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'Com sacrifício, o povo enfrenta o impacto da crise'


Miriam Gimenes

16/03/2020 | 00:01


Deputado na Itália, o brasileiro Fausto Longo, que veio para o Brasil para fazer uma cirurgia de catarata, está impedido de voltar para o país em razão da pandemia do coronavírus. 

Coordenador do PSI (Partido Socialista Italiano para a América do Sul), o parlamentar descreve como o governo e a população italianos estão lidando com a propagação do Covid-19, o que isso tem afetado o turismo local e a responsabilidade da sociedade no combate à doença. Também discorre sobre os motivos que o levaram a entrar na política, sua carreira como cartunista e de que maneira os atos do governo brasileiro têm ecoado no mundo. 

A Itália passa por uma situação delicada em relação ao coronavírus. Como a população tem lidado com isso? E os governantes?

Todos estamos acompanhando através dos meios midiáticos as dimensões desse desastre em escala global e que afeta, de forma particular e intensa, a Itália. A população, apesar do clima de tensão, tem correspondido aos apelos e determinações das autoridades para diminuir as possibilidades de expansão epidêmica. Também nos alerta, a todos, quanto à vulnerabilidade que estamos expostos e à necessidade de implementar mecanismos eficazes para os incidentes inesperados que a humanidade pode, repentinamente, ser obrigada a enfrentar. O governo italiano, o povo italiano, está demonstrando fibra nesse enfrentamento.

Acredita que a epidemia tende a piorar?
Todos cremos que o processo acelerado que assistimos até agora tende a desacelerar, primeiro em razão das severas medidas preventivas, segundo, em razão do próximo período de temperaturas mais altas, que contribuem para desestimular a proliferação do vírus. Importante ressaltar que grande parte da responsabilidade para diminuir o impacto dessa crise é da sociedade, que deve, mesmo com algumas doses de sacrifício, seguir rigidamente as recomendações das autoridades.

De que maneira isso tem afetado economicamente não só a Itália como a Europa toda?
A inevitável paralisação de inúmeras atividades produtivas, de comércio, de serviço, logística, provoca o estancamento das atividades econômicas com evidentes prejuízos em todos os sentidos. Não somente na Itália, que já vinha enfrentando uma séria crise para sua reinserção competitiva nos mercados internacionais, mas, também, para os países cujas relações bilaterais ou do bloco europeu com a Itália garantiam certa estabilidade na balança comercial. Claro que os países mantêm reservas para situações de crise, importante conduzir com racionalidade o processo de recuperação de forma a garantir a segurança das pessoas. Não será tão simples, mas não é impossível.

O senhor, que já foi secretário de Turismo de Piracicaba, acredita que o setor seja o principal afetado neste ano por causa da doença? A algo a fazer para reverter isso?
Como disse, inúmeras atividades econômicas foram paralisadas. É momentâneo, claro, mas a recuperação da estabilidade não será tão simples. O setor de turismo, em toda sua extensa cadeia, se caracteriza como um item importante e é indispensável na economia italiana. Devemos ter em conta que é uma situação emergencial, mas é momentânea, com a mesma volatilidade que afetou toda a gama de serviços turísticos. A recuperação virá. Não podemos esquecer que a Itália é um país dotado de uma infinidade de destinos para o turismo, seja histórico, enogastronômico, cultural, paisagístico e das tradições e costumes de seu povo, isso não acaba. Com certeza o turismo retornará revitalizado.

O que levou o senhor à carreira política?
A efervescência política em Piracicaba no período da ditadura militar foi determinante. Como trabalhava com desenhos, buscava, logicamente, expressar minhas indignações com as consequências daquele nefasto regime de exceção e supressão das liberdades democráticas através dessa arte. Esse fato, somado à convivência com o ambiente jornalístico e o relacionamento com ativos militantes de movimentos que visavam o resgate do estado de direito, resultou em um envolvimento cada vez maior nas atividades político-partidárias. Creio que, naquele contexto, não restavam alternativas senão contribuir politicamente para o retorno da democracia. Cada qual com seus próprios meios.

