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Como derrotar as 'fake news'


Do Diário do Grande ABC

05/03/2020 | 15:56


Artigo 

Ao longo de mais de uma década e meia exercendo a profissão de jornalista entre estágios e trabalhos efetivos em jornais, revistas, agências e setor público, presenciei diversas e naturais transformações do jornalismo e principalmente da forma com que o público consome e absorve as notícias.
Obviamente com a expansão da internet, o boom das redes sociais (e com isso a democratização da produção de conteúdo) e a criação de novas ferramentas de comunicação e compartilhamento de informações foi inevitável a exploração por diferentes setores e interesses dos velhos boatos, hoje mais profissionalizados, estruturados e com novo nome: fake news.
A grande pergunta que diversos setores da sociedade (incluindo nós, profissionais de comunicação) se fazem é: como combater a onda de notícias falsas que podem gerar pânico, induzir ao erro e até alterar resultados eleitorais?
Evidentemente que este artigo não trará a resposta definitiva e nem a solução final para essa celeuma, mas existem, sim, formas de amenizar e enfraquecer a boataria que tanto prejudica e desinforma. Uma delas é a obtenção de conteúdo jornalístico de veículos corretos, estabelecidos e com profissionais gabaritados. Independentemente da mídia. Seja internet, jornal, televisão, rádio, o que for.
Acredite, os meios de comunicação ditos ‘tradicionais’ executam processo seletivo rigoroso na contratação de seus funcionários e os jornalistas que lá trabalham contam com experiência, vivência e credibilidade. É o caso deste Diário, publicação com mais de meio século de existência. É necessário sempre desconfiar de conteúdo recebido via WhatsApp ou de outra rede social com informações que beiram o surreal, mas que geralmente corroboram com o que você pensa (na política isso acontece muito), o que lhe induz a comprar fake por real. Geralmente esses vídeos ou imagens são produzidas de forma amadora com o objetivo de chamar a atenção, letras garrafais, fotos espalhafatosas e títulos provocativos.
No setor público infelizmente são comuns as notícias falsas com as características acima. Um grupo político, por exemplo, plantando boataria de que um adversário não pode ser candidato, sendo que ele pode, que estaria cassado, sendo que não está, ou que um governante teria feito ou falado tal coisa que na verdade não disse. Um verdadeiro vale-tudo. Até mesmo enganar a população.
As fake news têm prazo de validade curtíssimo e quanto mais esclarecimentos houver, menos elas vão perdurar. A vacina contra elas é exercer a cidadania e o direito à pluralidade de informação em sua plenitude. Leia de diversas fontes, questione, cheque e pesquise.

Caio Bruno é jornalista, pós-graduado em Comunicação e especialista em Marketing Político.

Palavra do Leitor

Mauá e FUABC
Acompanho, por meio deste Diário, as discordâncias entre a Prefeitura de Mauá e a FUABC (Fundação do ABC), que gerencia as unidades de saúde na cidade, estando sob sua responsabilidade operação, contratação e admissão de pessoal, e a terceirização de serviços, trabalho prestado também a outras prefeituras. A prefeita interina de Mauá tentou romper o contrato com a Fundação de forma unilateral, contudo, por intervenção do Ministério Público, ela não logrou êxito e a Fundação continuou prestando serviços à cidade. Apesar de acompanhar, não conheço os detalhes que motivaram a Prefeitura a romper o contrato com a FUABC, mas me preocupo com o fato de se selecionar novos parceiros para substituir a Fundação. Não podemos negar que a Fundação tem expertise e competência. Ainda, é preciso lembrar que a FUABC assinou TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público, reafirmando seu compromisso com as boas práticas e com o cumprimento das leis. Torço para que tudo dê certo para a população de Mauá, mas é preciso selecionar bem os próximos parceiros, afinal com saúde não se brinca.
Roberto Canavezzi
São Caetano

