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Mais perigoso que coronavírus


Do Diário do Grande ABC

10/03/2020 | 23:59


O mundo hoje tem acordado em alerta devido à epidemia do vírus Covid-19. O alerta deve vir acompanhado sempre de informações de prevenção, procura de ajuda, tratamentos, entre outras; contudo, também é necessário estar atento a quem emite tal alerta, pois há perigo ainda maior do que a epidemia do vírus: a do pânico. Recentemente, devido ao pânico gerado pelo coronavírus, alguns mercados foram saqueados em busca de máscaras e álcool em gel. Hospitais começaram a regular máscaras, pois alguns indivíduos que chegavam ao local acabavam por furtá-las, já que estavam em falta nos mercados. Isso demonstra profundo medo da população diante da epidemia do coronavírus, a tal ponto que pessoas entram em estado de pânico epidêmico e, quando isso acontece, é comum esperar violências de todos os tipos.

O pânico é estado mental que contagia não somente quem está próximo, mas também pessoas conectadas às redes sociais, aos canais de televisão e qualquer outra forma de comunicação tecnológica. O ser humano, por ser espécie que vive em grupo, tem maior facilidade em contagiar e se contagiar por fortes emoções. Hoje, a ciência já descobriu que quanto maior o vínculo entre pessoas, maior é o contágio psíquico entre elas, por isso indivíduo ri quando outro ri, chora quando o outro chora, sente fome, ânsias etc. O estado de pânico é condição primitiva, ou seja, assim como em todos os animais, ele garante desde sempre a sobrevivência do indivíduo ou do grupo. No ser humano, por possuir consciência mais desenvolvida, o pânico não surge somente da forma instintiva ‘ação-reação’, como cão fugindo do carro. O pânico passa a ser estado mental em que o indivíduo ou grupo acaba por permanecer em estado constante de pânico, se estimulado. Parte da grande mídia, com notícias sensacionalistas, cumpre o papel de trazer esse estado de pânico para a população ininterruptamente, que por sua vez acaba por contagiar outros indivíduos por meio das redes sociais, gerando efeito epidêmico de pânico.

O contágio de pânico não acontece somente hoje. Basta lembrar as filas intermináveis da vacina da febre amarela, a procura por gasolina na greve dos caminhoneiros, ou, então, de casos como a novela de Orson Welles cuja transmissão radiofônica gerou contágio de pânico sem igual, levando as pessoas que se contagiavam a morte súbita, suicídios, saques generalizados, entre outras situações. Diante disso, o que a população pode fazer? Obter informações consistentes e reais, nos portais e canais comprometidos com a verdade, e consultar profissionais de saúde, a fim de se precaver. O pânico gerado por leigos, neste caso, serve somente para atrapalhar situação que já é complexa.


Leonardo Torres é professor, palestrante, doutorando em comunicação e pós-graduando em psicologia junguiana.

PALAVRA DO LEITOR

Reminiscências
Que sensação auspiciosa ler a missiva do meu conterrâneo, o jovem leitor Leandro Marques, enaltecendo a página Memória, porque o incansável paladino em prol da memória regional, o escritor e jornalista Ademir Medici, está ausente e Leandro sente falta deste espaço memorialista, pela importância que tem em possibilitar ao leitor de conhecer o passado, para ter visão holística da contemporaneidade (Memória, dia 8)! Sinto-me revigorado, porque também fico com a esperança de que as novas gerações sejam afeitas a cultuar a memória! Caros amigos memorialistas ‘batateiros’ e ‘ceboleiros’, vamos fazer uma visita monitorada ao Cemitério-Museu de Vila Euclides, em São Bernardo, sob a guia do memorialista Ademir Medici? O que seria da minha insulsa existência sem as reminiscências?
João Paulo de Oliveira
Diadema

Especiais
Após ler neste Diário a carta do leitor Fernando Augusto Ramalho (Rotativo, dia 7) nesta Palavra do Leitor, volto a protestar sobre o fato de nós, idosos, termos que usar a gratuidade somente nas vagas destinadas a esse público em São Bernardo, sendo que em Santo André podemos parar em qualquer uma desde que estejamos com o crachá. Nesta semana novamente fui obrigada a pagar R$ 2 porque as vagas de idosos estavam ocupadas por carros sem crachá e, óbvio, sem pagarem a tarifa. Senhor prefeito Orlando Morando, acha que isso é correto? Continuo aguardando resposta da Prefeitura.
Maria Aparecida Chitto dos Reis
São Bernardo