Por que o senhor foi legislar na Itália?
A origem de minhas atividades no mundo político, assim como uma boa dose de bom-senso, me conduziu a lutar por alguns princípios, entre esses, principalmente, buscar disseminar a ideia de que a política deve ser útil para garantir que cada ser humano tenha equivalência de oportunidades para construir sua própria felicidade. Esse princípio, que coloca a felicidade e o bem-estar acima de interesses mesquinhos, desconhece fronteiras. Essa é uma das razões de, independentemente do local, tentar fazer a minha parte no Parlamento. Sendo cidadão italiano e atuando na política, num continente onde vivem 60 milhões de ítalo-descendentes e 2 milhões de eleitores, foi natural a aproximação com os partidos políticos de tendência democrático-progressistas italianos – o PD (Partido Democrático) e PSI (Partido Socialista Italiano) –, através de seus representantes aqui no Brasil. Dessa relação nasceu esse percurso que resultou em minha participação em três sucessivas eleições italianas, 2008, 2013 e 2018, tendo sido eleito senador e deputado nos dois últimos pleitos.

No que difere o sistema político italiano do brasileiro?
Entre tantas outras diferenças de caráter cultural e prática da cidadania, sem desmerecer uma ou outra, a principal está no sistema institucional. Enquanto o Brasil o regime é presidencialista, ou seja, uma pessoa com alta concentração de poder de influir nas grandes decisões, na Itália vigora o regime parlamentarista, que garante maior pluralidade e legitimidade nos processos de tomada de decisões. Além de oferecer maior flexibilidade na busca de soluções em momentos de crise sem comprometer os pilares institucionais.

Acredito que a situação política do Brasil esteja sendo discutida aí também, assim como no resto do mundo. Como os políticos da Itália veem a situação e o atual governo brasileiro?
Nesse período em que exerço mandato, devo confessar que não são comuns discussões ou análises mais profundas em torno da política brasileira, salvo em momentos marcantes ou referentes a algum fato ou personalidade específica existem comentários, mas sempre extremamente superficiais e/ou midiáticos, tais como resultados de eleições, o comportamento do presidente, questões relacionadas à corrupção etc. No meio político a situação brasileira causa certa apreensão em relação à democracia, pairam dúvidas em relação à política econômica, mas, o temor de algum retrocesso institucional gera maior atenção, principalmente no meio jornalístico e nos partidos de tendência progressista. Do ponto de vista econômico, ambos os países são vítimas de uma sequência de crises, por vezes internas, de responsabilidade dos respectivos governos; outra, por externalidades resultantes da economia global que caminha aos galopes e sucessivos sustos.

E o senhor, acompanha? Como avalia?
Com preocupante expectativa, para ambos os países. Claro que sendo ítalo-brasileiro, com dupla cidadania, o desejo é que ambos os governos consigam acertar em suas decisões de forma a garantir bem-estar para aqueles que realmente sustentam esses países, aqueles que pagam a conta final, os contribuintes, que, aliás, são os que mais sofrem com a adoção de políticas equivocadas. É delicado, mesmo sendo brasileiro, contribuinte, cidadão, mas, exercendo uma função parlamentar em outro país, opinar sobre erros e acertos de um ou outro governo. Cabe a posição sutil de torcer para que prevaleça o bom-senso, que se deixe de lado o personalismo, os excessos retóricos e concentrem, aqueles que assumiram a responsabilidade de em cada um dos poderes, gerir o País, o façam com sabedoria e humildade. Não é fácil construir uma nação que garanta felicidade para seu povo num mundo dominado por tantos impactos, sejam naturais, tecnológicos ou econômicos. É momento de pacificar os ânimos e de se concentrar na mobilização de todos para o bem-estar de todos.

