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A virada do Instituto Butantan


Do Diário do Grande ABC

13/03/2020 | 23:59


O Instituto Butantan, principal produtor de soros e vacinas para o SUS (Sistema Único de Saúde), vem passando por forte transformação ao longo dos últimos três anos. O grande salto será torná-lo, de fato, grande indústria de produtos biofarmacêuticos relevantes com capacidade para atender aos mercados nacional e internacional. Esse potencial se tornará realidade em muito pouco tempo. Um dos projetos mais importantes nesse sentido será o CPV (Centro de Produção de Vacinas), que terá capacidade para produzir sete diferentes vacinas. O centro receberá investimentos de US$ 450 milhões por meio de financiamento de banco de fomento. Isto é, não terá um centavo de dinheiro público.

Do CPV do Butantan sairão vacinas contra hepatite A, HPV, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche e HiB (Haemophilus Influenzae do tipo B), que passarão a ser produzidas integralmente pelo instituto, sem necessidade de terceirização. Elas serão disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações, mas também poderão ter a produção ampliada para atender a outros países. Já a capacidade de produção da vacina influenza trivalente (H1N1, H3N2 e B) na fábrica do Instituto Butantan foi triplicada. Em 2020, para a campanha nacional de vacinação contra a gripe da rede pública, serão fornecidas 75 milhões de doses, mas o potencial da fábrica, hoje a maior do Hemisfério Sul, pode chegar a 140 milhões de doses ao longo de um ano todo. Já há conversas com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) para que a vacina produzida em São Paulo possa ser disponibilizada ao Hemisfério Norte.

O Butantan também tem investido fortemente em PDPs (Parcerias para Desenvolvimento Produtivo), aprovadas junto ao Ministério da Saúde. Ainda neste semestre será entregue fábrica de anticorpos monoclonais que permitirá a produção de seis novos medicamentos, para tratamento de câncer e doenças autoimunes. O investimento total é de R$ 80 milhões, dos quais metade destinada pela farmacêutica Libbs, parceira no projeto, e os outros R$ 40 milhões, pela Fundação Butantan. Serão produzidos no novo laboratório os medicamentos Trastuzumabe (para tratamento de câncer de mama), Rituximabe (para linfoma), Bevacizumabe (para câncer de colo retal), Etanercepte (para artrite reumatoide, artrite psoriásica e psoríase), Adalimumabe (artrite reumatoide) e Palivizumabe (prevenção à infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório).

A virada do Instituto Butantan é fruto de importante mudança de mentalidade, que trará benefícios à saúde pública do Brasil e do mundo.

Dimas Tadeu Covas é cientista, professor da USP e diretor do Instituto Butantan.

PALAVRA DO LEITOR

Contraditório
O presidente Jair Bolsonaro disse ter testado negativo para coronavírus! E ele desconvocou manifestações que ele disse que não tinha convocado, por causa de uma doença que ele disse que era fantasia! E mais: havia dito que o coronavírus é invenção da imprensa, mas culpa a crise no País e o medíocre ‘pibinho’ (PIB – Produto Interno Bruto) ao vírus, que ele disse que era fantasia. Entendeu? Nem eu! Ninguém entende!
Irênio Tavares
Mauá

Suspensas
Ninguém poderá dizer que a oposição, ou ‘esquerdalha’, não tem sorte. Por força do avanço do coronavírus, as manifestações programadas para amanhã estão suspensas. Dessa forma, essa ‘gentalha’ que quer ver o total desastre do governo de Jair Bolsonaro por enquanto não ficará sabendo o tamanho da indignação de milhões de brasileiros que paira no País contra os traidores da Pátria. Mas eles não perdem por esperar!
Maria E. Amaral
Capital

Rúgbi no Brunão
Só posso lamentar a péssima ideia de Thiago Rocha de Paula de trazer jogo de rúgbi para o Estádio Bruno Daniel, em Santo André (Esportes, dia 12). Nada contra o esporte, mas partida neste momento, com duas equipes que não são da cidade, nada oferece além de problemas ao Ramalhão, que vai muito bem no Paulistão 2020. Ano passado partida de rúgbi foi realizada no Brunão, simplesmente acabou com o gramado e trouxe sérios prejuízos ao Santo André, que teve que, além de jogar em outros estádios, realizar a reforma do gramado. Acredito que várias outras alternativas podem ser oferecidas às equipes. Entendo que o estádio é municipal, mas é preciso pensar no momento do Santo André, que, se levar o título paulista – e tem boas condições de lutar por ele –, levará novamente o nome da cidade para a mídia, e a imprensa não poupará críticas ao clube e à Prefeitura se o gramado estiver ruim. Por outro lado, com estádio bem cuidado os elogios também virão.
Alexandre Bachega
Santo André