Reeducação para homens
A Secretaria da Administração Penitenciária esclarece que a Central de Penas e Medidas Alternativas de Santo André não tem parceria formalizada com o SerH, motivo pelo qual só eram feitos encaminhamentos para o grupo E Agora José, onde já existe convênio consolidado. Informamos que a parceria com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC foi tratada em reunião no último dia 14 e encontra-se em andamento. Inicialmente, ficou acertado que os encaminhamentos serão realizados somente após ser estabelecido fluxo entre a CPMA e o Consórcio. Isso será feito desde que a central receba novos homens condenados pelo Poder Judiciário e que tenham, em sentença, a participação em grupo de reeducação. Destacamos que, para agilizar a parceria, a CPMA intermediou reunião entre representantes dos dois projetos citados pela reportagem (Setecidades, dia 7) para que o SerH absorva lista de espera já existente do projeto E Agora José, o que está em processo.
Secretaria do Estado da Administração Penitenciária

Márcio da Farmácia
Se o deputado estadual Márcio Paschoal Giudicio, o Márcio da Farmácia, estiver falando a verdade, de que não quer sair candidato a prefeito para não trair seu eleitorado (Política, ontem), creio que isso demonstra ser político sério, o que dificilmente vemos hoje. Contudo, é preciso que o ex-vice-prefeito entenda que ele traiu Lauro Michels, visto que na época da escolha de seu nome para concorrer a cadeira na Assembleia Legislativa, ficou acordado que dois anos depois ele seria o candidato à sucessão de Michels, com total apoio do Paço. Outro detalhe seria por motivos de saúde. Só que em nenhuma reportagem foi noticiada a doença que ele tem a ponto de impedi-lo que dispute as eleições. Fica no ar uma questão: será que essa doença não seria forma de o deputado se desculpar em apostar em campanha eleitoral para a Prefeitura, tendo em vista a situação negativa em que se encontra o atual governo verde perante grande parte da população? Ou receio de enfrentar candidatura do PT, que já desponta como favorita?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema 



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Mais perigoso que coronavírus

Do Diário do Grande ABC

10/03/2020 | 23:59


O mundo hoje tem acordado em alerta devido à epidemia do vírus Covid-19. O alerta deve vir acompanhado sempre de informações de prevenção, procura de ajuda, tratamentos, entre outras; contudo, também é necessário estar atento a quem emite tal alerta, pois há perigo ainda maior do que a epidemia do vírus: a do pânico. Recentemente, devido ao pânico gerado pelo coronavírus, alguns mercados foram saqueados em busca de máscaras e álcool em gel. Hospitais começaram a regular máscaras, pois alguns indivíduos que chegavam ao local acabavam por furtá-las, já que estavam em falta nos mercados. Isso demonstra profundo medo da população diante da epidemia do coronavírus, a tal ponto que pessoas entram em estado de pânico epidêmico e, quando isso acontece, é comum esperar violências de todos os tipos.

O pânico é estado mental que contagia não somente quem está próximo, mas também pessoas conectadas às redes sociais, aos canais de televisão e qualquer outra forma de comunicação tecnológica. O ser humano, por ser espécie que vive em grupo, tem maior facilidade em contagiar e se contagiar por fortes emoções. Hoje, a ciência já descobriu que quanto maior o vínculo entre pessoas, maior é o contágio psíquico entre elas, por isso indivíduo ri quando outro ri, chora quando o outro chora, sente fome, ânsias etc. O estado de pânico é condição primitiva, ou seja, assim como em todos os animais, ele garante desde sempre a sobrevivência do indivíduo ou do grupo. No ser humano, por possuir consciência mais desenvolvida, o pânico não surge somente da forma instintiva ‘ação-reação’, como cão fugindo do carro. O pânico passa a ser estado mental em que o indivíduo ou grupo acaba por permanecer em estado constante de pânico, se estimulado. Parte da grande mídia, com notícias sensacionalistas, cumpre o papel de trazer esse estado de pânico para a população ininterruptamente, que por sua vez acaba por contagiar outros indivíduos por meio das redes sociais, gerando efeito epidêmico de pânico.