O senhor também tem veia artística, é cartunista, como foi mencionado. Desenvolve algum trabalho neste sentido?
Sim. Difícil imaginar minha vida sem o desenho. Tive trabalhos publicados em um livro organizado pelo jornalista escritor Ricardo Viveiros e pelo escritor jornalista, artista plástico e cartunista Zélio Alves Pinto. Agora mantenho uma produção de trabalho, mas, ainda, sem um projeto definido, talvez um novo livro ou uma exposição.

Pretende, um dia, vir legislar no Brasil?
A primeira experiência política foi em Piracicaba, nas eleições de 1982, quando fui eleito vereador. Fui candidato em outras duas eleições, a deputado estadual em 1990 e a federal nas últimas eleições. Creio, e já é uma decisão, que minha participação na política, italiana ou brasileira, será de outra forma, não mais através da representação parlamentar ou das disputas eleitorais, mas de forma voluntária e institucional. Vou tentar contribuir para disseminar as experiências vividas, as ideias de uma prática política saudável, ajudar a convencer as pessoas de que a política é a única forma e meio para, democraticamente, garantir dignidade, igualmente, para todos e que se as regras constitucionais do País rezam que é através dos partidos políticos estruturados que se chega ao poder para se promover as transformações necessárias. Devemos, todos, as pessoas de bem, nos engajar nesses partidos e garantir que cumpram o destino ético para que foram criados. Tirá-los das mãos daqueles que não possuem espírito republicano.  

RAIO-X

Nome: Fausto Guilherme Longo

Estado civil: Casado, três filhos, quatro ‘lindos’ netos 

Idade: 67 anos

Local de nascimento: Amparo, São Paulo

Formação: Arquitetura e urbanismo, mestre em planejamento e tecnologia habitacional pelo IPT.

Hobby: Desenhar e cuidar de uma relíquia chamada Puma

Livro que recomenda: Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari

Artista que marcou sua vida: Zelio Alves Pinto

Profissão: Arquiteto, urbanista, cartunista, político 

Onde trabalha: Parlamento italiano



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'Com sacrifício, o povo enfrenta o impacto da crise'

Miriam Gimenes

16/03/2020 | 00:01


Deputado na Itália, o brasileiro Fausto Longo, que veio para o Brasil para fazer uma cirurgia de catarata, está impedido de voltar para o país em razão da pandemia do coronavírus. 

Coordenador do PSI (Partido Socialista Italiano para a América do Sul), o parlamentar descreve como o governo e a população italianos estão lidando com a propagação do Covid-19, o que isso tem afetado o turismo local e a responsabilidade da sociedade no combate à doença. Também discorre sobre os motivos que o levaram a entrar na política, sua carreira como cartunista e de que maneira os atos do governo brasileiro têm ecoado no mundo. 

A Itália passa por uma situação delicada em relação ao coronavírus. Como a população tem lidado com isso? E os governantes?

Todos estamos acompanhando através dos meios midiáticos as dimensões desse desastre em escala global e que afeta, de forma particular e intensa, a Itália. A população, apesar do clima de tensão, tem correspondido aos apelos e determinações das autoridades para diminuir as possibilidades de expansão epidêmica. Também nos alerta, a todos, quanto à vulnerabilidade que estamos expostos e à necessidade de implementar mecanismos eficazes para os incidentes inesperados que a humanidade pode, repentinamente, ser obrigada a enfrentar. O governo italiano, o povo italiano, está demonstrando fibra nesse enfrentamento.

Acredita que a epidemia tende a piorar?
Todos cremos que o processo acelerado que assistimos até agora tende a desacelerar, primeiro em razão das severas medidas preventivas, segundo, em razão do próximo período de temperaturas mais altas, que contribuem para desestimular a proliferação do vírus. Importante ressaltar que grande parte da responsabilidade para diminuir o impacto dessa crise é da sociedade, que deve, mesmo com algumas doses de sacrifício, seguir rigidamente as recomendações das autoridades.

