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Busca pela nascente de córrego

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pesquisador procura onde começa riacho que dá nome à cidade de Ribeirão Pires


Yasmim Assagra
Do Diário do Grande ABC

08/03/2020 | 23:10


O cenário, na teoria, era para ser perfeito. Segundo estudos e de acordo com mapa hidrogáfico da administração municipal, na cidade de Ribeirão Pires existe córrego que tem o nome da própria cidade, porém, além de ainda precisar encontrar sua nascente – e sua foz –, o ideal seria achar esse aquífero sem estar poluído ou contaminado. O que é praticamente impossível.

O pesquisador e especialista em cultura Marcílio de Castro Duarte, 40 anos, comenta que iniciou as buscas há cerca de três anos, mas as pesquisas na prática – e no local – foram iniciadas apenas em fevereiro. “Chegamos à conclusão de que o córrego se chama Ribeirão Pires por meio de mapa de 2004, via Prefeitura, e pesquisas do arquivo público do Estado, que aponta que havia duas nascentes, uma que se chama Ribeirão Pires, que nasce na região Noroeste da cidade, e a outra, Ribeirão Grande, que nasce em outra região do município (confira mapa hidrogáfico ao lado) e recebe água do Córrego Taiaçupeba Mirim”, explica.

Até o momento, os estudos iniciais apontaram um olho d’água, localizado no bairro Parque Aliança, onde existe água do Córrego Ribeirão Pires. O próximo passo é encontrar a primeira nascente, por meio de expedições. “No mapa de estudos está localizado, mas em campo é diferente. O acesso acaba sendo difícil por causa das vegetações altas, sem contar que a construção do Rodoanel pode ter desviado alguns filetes (d’água)”, comenta Duarte.

O acesso a este olho d’água pode ser feito pela ponte localizada na Avenida Humberto de Campos, altura do número 2.766, na Vila Bocaina, inclusive próximo ao Córrego Bocaina.

Outro problema avaliado pelo profissional é com relação às possíveis poluição e contaminação. Para o pesquisador, o Córrego Ribeirão Pires ainda deve estar limpo em boa parte, como consta nas pesquisas, mas é necessário analisar a qualidade da água. “Quando encontrarmos a nascente (do Córrego Ribeirão Pires) e sua foz, também é necessário a aferição da qualidade da água e, assim, sinalizar para identificação do córrego e montar estratégias de preservação de todo espaço, para futuramente auxiliar na educação ambiental de escolas e até universidades”, avalia.

Guia turístico na cidade, Patrick Alan Barreto Soares, 22, observa que o olho d’água pode estar contaminado, devido à vegetação ao redor já estar na cor cinza. “No fim de fevereiro realizamos limpeza de todo o trajeto até aqui (olho d’água) e contabilizamos média de 350 litros de lixo, pois somamos em sacolas. É um processo inicial de educação que pretendemos seguir com frequência”, destaca.

IMPORTÂNCIA
Segundo os profissionais, o trabalho de recuperação, não só do Córrego Ribeirão Pires, mas de todos os outros no município – ainda não conseguiram mapear o número exato de riachos –, é fundamental para a história da cidade e moradores. “As pessoas só recuperam um córrego se elas tiverem o conhecimento da importância histórica dele. É um sentimento de pertencimento e apropriação de um bem da cidade”, avalia Marcílio.

“Até pelas questões das enchentes, esperamos que a conscientização do poder público auxilie essa atenção ao lixo. É um ciclo de mão dupla, entre população e administração”, finaliza.  



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Busca pela nascente de córrego

Pesquisador procura onde começa riacho que dá nome à cidade de Ribeirão Pires

Yasmim Assagra
Do Diário do Grande ABC

08/03/2020 | 23:10


O cenário, na teoria, era para ser perfeito. Segundo estudos e de acordo com mapa hidrogáfico da administração municipal, na cidade de Ribeirão Pires existe córrego que tem o nome da própria cidade, porém, além de ainda precisar encontrar sua nascente – e sua foz –, o ideal seria achar esse aquífero sem estar poluído ou contaminado. O que é praticamente impossível.

O pesquisador e especialista em cultura Marcílio de Castro Duarte, 40 anos, comenta que iniciou as buscas há cerca de três anos, mas as pesquisas na prática – e no local – foram iniciadas apenas em fevereiro. “Chegamos à conclusão de que o córrego se chama Ribeirão Pires por meio de mapa de 2004, via Prefeitura, e pesquisas do arquivo público do Estado, que aponta que havia duas nascentes, uma que se chama Ribeirão Pires, que nasce na região Noroeste da cidade, e a outra, Ribeirão Grande, que nasce em outra região do município (confira mapa hidrogáfico ao lado) e recebe água do Córrego Taiaçupeba Mirim”, explica.

Até o momento, os estudos iniciais apontaram um olho d’água, localizado no bairro Parque Aliança, onde existe água do Córrego Ribeirão Pires. O próximo passo é encontrar a primeira nascente, por meio de expedições. “No mapa de estudos está localizado, mas em campo é diferente. O acesso acaba sendo difícil por causa das vegetações altas, sem contar que a construção do Rodoanel pode ter desviado alguns filetes (d’água)”, comenta Duarte.

O acesso a este olho d’água pode ser feito pela ponte localizada na Avenida Humberto de Campos, altura do número 2.766, na Vila Bocaina, inclusive próximo ao Córrego Bocaina.

Outro problema avaliado pelo profissional é com relação às possíveis poluição e contaminação. Para o pesquisador, o Córrego Ribeirão Pires ainda deve estar limpo em boa parte, como consta nas pesquisas, mas é necessário analisar a qualidade da água. “Quando encontrarmos a nascente (do Córrego Ribeirão Pires) e sua foz, também é necessário a aferição da qualidade da água e, assim, sinalizar para identificação do córrego e montar estratégias de preservação de todo espaço, para futuramente auxiliar na educação ambiental de escolas e até universidades”, avalia.

Guia turístico na cidade, Patrick Alan Barreto Soares, 22, observa que o olho d’água pode estar contaminado, devido à vegetação ao redor já estar na cor cinza. “No fim de fevereiro realizamos limpeza de todo o trajeto até aqui (olho d’água) e contabilizamos média de 350 litros de lixo, pois somamos em sacolas. É um processo inicial de educação que pretendemos seguir com frequência”, destaca.

IMPORTÂNCIA
Segundo os profissionais, o trabalho de recuperação, não só do Córrego Ribeirão Pires, mas de todos os outros no município – ainda não conseguiram mapear o número exato de riachos –, é fundamental para a história da cidade e moradores. “As pessoas só recuperam um córrego se elas tiverem o conhecimento da importância histórica dele. É um sentimento de pertencimento e apropriação de um bem da cidade”, avalia Marcílio.

“Até pelas questões das enchentes, esperamos que a conscientização do poder público auxilie essa atenção ao lixo. É um ciclo de mão dupla, entre população e administração”, finaliza.  

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