Salsicha
Infelizmente, para quem conheceu e consumia, Salsichas Huber não existe mais. Enquanto tantos produtos industrializados de péssima qualidade, alimentícios, de higiene pessoal e de utilidades domésticas – verdadeiras porcarias – são produzidos e comercializados, inclusive com aprovação da Anvisa e selo do Inmetro, a saudável e melhor salsicha do Brasil, produzida por alemães e ultimamente por japoneses, em São Bernardo, desde os anos 1970, encerrou atividades devido a pesados encargos. Desde as Diretas Já! o Brasil se tornou o paraíso dos safados. Em mãos de políticos corruptos e de sanguessugas da Nação, que ganham muito, trabalham em benefício próprio, enchem-se de privilégios e negociam propinas. O que não presta continua e o que é bom e tem qualidade está fadado a cair pelo caminho. Esta democracia nos tirou escolas, hospitais, segurança e muito mais, mas garante bilhões para o fundo partidário. Continuando com eles no poder, certamente ficaremos ainda pior. Fora com esses parasitas!
Nilson Martins Altran
São Caetano

Ética política
Notícia neste Diário mostra a diferença de qualidade de expressão e de preparo político de presidentes do Brasil (Política, dia 2). O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se manifesta contrário a eventual impeachment de Bolsonaro, entendendo que o que a Nação necessita é de tranquilidade para desenvolver ações necessárias ao progresso e à defesa do Estado. Ele, responsável por oito dos mais desafiadores anos de governo, nos quais venceu a inflação e o isolacionismo econômico a que o País era submetido naquela época, sabe muito bem da necessidade de silêncio e diálogo para criar mecanismos adequados à superação das crises de qualquer país. Ao contrário do atual presidente e sua equipe, desastrados ao falar e ao agir, soube na sua época superar o slogan petista ‘Fora, FHC’, sem ameaçar, denegrir ou ridicularizar a oposição. Como salário da ética de seu proceder, o atual fala de ‘últimos 30 anos de petismo e comunismo’, qualificando, assim, por igual, todos os governos civis após a ditadura, inclusive os anos de FHC. Mais uma fala desastrada.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Talento tipo exportação
Não pude conter minha satisfação ao ler a notícia de que a maestrina andreense Natália Larangeira passou em concurso internacional e vai auxiliar o maestro Enrique Arturo Diemecke na regência da renomada Orquestra Filarmônica de Buenos Aires (Cultura&Lazer, ontem). Muito orgulho de saber que o Brasil não exporta só jogador de futebol!
Edvaldo Vassaz
Santo André



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Como derrotar as 'fake news'

Do Diário do Grande ABC

05/03/2020 | 15:56


Artigo 

Ao longo de mais de uma década e meia exercendo a profissão de jornalista entre estágios e trabalhos efetivos em jornais, revistas, agências e setor público, presenciei diversas e naturais transformações do jornalismo e principalmente da forma com que o público consome e absorve as notícias.
Obviamente com a expansão da internet, o boom das redes sociais (e com isso a democratização da produção de conteúdo) e a criação de novas ferramentas de comunicação e compartilhamento de informações foi inevitável a exploração por diferentes setores e interesses dos velhos boatos, hoje mais profissionalizados, estruturados e com novo nome: fake news.
A grande pergunta que diversos setores da sociedade (incluindo nós, profissionais de comunicação) se fazem é: como combater a onda de notícias falsas que podem gerar pânico, induzir ao erro e até alterar resultados eleitorais?
Evidentemente que este artigo não trará a resposta definitiva e nem a solução final para essa celeuma, mas existem, sim, formas de amenizar e enfraquecer a boataria que tanto prejudica e desinforma. Uma delas é a obtenção de conteúdo jornalístico de veículos corretos, estabelecidos e com profissionais gabaritados. Independentemente da mídia. Seja internet, jornal, televisão, rádio, o que for.
Acredite, os meios de comunicação ditos ‘tradicionais’ executam processo seletivo rigoroso na contratação de seus funcionários e os jornalistas que lá trabalham contam com experiência, vivência e credibilidade. É o caso deste Diário, publicação com mais de meio século de existência. É necessário sempre desconfiar de conteúdo recebido via WhatsApp ou de outra rede social com informações que beiram o surreal, mas que geralmente corroboram com o que você pensa (na política isso acontece muito), o que lhe induz a comprar fake por real. Geralmente esses vídeos ou imagens são produzidas de forma amadora com o objetivo de chamar a atenção, letras garrafais, fotos espalhafatosas e títulos provocativos.
No setor público infelizmente são comuns as notícias falsas com as características acima. Um grupo político, por exemplo, plantando boataria de que um adversário não pode ser candidato, sendo que ele pode, que estaria cassado, sendo que não está, ou que um governante teria feito ou falado tal coisa que na verdade não disse. Um verdadeiro vale-tudo. Até mesmo enganar a população.
As fake news têm prazo de validade curtíssimo e quanto mais esclarecimentos houver, menos elas vão perdurar. A vacina contra elas é exercer a cidadania e o direito à pluralidade de informação em sua plenitude. Leia de diversas fontes, questione, cheque e pesquise.