De que maneira isso tem afetado economicamente não só a Itália como a Europa toda?
A inevitável paralisação de inúmeras atividades produtivas, de comércio, de serviço, logística, provoca o estancamento das atividades econômicas com evidentes prejuízos em todos os sentidos. Não somente na Itália, que já vinha enfrentando uma séria crise para sua reinserção competitiva nos mercados internacionais, mas, também, para os países cujas relações bilaterais ou do bloco europeu com a Itália garantiam certa estabilidade na balança comercial. Claro que os países mantêm reservas para situações de crise, importante conduzir com racionalidade o processo de recuperação de forma a garantir a segurança das pessoas. Não será tão simples, mas não é impossível.

O senhor, que já foi secretário de Turismo de Piracicaba, acredita que o setor seja o principal afetado neste ano por causa da doença? A algo a fazer para reverter isso?
Como disse, inúmeras atividades econômicas foram paralisadas. É momentâneo, claro, mas a recuperação da estabilidade não será tão simples. O setor de turismo, em toda sua extensa cadeia, se caracteriza como um item importante e é indispensável na economia italiana. Devemos ter em conta que é uma situação emergencial, mas é momentânea, com a mesma volatilidade que afetou toda a gama de serviços turísticos. A recuperação virá. Não podemos esquecer que a Itália é um país dotado de uma infinidade de destinos para o turismo, seja histórico, enogastronômico, cultural, paisagístico e das tradições e costumes de seu povo, isso não acaba. Com certeza o turismo retornará revitalizado.

O que levou o senhor à carreira política?
A efervescência política em Piracicaba no período da ditadura militar foi determinante. Como trabalhava com desenhos, buscava, logicamente, expressar minhas indignações com as consequências daquele nefasto regime de exceção e supressão das liberdades democráticas através dessa arte. Esse fato, somado à convivência com o ambiente jornalístico e o relacionamento com ativos militantes de movimentos que visavam o resgate do estado de direito, resultou em um envolvimento cada vez maior nas atividades político-partidárias. Creio que, naquele contexto, não restavam alternativas senão contribuir politicamente para o retorno da democracia. Cada qual com seus próprios meios.

Por que o senhor foi legislar na Itália?
A origem de minhas atividades no mundo político, assim como uma boa dose de bom-senso, me conduziu a lutar por alguns princípios, entre esses, principalmente, buscar disseminar a ideia de que a política deve ser útil para garantir que cada ser humano tenha equivalência de oportunidades para construir sua própria felicidade. Esse princípio, que coloca a felicidade e o bem-estar acima de interesses mesquinhos, desconhece fronteiras. Essa é uma das razões de, independentemente do local, tentar fazer a minha parte no Parlamento. Sendo cidadão italiano e atuando na política, num continente onde vivem 60 milhões de ítalo-descendentes e 2 milhões de eleitores, foi natural a aproximação com os partidos políticos de tendência democrático-progressistas italianos – o PD (Partido Democrático) e PSI (Partido Socialista Italiano) –, através de seus representantes aqui no Brasil. Dessa relação nasceu esse percurso que resultou em minha participação em três sucessivas eleições italianas, 2008, 2013 e 2018, tendo sido eleito senador e deputado nos dois últimos pleitos.

No que difere o sistema político italiano do brasileiro?
Entre tantas outras diferenças de caráter cultural e prática da cidadania, sem desmerecer uma ou outra, a principal está no sistema institucional. Enquanto o Brasil o regime é presidencialista, ou seja, uma pessoa com alta concentração de poder de influir nas grandes decisões, na Itália vigora o regime parlamentarista, que garante maior pluralidade e legitimidade nos processos de tomada de decisões. Além de oferecer maior flexibilidade na busca de soluções em momentos de crise sem comprometer os pilares institucionais.

