Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 15 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Bom Prato adota medidas de prevenção contra o coronavírus

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Unidades do Grande ABC implementaram algumas mudanças, como aumentar a higienização das mãos de usuários e evitar aglomerações


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

19/03/2020 | 23:21


As unidades do Bom Prato na região – Santo André e São Bernardo – também adotaram medidas radicais de prevenção no combate ao novo coronavírus. As ações começaram nesta semana, nos dois pontos, por determinação da Secretaria do Estado de Desenvolvimento Social e da secretaria municipal, respectivamente.

Como método de prevenção, os restaurantes populares têm tomado cuidados para evitar filas e aglomerações. Além disso, as cotas diárias de refeições serão distribuídas proporcionalmente ao longo do horário de funcionamento. No lado de fora, os usuários serão organizados de forma a manter distância segura entre eles.

As unidades também disponibilizam álcool gel, reforçam medidas de higiene das mãos e divulgam hábitos que ajudam a evitar a propagação do vírus – quando tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com cotovelo flexionado ou usar lenço de papel – e reorganizaram o layout da área de refeição, para que os frequentadores permaneçam a uma distância com no mínimo 1,5 metro um do outro.

O aposentado Joseval Batista, 52 anos, frequenta o Bom Prato há pelo menos um ano e comenta que, como faz parte do grupo de risco, além da prevenção que busca fazer em casa, fica satisfeito que outros locais também estejam tomando os cuidados necessários. “Se todo mundo fizer sua parte, conseguimos auxiliar nesse problema, que já chegou na nossa região”, avalia.

A equipe do Diário esteve no Bom Prato de São Bernardo na manhã de ontem e se deparou com poucas pessoas no local. Próximo ao horário do almoço, período no qual a fila já deveria estar grande, o movimento estava bem abaixo do convencional. Os funcionários do espaço, no entanto, disseram que o fluxo de pessoas estava bom até quarta-feira. Ainda de acordo com os relatos, em dias normais a unidade serve, em média, 1.500 refeições, mas o previsto para ontem caiu pela metade.

Além das refeições servidas no local, agora os restaurantes do Bom Prato vão disponibilizar, a partir de segunda-feira e de forma gradativa, a opção de retirar o almoço em embalagens descartáveis para consumo imediato.

Em nota, a unidade de São Bernardo informou que a GCM (Guarda Civil Municipal) fica no local para auxílio aos funcionários no trabalho de orientação, para que os clientes sigam o protocolo de higiene.

HORÁRIO ESTENDIDO
Segundo a Secretaria de Estado, o horário de funcionamento das unidades será estendido, sem alterar o fornecimento de suas respectivas refeições diárias. O cardápio começa com o café da manhã, servido de segunda a sexta-feira, das 7h às 9h. Já no almoço, também de segunda a sexta, as refeições serão servidas das 10h às 15h.

Vendedores ambulantes sentem reflexo da pandemia

Dona de uma barraca que vende acessórios de celular na região do Bom Prato, em São Bernardo, Edna Ferreira dos Santos, 60 anos, admite que, durante os 18 anos em que trabalha no local, nunca viu nada parecido. A queda nas vendas começou segunda-feira. “De R$ 100 que tiro livre por dia, nesta semana caiu para R$ 60”, lamenta.

Já o responsável por carrinho de bebidas e salgados André Cristiano Benetti, 40, diz que fechou o serviço mais cedo por falta de movimento, ontem. “Geralmente, fico aqui das 6h às 18h. Hoje (ontem), 11h já vou embora. Posso dizer que as vendas caíram em 80%”, calcula.

