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OMS anuncia testes com primeira vacina

Marcello Casal Jr/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

China revela melhora de pessoas com suspeita do coronavírus após uso de remédio japonês


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

19/03/2020 | 00:01


A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou ontem o início dos testes da primeira vacina para combater o novo coronavírus. Sem entrar em detalhes sobre o local da prova, a entidade elogiou a solidariedade global na busca por soluções à doença. Quase 180 casos já foram reportados no mundo e 7.426 mortes já tiveram registro – 80% delas concentradas na Europa e Ásia.

“A OMS e seus parceiros estão organizando um estudo em diversos países nos quais alguns tratamentos não testados ali são comparados entre si”, explica o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

Tal anúncio foi feito no mesmo dia em que a China revelou a eficácia de um medicamento japonês na regressão dos sintomas de pessoas com suspeita do novo coronavírus. Segundo Zhang Xinmin, funcionário do Ministério da Ciência e Tecnologia, cerca de 80 pacientes de Shenzhen tiveram melhora nos sintomas respiratórios ao utilizar o remédio favipiravir, que no Japão se chama Avigan. As melhoras nos quadros ocorreram após quatro dias do uso do medicamento, enquanto os pacientes que não fizeram uso do remédio têm melhoras, em média, com 11 dias.

“É um pouco cedo ainda (para falar em cura). Em situação como esta, em que pessoas estão morrendo, conseguir reverter um paciente é promissor, mas é número pequeno em pesquisa clínica”, aponta Cristina Vidal, farmacêutica responsável pela Farmácia Escola da USCS (Universidade de São Caetano) e gestora do curso de farmácia da USCS. “Não são evidências científicas para dizer que é a cura, que é tratamento eficaz e seguro. É provável, até pelo número (crescente) de doentes, que os testes continuem. Este medicamento é considerado antitetroviral, agem no RNA (molécula responsável pela síntese de proteínas das células do corpo) e inibem a proliferação e replicação do vírus. Os tipos de vírus presentes no coronavírus são retrovírus”, explica Cristina.

Este remédio não tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, desta maneira, não pode ser comercializado no Brasil. Ontem, porém, a entidade anunciou que “definiu normas extraordinárias para avaliação de pedidos de registro de medicamentos e produtos biológicos para prevenção e tratamento do novo coronavírus”.



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OMS anuncia testes com primeira vacina

China revela melhora de pessoas com suspeita do coronavírus após uso de remédio japonês

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

19/03/2020 | 00:01


A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou ontem o início dos testes da primeira vacina para combater o novo coronavírus. Sem entrar em detalhes sobre o local da prova, a entidade elogiou a solidariedade global na busca por soluções à doença. Quase 180 casos já foram reportados no mundo e 7.426 mortes já tiveram registro – 80% delas concentradas na Europa e Ásia.

“A OMS e seus parceiros estão organizando um estudo em diversos países nos quais alguns tratamentos não testados ali são comparados entre si”, explica o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

Tal anúncio foi feito no mesmo dia em que a China revelou a eficácia de um medicamento japonês na regressão dos sintomas de pessoas com suspeita do novo coronavírus. Segundo Zhang Xinmin, funcionário do Ministério da Ciência e Tecnologia, cerca de 80 pacientes de Shenzhen tiveram melhora nos sintomas respiratórios ao utilizar o remédio favipiravir, que no Japão se chama Avigan. As melhoras nos quadros ocorreram após quatro dias do uso do medicamento, enquanto os pacientes que não fizeram uso do remédio têm melhoras, em média, com 11 dias.

“É um pouco cedo ainda (para falar em cura). Em situação como esta, em que pessoas estão morrendo, conseguir reverter um paciente é promissor, mas é número pequeno em pesquisa clínica”, aponta Cristina Vidal, farmacêutica responsável pela Farmácia Escola da USCS (Universidade de São Caetano) e gestora do curso de farmácia da USCS. “Não são evidências científicas para dizer que é a cura, que é tratamento eficaz e seguro. É provável, até pelo número (crescente) de doentes, que os testes continuem. Este medicamento é considerado antitetroviral, agem no RNA (molécula responsável pela síntese de proteínas das células do corpo) e inibem a proliferação e replicação do vírus. Os tipos de vírus presentes no coronavírus são retrovírus”, explica Cristina.

Este remédio não tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, desta maneira, não pode ser comercializado no Brasil. Ontem, porém, a entidade anunciou que “definiu normas extraordinárias para avaliação de pedidos de registro de medicamentos e produtos biológicos para prevenção e tratamento do novo coronavírus”.

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