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Operação Calvário investiga esquema de lavagem de dinheiro no governo da Paraíba

Marcello Casal Jr/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


10/03/2020 | 08:08


A Polícia Federal (PF) deflagrou a 8ª fase da Operação Calvário nesta terça-feira, 10, para apurar lavagem de dinheiro desviado de organizações sociais da Saúde na Paraíba por meio de jogos de apostas autorizados pela Loteria do Estado da Paraíba. Um auditor do Tribunal de Contas paraibano que supostamente atuou para atrapalhar as investigações das organizações sociais está entre os alvos dessa nova fase.

O suposto esquema de desvios de até R$ 134,2 milhões da pasta da Saúde já foi alvo de apurações da Polícia Federal. A corrupção teria sido chefiada pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele chegou a ser preso em dezembro passado, mas foi solto um dia depois. Em fevereiro último, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça manteve Coutinho em liberdade e aplicou medidas cautelares.

A 8ª fase da Calvário é realizada pela PF em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público na Paraíba (Gaeco/PB) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

Cinquenta e cinco Policiais Federais e cinco auditores da CGU cumpriram nove mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados e no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, nas cidades de João Pessoa e Bananeiras. As ordens foram expedidas pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.

Os policiais cumprem um mandado de prisão em face do jornalista Fabiano Gomes. Segundo a PF, ele teria atrapalhado a Calvário ao exigir dinheiro dos investigados para que não revelasse informações sobre o esquema.

Os investigados responderão pelos crimes previstos nos artigos 158 e 317 do Código Penal Brasileiro (extorsão e corrupção passiva), art. 1º da Lei 9.613/1998 (lavagem de dinheiro) e/ou art. 2º, parágrafo 1º, da Lei 12.850/2013 (organização criminosa), cujas penas, somadas, poderão ultrapassar 20 anos de reclusão.

Defesas

A reportagem busca a defesa dos investigados. O espaço está aberto para as manifestações.



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Operação Calvário investiga esquema de lavagem de dinheiro no governo da Paraíba


10/03/2020 | 08:08


A Polícia Federal (PF) deflagrou a 8ª fase da Operação Calvário nesta terça-feira, 10, para apurar lavagem de dinheiro desviado de organizações sociais da Saúde na Paraíba por meio de jogos de apostas autorizados pela Loteria do Estado da Paraíba. Um auditor do Tribunal de Contas paraibano que supostamente atuou para atrapalhar as investigações das organizações sociais está entre os alvos dessa nova fase.

O suposto esquema de desvios de até R$ 134,2 milhões da pasta da Saúde já foi alvo de apurações da Polícia Federal. A corrupção teria sido chefiada pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele chegou a ser preso em dezembro passado, mas foi solto um dia depois. Em fevereiro último, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça manteve Coutinho em liberdade e aplicou medidas cautelares.

A 8ª fase da Calvário é realizada pela PF em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público na Paraíba (Gaeco/PB) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

Cinquenta e cinco Policiais Federais e cinco auditores da CGU cumpriram nove mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados e no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, nas cidades de João Pessoa e Bananeiras. As ordens foram expedidas pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.

Os policiais cumprem um mandado de prisão em face do jornalista Fabiano Gomes. Segundo a PF, ele teria atrapalhado a Calvário ao exigir dinheiro dos investigados para que não revelasse informações sobre o esquema.

Os investigados responderão pelos crimes previstos nos artigos 158 e 317 do Código Penal Brasileiro (extorsão e corrupção passiva), art. 1º da Lei 9.613/1998 (lavagem de dinheiro) e/ou art. 2º, parágrafo 1º, da Lei 12.850/2013 (organização criminosa), cujas penas, somadas, poderão ultrapassar 20 anos de reclusão.

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