problemas econômicos ao país.

Com a repercussão, Justus fez um vídeo de quase sete minutos para tentar se justificar. Primeiro, ele começa dizendo o seguinte:

"Falaram que eu estou zombando dos mortos, que eu não dou importância, que eu só penso na parte econômica... não é nada disso, é muito pelo contrário. Eu falo muito de estatística. Se nós olharmos para o número de casos no mundo, são 300 mil casos de coronavírus no planeta inteiro. São 15 mil mortos. É uma pena. Que não houvesse nenhum morto, ninguém consegue lidar com pessoas morrendo. É muito triste, não tenho dúvida disso. Mas 15 mil mortos para sete bilhões de habitantes é um número muito pequeno."

Em seguida, ao falar que no Brasil 25 pessoas morreram, sendo que no total são 210 milhões de habitantes, o apresentador afirmou que estamos dando um tiro de canhão para matar um pássaro, ou seja, o que está sendo feito para ajudar a conter o vírus seria um exagero:

"Eu nunca disse que a gente não tem que tomar cuidado, mas se a gente analisar, nós estamos parando a economia brasileira, nós estamos destruindo o que vinha se recuperando. Nós estamos vindo de anos de recessão, de queda do nosso PIB [Produto Interno Bruto]. O que acontece com isso? É um problema social sem precedentes. Aí sim as pessoas vão morrer."

Ele ainda continuou explicando que as pessoas morrem mais de fome e que, nem por isso, viu o Brasil parar:

"O que eu tô tentando dizer com isso. Eu tô tentando minimizar a histeria, o exagero, o pânico, quando o Mion e outras pessoas fazem esses vídeos, com a melhor das intenções. São gente boníssima, mas às vezes não estão tão bem informados sobre dados."

Justus ainda dissemina a informação sobre o remédio da malária, dizendo que o medicamento está sendo usado para tratar pacientes com o Covid-19, o que estaria dando certo. Na verdade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, o remédio não é para ser usado pelas pessoas sem acompanhamento médico. De acordo com o jornal O Globo, não se pode presumir que isso realmente ajuda no tratamento até que hajam estudos:

A Sociedade Brasileira de Infectologia recomenda que nenhuma medicação, como lopinavir-ritonavir, cloroquina, interferon, vitamina C, corticoide, etc, seja usada para tratamento de pacientes com COVID-19 até que tenhamos evidência científica de sua eficácia e segurança. Algumas delas, como o corticoide, já demonstraram que podem piorar a evolução de outras viroses respiratórias, como na gripe.



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