Se para uns a crise por causa do coronavírus está perto, para outros é motivo de oportunidade. Vendedores ambulantes, principalmente nas portas de estações de trem e terminais de ônibus, vendem bisnagas de álcool gel. Em Mauá, por exemplo, o vendedor, que preferiu não se identificar, comenta que vende um frasco de 50 ml por R$ 5. “Não tenho emprego fixo, então é um meio de sobrevivência, tenho três filhos e preciso desse dinheiro”, comenta ele.
 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Bom Prato adota medidas de prevenção contra o coronavírus

Unidades do Grande ABC implementaram algumas mudanças, como aumentar a higienização das mãos de usuários e evitar aglomerações

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

19/03/2020 | 23:21


As unidades do Bom Prato na região – Santo André e São Bernardo – também adotaram medidas radicais de prevenção no combate ao novo coronavírus. As ações começaram nesta semana, nos dois pontos, por determinação da Secretaria do Estado de Desenvolvimento Social e da secretaria municipal, respectivamente.

Como método de prevenção, os restaurantes populares têm tomado cuidados para evitar filas e aglomerações. Além disso, as cotas diárias de refeições serão distribuídas proporcionalmente ao longo do horário de funcionamento. No lado de fora, os usuários serão organizados de forma a manter distância segura entre eles.

As unidades também disponibilizam álcool gel, reforçam medidas de higiene das mãos e divulgam hábitos que ajudam a evitar a propagação do vírus – quando tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com cotovelo flexionado ou usar lenço de papel – e reorganizaram o layout da área de refeição, para que os frequentadores permaneçam a uma distância com no mínimo 1,5 metro um do outro.

O aposentado Joseval Batista, 52 anos, frequenta o Bom Prato há pelo menos um ano e comenta que, como faz parte do grupo de risco, além da prevenção que busca fazer em casa, fica satisfeito que outros locais também estejam tomando os cuidados necessários. “Se todo mundo fizer sua parte, conseguimos auxiliar nesse problema, que já chegou na nossa região”, avalia.

A equipe do Diário esteve no Bom Prato de São Bernardo na manhã de ontem e se deparou com poucas pessoas no local. Próximo ao horário do almoço, período no qual a fila já deveria estar grande, o movimento estava bem abaixo do convencional. Os funcionários do espaço, no entanto, disseram que o fluxo de pessoas estava bom até quarta-feira. Ainda de acordo com os relatos, em dias normais a unidade serve, em média, 1.500 refeições, mas o previsto para ontem caiu pela metade.

Além das refeições servidas no local, agora os restaurantes do Bom Prato vão disponibilizar, a partir de segunda-feira e de forma gradativa, a opção de retirar o almoço em embalagens descartáveis para consumo imediato.

Em nota, a unidade de São Bernardo informou que a GCM (Guarda Civil Municipal) fica no local para auxílio aos funcionários no trabalho de orientação, para que os clientes sigam o protocolo de higiene.

HORÁRIO ESTENDIDO
Segundo a Secretaria de Estado, o horário de funcionamento das unidades será estendido, sem alterar o fornecimento de suas respectivas refeições diárias. O cardápio começa com o café da manhã, servido de segunda a sexta-feira, das 7h às 9h. Já no almoço, também de segunda a sexta, as refeições serão servidas das 10h às 15h.

Vendedores ambulantes sentem reflexo da pandemia

Dona de uma barraca que vende acessórios de celular na região do Bom Prato, em São Bernardo, Edna Ferreira dos Santos, 60 anos, admite que, durante os 18 anos em que trabalha no local, nunca viu nada parecido. A queda nas vendas começou segunda-feira. “De R$ 100 que tiro livre por dia, nesta semana caiu para R$ 60”, lamenta.

Já o responsável por carrinho de bebidas e salgados André Cristiano Benetti, 40, diz que fechou o serviço mais cedo por falta de movimento, ontem. “Geralmente, fico aqui das 6h às 18h. Hoje (ontem), 11h já vou embora. Posso dizer que as vendas caíram em 80%”, calcula.

Se para uns a crise por causa do coronavírus está perto, para outros é motivo de oportunidade. Vendedores ambulantes, principalmente nas portas de estações de trem e terminais de ônibus, vendem bisnagas de álcool gel. Em Mauá, por exemplo, o vendedor, que preferiu não se identificar, comenta que vende um frasco de 50 ml por R$ 5. “Não tenho emprego fixo, então é um meio de sobrevivência, tenho três filhos e preciso desse dinheiro”, comenta ele.
 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;