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Salas de cinema de Mauá fecham em razão da pandemia; outras da região seguem abertas


Miriam Gimenes e Vinícius Castelli

17/03/2020 | 23:25


A rede Cine Araújo, que tem salas de cinema em Mauá, é a primeira a fechar as portas no Grande ABC por causa do novo coronavírus. Ela segue determinação do governador do Estado, João Doria (PSDB), que recomendou nesta semana que a rede privada de entretenimento, que inclui cinemas, mantenham os estabelecimentos fechados por 30 dias. As exibições da cidade estão, portanto, suspensas.

O mesmo não ocorre nos demais municípios da região. Em Santo André, por exemplo, mesmo após o prefeito Paulo Serra (PSDB) publicar decreto em que sugere a suspensão de realização de eventos e sessões em locais que gerem aglomeração de pessoas, tais como cinemas, a recomendação não foi acatada. Na tarde de ontem a equipe de reportagem percorreu alguns espaços de exibição de filmes na cidade e encontrou tanto da rede Cinemark quanto Playarte com portas abertas, mesmo com movimento quase nulo. “Nós demos um prazo para fechamento total até sexta-feira, que é quando as escolas suspendem de vez as atividades. Já estamos em contato com os shoppings, que já reduziram os horários de funcionamento (das 12h às 20h) e esperamos que os cinemas sejam suspensos. Sabemos dos impactos econômicos, mas é uma iniciativa para preservar vidas e os cinemas abertos é temerário. O ideal é que eles sejam fechados o quanto antes”, diz o prefeito. Caso o apelo não seja atendido, o tucano deve publicar novo decreto determinando o fechamento das salas da cidade.

A Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas) e o Sindicato das Empresas Cinematográficas do Estado de São Paulo pediram ontem, por meio de carta aberta, que o governador determine o fechamento das salas de cinema. “As empresas exibidoras entendem que a grave situação colocada pela pandemia da Covid-19 é urgente e demanda uma resposta rápida que somente o Estado está habilitado a tomar. Infelizmente o fechamento das salas por iniciativa das empresas demandaria negociações com cada uma das empresas administradoras de cada shopping onde existe uma sala de cinema, o que seria penoso e lento. Os shoppings pertencem a diferentes grupos econômicos, com participação de investidores, fundos de previdência, fundações e outros, o que demandaria diversas instâncias de negociação, resultando num prazo para solução dos problemas que a saúde pública não tem. O bem-estar dos espectadores de cinema e dos funcionários das empresas de cinema é hoje a nossa prioridade”, diz o documento. As salas cuidadas pelo Itaú já se anteciparam e amanheceram fechadas ontem na Capital paulista.

Questionadas pelo Diário sobre que medida tomarão, a Cine Araújo disse que fecharia as portas e a Cinemark afirmou que seguirá as determinações da Feneec. Já a Cinépolis, que conta com salas em São Bernardo, garante que seguirá com a com programação normal por enquanto.
Valmir Moares, 26 anos, de Santo André, tem o cinema como segunda casa. “Vou quase duas vezes por semana. Gosto do ambiente e vou em diversos lugares”, explica. A última sessão que viu foi para Homem Invisível, no dia 8. “Queria ter ido assistir a outros esta semana e semana passada, mas por causa da situação atual estamos evitando”, diz.

Moraes diz que cancelou as idas ao cinema para se precaver, mas, além disso, diz ser questão de responsabilidade. “Afinal, sei que a minha idade não faz parte do grupo de risco e eu posso ser um portador do vírus assintomático e transmitir para outras pessoas sem saber. E, claro, tenho uma avó de 77 anos. Todos esses fatores reforçam a questão da minha responsabilidade”, diz.

Mas ele confessa não ser fácil ficar longe das telonas. “O cinema é quase um vício para mim. Fiquei superchateado quando descobri que alguns filmes seriam adiados. Estava esperando muito pela estreia de Um Lugar Silencioso 2, por exemplo, e ele foi adiado, mas sem data prevista para lançamento. Ao mesmo tempo que entendo e concordo com a postura, fico chateado.”

Agora, para tentar substituir as sessões, Moraes vai optar pelos serviços de streaming, como Netflix, Telecine e outros. “É o jeito”, diz. “Mas eu ainda prefiro o cinema. O ritual de ir até o local, comprar o ingresso, assistir aos trailers. É uma questão de expectativa, todo o processo, para mim, é delicioso”, encerra. Já Jean Chambre, 26, de São Paulo, é outro que tem o cinema como local de estimação. “Para substituir o hábito vou colocar as séries em dia e assistir a filmes na TV paga.”

ANIVERSÁRIO
A festa que estava programada para comemorar o aniversário de Santo André, no dia 5 de abril, no Parque Central, foi cancelada. O prefeito disse que foi a única alternativa diante da situação. “Não tem sentido manter o evento, Santo André vai ter outras oportunidades para comemorar, assim que passar essa crise sem precedentes, essa pandemia. Temos inúmeros motivos, o crescimento da cidade, mesmo interrompido por um período por conta dessa situação, mas vamos continuar”, assegura Paulo Serra.  