O contágio de pânico não acontece somente hoje. Basta lembrar as filas intermináveis da vacina da febre amarela, a procura por gasolina na greve dos caminhoneiros, ou, então, de casos como a novela de Orson Welles cuja transmissão radiofônica gerou contágio de pânico sem igual, levando as pessoas que se contagiavam a morte súbita, suicídios, saques generalizados, entre outras situações. Diante disso, o que a população pode fazer? Obter informações consistentes e reais, nos portais e canais comprometidos com a verdade, e consultar profissionais de saúde, a fim de se precaver. O pânico gerado por leigos, neste caso, serve somente para atrapalhar situação que já é complexa.


Leonardo Torres é professor, palestrante, doutorando em comunicação e pós-graduando em psicologia junguiana.

PALAVRA DO LEITOR

Reminiscências
Que sensação auspiciosa ler a missiva do meu conterrâneo, o jovem leitor Leandro Marques, enaltecendo a página Memória, porque o incansável paladino em prol da memória regional, o escritor e jornalista Ademir Medici, está ausente e Leandro sente falta deste espaço memorialista, pela importância que tem em possibilitar ao leitor de conhecer o passado, para ter visão holística da contemporaneidade (Memória, dia 8)! Sinto-me revigorado, porque também fico com a esperança de que as novas gerações sejam afeitas a cultuar a memória! Caros amigos memorialistas ‘batateiros’ e ‘ceboleiros’, vamos fazer uma visita monitorada ao Cemitério-Museu de Vila Euclides, em São Bernardo, sob a guia do memorialista Ademir Medici? O que seria da minha insulsa existência sem as reminiscências?
João Paulo de Oliveira
Diadema

Especiais
Após ler neste Diário a carta do leitor Fernando Augusto Ramalho (Rotativo, dia 7) nesta Palavra do Leitor, volto a protestar sobre o fato de nós, idosos, termos que usar a gratuidade somente nas vagas destinadas a esse público em São Bernardo, sendo que em Santo André podemos parar em qualquer uma desde que estejamos com o crachá. Nesta semana novamente fui obrigada a pagar R$ 2 porque as vagas de idosos estavam ocupadas por carros sem crachá e, óbvio, sem pagarem a tarifa. Senhor prefeito Orlando Morando, acha que isso é correto? Continuo aguardando resposta da Prefeitura.
Maria Aparecida Chitto dos Reis
São Bernardo

Reeducação para homens
A Secretaria da Administração Penitenciária esclarece que a Central de Penas e Medidas Alternativas de Santo André não tem parceria formalizada com o SerH, motivo pelo qual só eram feitos encaminhamentos para o grupo E Agora José, onde já existe convênio consolidado. Informamos que a parceria com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC foi tratada em reunião no último dia 14 e encontra-se em andamento. Inicialmente, ficou acertado que os encaminhamentos serão realizados somente após ser estabelecido fluxo entre a CPMA e o Consórcio. Isso será feito desde que a central receba novos homens condenados pelo Poder Judiciário e que tenham, em sentença, a participação em grupo de reeducação. Destacamos que, para agilizar a parceria, a CPMA intermediou reunião entre representantes dos dois projetos citados pela reportagem (Setecidades, dia 7) para que o SerH absorva lista de espera já existente do projeto E Agora José, o que está em processo.
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Márcio da Farmácia
Se o deputado estadual Márcio Paschoal Giudicio, o Márcio da Farmácia, estiver falando a verdade, de que não quer sair candidato a prefeito para não trair seu eleitorado (Política, ontem), creio que isso demonstra ser político sério, o que dificilmente vemos hoje. Contudo, é preciso que o ex-vice-prefeito entenda que ele traiu Lauro Michels, visto que na época da escolha de seu nome para concorrer a cadeira na Assembleia Legislativa, ficou acordado que dois anos depois ele seria o candidato à sucessão de Michels, com total apoio do Paço. Outro detalhe seria por motivos de saúde. Só que em nenhuma reportagem foi noticiada a doença que ele tem a ponto de impedi-lo que dispute as eleições. Fica no ar uma questão: será que essa doença não seria forma de o deputado se desculpar em apostar em campanha eleitoral para a Prefeitura, tendo em vista a situação negativa em que se encontra o atual governo verde perante grande parte da população? Ou receio de enfrentar candidatura do PT, que já desponta como favorita?
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