Acredito que a situação política do Brasil esteja sendo discutida aí também, assim como no resto do mundo. Como os políticos da Itália veem a situação e o atual governo brasileiro?
Nesse período em que exerço mandato, devo confessar que não são comuns discussões ou análises mais profundas em torno da política brasileira, salvo em momentos marcantes ou referentes a algum fato ou personalidade específica existem comentários, mas sempre extremamente superficiais e/ou midiáticos, tais como resultados de eleições, o comportamento do presidente, questões relacionadas à corrupção etc. No meio político a situação brasileira causa certa apreensão em relação à democracia, pairam dúvidas em relação à política econômica, mas, o temor de algum retrocesso institucional gera maior atenção, principalmente no meio jornalístico e nos partidos de tendência progressista. Do ponto de vista econômico, ambos os países são vítimas de uma sequência de crises, por vezes internas, de responsabilidade dos respectivos governos; outra, por externalidades resultantes da economia global que caminha aos galopes e sucessivos sustos.

E o senhor, acompanha? Como avalia?
Com preocupante expectativa, para ambos os países. Claro que sendo ítalo-brasileiro, com dupla cidadania, o desejo é que ambos os governos consigam acertar em suas decisões de forma a garantir bem-estar para aqueles que realmente sustentam esses países, aqueles que pagam a conta final, os contribuintes, que, aliás, são os que mais sofrem com a adoção de políticas equivocadas. É delicado, mesmo sendo brasileiro, contribuinte, cidadão, mas, exercendo uma função parlamentar em outro país, opinar sobre erros e acertos de um ou outro governo. Cabe a posição sutil de torcer para que prevaleça o bom-senso, que se deixe de lado o personalismo, os excessos retóricos e concentrem, aqueles que assumiram a responsabilidade de em cada um dos poderes, gerir o País, o façam com sabedoria e humildade. Não é fácil construir uma nação que garanta felicidade para seu povo num mundo dominado por tantos impactos, sejam naturais, tecnológicos ou econômicos. É momento de pacificar os ânimos e de se concentrar na mobilização de todos para o bem-estar de todos.

O senhor também tem veia artística, é cartunista, como foi mencionado. Desenvolve algum trabalho neste sentido?
Sim. Difícil imaginar minha vida sem o desenho. Tive trabalhos publicados em um livro organizado pelo jornalista escritor Ricardo Viveiros e pelo escritor jornalista, artista plástico e cartunista Zélio Alves Pinto. Agora mantenho uma produção de trabalho, mas, ainda, sem um projeto definido, talvez um novo livro ou uma exposição.

Pretende, um dia, vir legislar no Brasil?
A primeira experiência política foi em Piracicaba, nas eleições de 1982, quando fui eleito vereador. Fui candidato em outras duas eleições, a deputado estadual em 1990 e a federal nas últimas eleições. Creio, e já é uma decisão, que minha participação na política, italiana ou brasileira, será de outra forma, não mais através da representação parlamentar ou das disputas eleitorais, mas de forma voluntária e institucional. Vou tentar contribuir para disseminar as experiências vividas, as ideias de uma prática política saudável, ajudar a convencer as pessoas de que a política é a única forma e meio para, democraticamente, garantir dignidade, igualmente, para todos e que se as regras constitucionais do País rezam que é através dos partidos políticos estruturados que se chega ao poder para se promover as transformações necessárias. Devemos, todos, as pessoas de bem, nos engajar nesses partidos e garantir que cumpram o destino ético para que foram criados. Tirá-los das mãos daqueles que não possuem espírito republicano.  

RAIO-X

Nome: Fausto Guilherme Longo

Estado civil: Casado, três filhos, quatro ‘lindos’ netos 

Idade: 67 anos

Local de nascimento: Amparo, São Paulo

Formação: Arquitetura e urbanismo, mestre em planejamento e tecnologia habitacional pelo IPT.

Hobby: Desenhar e cuidar de uma relíquia chamada Puma

Livro que recomenda: Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari

Artista que marcou sua vida: Zelio Alves Pinto

Profissão: Arquiteto, urbanista, cartunista, político 

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