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Todo cuidado é pouco

Salas de cinema de Mauá fecham em razão da pandemia; outras da região seguem abertas

Miriam Gimenes e Vinícius Castelli

17/03/2020 | 23:25


A rede Cine Araújo, que tem salas de cinema em Mauá, é a primeira a fechar as portas no Grande ABC por causa do novo coronavírus. Ela segue determinação do governador do Estado, João Doria (PSDB), que recomendou nesta semana que a rede privada de entretenimento, que inclui cinemas, mantenham os estabelecimentos fechados por 30 dias. As exibições da cidade estão, portanto, suspensas.

O mesmo não ocorre nos demais municípios da região. Em Santo André, por exemplo, mesmo após o prefeito Paulo Serra (PSDB) publicar decreto em que sugere a suspensão de realização de eventos e sessões em locais que gerem aglomeração de pessoas, tais como cinemas, a recomendação não foi acatada. Na tarde de ontem a equipe de reportagem percorreu alguns espaços de exibição de filmes na cidade e encontrou tanto da rede Cinemark quanto Playarte com portas abertas, mesmo com movimento quase nulo. “Nós demos um prazo para fechamento total até sexta-feira, que é quando as escolas suspendem de vez as atividades. Já estamos em contato com os shoppings, que já reduziram os horários de funcionamento (das 12h às 20h) e esperamos que os cinemas sejam suspensos. Sabemos dos impactos econômicos, mas é uma iniciativa para preservar vidas e os cinemas abertos é temerário. O ideal é que eles sejam fechados o quanto antes”, diz o prefeito. Caso o apelo não seja atendido, o tucano deve publicar novo decreto determinando o fechamento das salas da cidade.

A Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas) e o Sindicato das Empresas Cinematográficas do Estado de São Paulo pediram ontem, por meio de carta aberta, que o governador determine o fechamento das salas de cinema. “As empresas exibidoras entendem que a grave situação colocada pela pandemia da Covid-19 é urgente e demanda uma resposta rápida que somente o Estado está habilitado a tomar. Infelizmente o fechamento das salas por iniciativa das empresas demandaria negociações com cada uma das empresas administradoras de cada shopping onde existe uma sala de cinema, o que seria penoso e lento. Os shoppings pertencem a diferentes grupos econômicos, com participação de investidores, fundos de previdência, fundações e outros, o que demandaria diversas instâncias de negociação, resultando num prazo para solução dos problemas que a saúde pública não tem. O bem-estar dos espectadores de cinema e dos funcionários das empresas de cinema é hoje a nossa prioridade”, diz o documento. As salas cuidadas pelo Itaú já se anteciparam e amanheceram fechadas ontem na Capital paulista.

Questionadas pelo Diário sobre que medida tomarão, a Cine Araújo disse que fecharia as portas e a Cinemark afirmou que seguirá as determinações da Feneec. Já a Cinépolis, que conta com salas em São Bernardo, garante que seguirá com a com programação normal por enquanto.
Valmir Moares, 26 anos, de Santo André, tem o cinema como segunda casa. “Vou quase duas vezes por semana. Gosto do ambiente e vou em diversos lugares”, explica. A última sessão que viu foi para Homem Invisível, no dia 8. “Queria ter ido assistir a outros esta semana e semana passada, mas por causa da situação atual estamos evitando”, diz.

Moraes diz que cancelou as idas ao cinema para se precaver, mas, além disso, diz ser questão de responsabilidade. “Afinal, sei que a minha idade não faz parte do grupo de risco e eu posso ser um portador do vírus assintomático e transmitir para outras pessoas sem saber. E, claro, tenho uma avó de 77 anos. Todos esses fatores reforçam a questão da minha responsabilidade”, diz.

Mas ele confessa não ser fácil ficar longe das telonas. “O cinema é quase um vício para mim. Fiquei superchateado quando descobri que alguns filmes seriam adiados. Estava esperando muito pela estreia de Um Lugar Silencioso 2, por exemplo, e ele foi adiado, mas sem data prevista para lançamento. Ao mesmo tempo que entendo e concordo com a postura, fico chateado.”

Agora, para tentar substituir as sessões, Moraes vai optar pelos serviços de streaming, como Netflix, Telecine e outros. “É o jeito”, diz. “Mas eu ainda prefiro o cinema. O ritual de ir até o local, comprar o ingresso, assistir aos trailers. É uma questão de expectativa, todo o processo, para mim, é delicioso”, encerra. Já Jean Chambre, 26, de São Paulo, é outro que tem o cinema como local de estimação. “Para substituir o hábito vou colocar as séries em dia e assistir a filmes na TV paga.”

ANIVERSÁRIO
A festa que estava programada para comemorar o aniversário de Santo André, no dia 5 de abril, no Parque Central, foi cancelada. O prefeito disse que foi a única alternativa diante da situação. “Não tem sentido manter o evento, Santo André vai ter outras oportunidades para comemorar, assim que passar essa crise sem precedentes, essa pandemia. Temos inúmeros motivos, o crescimento da cidade, mesmo interrompido por um período por conta dessa situação, mas vamos continuar”, assegura Paulo Serra.  

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