Já faz tempo!
A segunda instância, que era considerada uma das primeiras a serem analisadas e votadas pelo Congresso logo após o recesso parlamentar, parece que ficou esquecida na gaveta de alguém que tem muitas contas a prestar com a Justiça. Depois da lambança que o Supremo Tribunal Federal cometeu a respeito dessa questão, não podemos deixar cair no esquecimento, pois tem muita gente no Congresso interessada em que esse assunto jamais volte à tona. Isso é muito prejudicial ao Brasil. Após o aparecimento do coronavírus, parece que tudo parou e o assunto só gira em torno disso. Claro que é importantíssimo cuidar e resolver essa questão o quanto antes, mas a vida não pode parar e outras coisas importantes também precisam caminhar. O Congresso não pode ficar inerte e precisa trabalhar muito agora, pois, com as eleições municipais no segundo semestre, praticamente nada se fará nas duas casas. Que tal trabalhar de segunda a sexta-feira como a maioria dos brasileiros? A dengue está matando mais gente no Brasil que o coronavírus e parte da imprensa nada fala a respeito (Setecidades, dia 11). Por que será?
Mauri Fontes
Santo André


Parto
De acordo com dados do Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos), publicados neste Diário (Setecidades, dia 2), o número de cesarianas vem caindo lentamente no Grande ABC. Dados preliminares dão conta de que em 2018, de todos os partos ocorridos na região, 58,90% foram por cesariana. Em 2017 foram 60,27%. Esses números revelam que vivemos verdadeira epidemia de cesarianas, pois fica muito acima do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Temos de reconhecer que a cesariana, quando bem indicada, salva vidas, mas o parto normal, sem dúvida, é o mais seguro para o binômio mãe-bebê. Precisamos ter em mente que o desejo da mulher deve ser respeitado sempre, mas é preciso investir na educação das futuras mães para que possam optar conscientemente. Precisamos de políticas públicas que incentivem pré-natal de qualidade, humanização do parto, como a permissão da presença de doulas durante o trabalho de parto, e toda gestante deveria ser convidada para conhecer o hospital onde realizará o parto para se familiarizar com o local e com os profissionais.
Roberto Canavezzi
São Caetano 



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A virada do Instituto Butantan

Do Diário do Grande ABC

13/03/2020 | 23:59


O Instituto Butantan, principal produtor de soros e vacinas para o SUS (Sistema Único de Saúde), vem passando por forte transformação ao longo dos últimos três anos. O grande salto será torná-lo, de fato, grande indústria de produtos biofarmacêuticos relevantes com capacidade para atender aos mercados nacional e internacional. Esse potencial se tornará realidade em muito pouco tempo. Um dos projetos mais importantes nesse sentido será o CPV (Centro de Produção de Vacinas), que terá capacidade para produzir sete diferentes vacinas. O centro receberá investimentos de US$ 450 milhões por meio de financiamento de banco de fomento. Isto é, não terá um centavo de dinheiro público.

Do CPV do Butantan sairão vacinas contra hepatite A, HPV, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche e HiB (Haemophilus Influenzae do tipo B), que passarão a ser produzidas integralmente pelo instituto, sem necessidade de terceirização. Elas serão disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações, mas também poderão ter a produção ampliada para atender a outros países. Já a capacidade de produção da vacina influenza trivalente (H1N1, H3N2 e B) na fábrica do Instituto Butantan foi triplicada. Em 2020, para a campanha nacional de vacinação contra a gripe da rede pública, serão fornecidas 75 milhões de doses, mas o potencial da fábrica, hoje a maior do Hemisfério Sul, pode chegar a 140 milhões de doses ao longo de um ano todo. Já há conversas com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) para que a vacina produzida em São Paulo possa ser disponibilizada ao Hemisfério Norte.

O Butantan também tem investido fortemente em PDPs (Parcerias para Desenvolvimento Produtivo), aprovadas junto ao Ministério da Saúde. Ainda neste semestre será entregue fábrica de anticorpos monoclonais que permitirá a produção de seis novos medicamentos, para tratamento de câncer e doenças autoimunes. O investimento total é de R$ 80 milhões, dos quais metade destinada pela farmacêutica Libbs, parceira no projeto, e os outros R$ 40 milhões, pela Fundação Butantan. Serão produzidos no novo laboratório os medicamentos Trastuzumabe (para tratamento de câncer de mama), Rituximabe (para linfoma), Bevacizumabe (para câncer de colo retal), Etanercepte (para artrite reumatoide, artrite psoriásica e psoríase), Adalimumabe (artrite reumatoide) e Palivizumabe (prevenção à infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório).