Caio Bruno é jornalista, pós-graduado em Comunicação e especialista em Marketing Político.

Palavra do Leitor

Mauá e FUABC
Acompanho, por meio deste Diário, as discordâncias entre a Prefeitura de Mauá e a FUABC (Fundação do ABC), que gerencia as unidades de saúde na cidade, estando sob sua responsabilidade operação, contratação e admissão de pessoal, e a terceirização de serviços, trabalho prestado também a outras prefeituras. A prefeita interina de Mauá tentou romper o contrato com a Fundação de forma unilateral, contudo, por intervenção do Ministério Público, ela não logrou êxito e a Fundação continuou prestando serviços à cidade. Apesar de acompanhar, não conheço os detalhes que motivaram a Prefeitura a romper o contrato com a FUABC, mas me preocupo com o fato de se selecionar novos parceiros para substituir a Fundação. Não podemos negar que a Fundação tem expertise e competência. Ainda, é preciso lembrar que a FUABC assinou TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público, reafirmando seu compromisso com as boas práticas e com o cumprimento das leis. Torço para que tudo dê certo para a população de Mauá, mas é preciso selecionar bem os próximos parceiros, afinal com saúde não se brinca.
Roberto Canavezzi
São Caetano

Salsicha
Infelizmente, para quem conheceu e consumia, Salsichas Huber não existe mais. Enquanto tantos produtos industrializados de péssima qualidade, alimentícios, de higiene pessoal e de utilidades domésticas – verdadeiras porcarias – são produzidos e comercializados, inclusive com aprovação da Anvisa e selo do Inmetro, a saudável e melhor salsicha do Brasil, produzida por alemães e ultimamente por japoneses, em São Bernardo, desde os anos 1970, encerrou atividades devido a pesados encargos. Desde as Diretas Já! o Brasil se tornou o paraíso dos safados. Em mãos de políticos corruptos e de sanguessugas da Nação, que ganham muito, trabalham em benefício próprio, enchem-se de privilégios e negociam propinas. O que não presta continua e o que é bom e tem qualidade está fadado a cair pelo caminho. Esta democracia nos tirou escolas, hospitais, segurança e muito mais, mas garante bilhões para o fundo partidário. Continuando com eles no poder, certamente ficaremos ainda pior. Fora com esses parasitas!
Nilson Martins Altran
São Caetano

Ética política
Notícia neste Diário mostra a diferença de qualidade de expressão e de preparo político de presidentes do Brasil (Política, dia 2). O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se manifesta contrário a eventual impeachment de Bolsonaro, entendendo que o que a Nação necessita é de tranquilidade para desenvolver ações necessárias ao progresso e à defesa do Estado. Ele, responsável por oito dos mais desafiadores anos de governo, nos quais venceu a inflação e o isolacionismo econômico a que o País era submetido naquela época, sabe muito bem da necessidade de silêncio e diálogo para criar mecanismos adequados à superação das crises de qualquer país. Ao contrário do atual presidente e sua equipe, desastrados ao falar e ao agir, soube na sua época superar o slogan petista ‘Fora, FHC’, sem ameaçar, denegrir ou ridicularizar a oposição. Como salário da ética de seu proceder, o atual fala de ‘últimos 30 anos de petismo e comunismo’, qualificando, assim, por igual, todos os governos civis após a ditadura, inclusive os anos de FHC. Mais uma fala desastrada.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Talento tipo exportação
Não pude conter minha satisfação ao ler a notícia de que a maestrina andreense Natália Larangeira passou em concurso internacional e vai auxiliar o maestro Enrique Arturo Diemecke na regência da renomada Orquestra Filarmônica de Buenos Aires (Cultura&Lazer, ontem). Muito orgulho de saber que o Brasil não exporta só jogador de futebol!
Edvaldo Vassaz
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