A virada do Instituto Butantan é fruto de importante mudança de mentalidade, que trará benefícios à saúde pública do Brasil e do mundo.

Dimas Tadeu Covas é cientista, professor da USP e diretor do Instituto Butantan.

PALAVRA DO LEITOR

Contraditório
O presidente Jair Bolsonaro disse ter testado negativo para coronavírus! E ele desconvocou manifestações que ele disse que não tinha convocado, por causa de uma doença que ele disse que era fantasia! E mais: havia dito que o coronavírus é invenção da imprensa, mas culpa a crise no País e o medíocre ‘pibinho’ (PIB – Produto Interno Bruto) ao vírus, que ele disse que era fantasia. Entendeu? Nem eu! Ninguém entende!
Irênio Tavares
Mauá

Suspensas
Ninguém poderá dizer que a oposição, ou ‘esquerdalha’, não tem sorte. Por força do avanço do coronavírus, as manifestações programadas para amanhã estão suspensas. Dessa forma, essa ‘gentalha’ que quer ver o total desastre do governo de Jair Bolsonaro por enquanto não ficará sabendo o tamanho da indignação de milhões de brasileiros que paira no País contra os traidores da Pátria. Mas eles não perdem por esperar!
Maria E. Amaral
Capital

Rúgbi no Brunão
Só posso lamentar a péssima ideia de Thiago Rocha de Paula de trazer jogo de rúgbi para o Estádio Bruno Daniel, em Santo André (Esportes, dia 12). Nada contra o esporte, mas partida neste momento, com duas equipes que não são da cidade, nada oferece além de problemas ao Ramalhão, que vai muito bem no Paulistão 2020. Ano passado partida de rúgbi foi realizada no Brunão, simplesmente acabou com o gramado e trouxe sérios prejuízos ao Santo André, que teve que, além de jogar em outros estádios, realizar a reforma do gramado. Acredito que várias outras alternativas podem ser oferecidas às equipes. Entendo que o estádio é municipal, mas é preciso pensar no momento do Santo André, que, se levar o título paulista – e tem boas condições de lutar por ele –, levará novamente o nome da cidade para a mídia, e a imprensa não poupará críticas ao clube e à Prefeitura se o gramado estiver ruim. Por outro lado, com estádio bem cuidado os elogios também virão.
Alexandre Bachega
Santo André

Já faz tempo!
A segunda instância, que era considerada uma das primeiras a serem analisadas e votadas pelo Congresso logo após o recesso parlamentar, parece que ficou esquecida na gaveta de alguém que tem muitas contas a prestar com a Justiça. Depois da lambança que o Supremo Tribunal Federal cometeu a respeito dessa questão, não podemos deixar cair no esquecimento, pois tem muita gente no Congresso interessada em que esse assunto jamais volte à tona. Isso é muito prejudicial ao Brasil. Após o aparecimento do coronavírus, parece que tudo parou e o assunto só gira em torno disso. Claro que é importantíssimo cuidar e resolver essa questão o quanto antes, mas a vida não pode parar e outras coisas importantes também precisam caminhar. O Congresso não pode ficar inerte e precisa trabalhar muito agora, pois, com as eleições municipais no segundo semestre, praticamente nada se fará nas duas casas. Que tal trabalhar de segunda a sexta-feira como a maioria dos brasileiros? A dengue está matando mais gente no Brasil que o coronavírus e parte da imprensa nada fala a respeito (Setecidades, dia 11). Por que será?
Mauri Fontes
Santo André


Parto
De acordo com dados do Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos), publicados neste Diário (Setecidades, dia 2), o número de cesarianas vem caindo lentamente no Grande ABC. Dados preliminares dão conta de que em 2018, de todos os partos ocorridos na região, 58,90% foram por cesariana. Em 2017 foram 60,27%. Esses números revelam que vivemos verdadeira epidemia de cesarianas, pois fica muito acima do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Temos de reconhecer que a cesariana, quando bem indicada, salva vidas, mas o parto normal, sem dúvida, é o mais seguro para o binômio mãe-bebê. Precisamos ter em mente que o desejo da mulher deve ser respeitado sempre, mas é preciso investir na educação das futuras mães para que possam optar conscientemente. Precisamos de políticas públicas que incentivem pré-natal de qualidade, humanização do parto, como a permissão da presença de doulas durante o trabalho de parto, e toda gestante deveria ser convidada para conhecer o hospital onde realizará o parto para se familiarizar com o local e com os profissionais.
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