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Vivas e empoderadas

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Programação do Sesc São Caetano deste mês faz público refletir sobre o feminicídio


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

06/03/2020 | 12:44


Um dos assuntos que mais são noticiados em veículos de comunicação ultimamente é a violência contra a mulher. Até dezembro do ano passado, o Diário registrou, só no Grande ABC, 11 casos de feminicídio (agravante para homicídio, quando o crime envolve violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher). Ao menos três dos assassinos já tinham histórico de violência contra as vítimas mortas ou outras mulheres.

Como visto, o tema é grave e tem urgência em ser discutido e combatido. Tanto que inspirou o projeto Vivas, que tem início hoje no Sesc São Caetano (Rua Piauí, 554) e segue até o fim do mês. A ideia, segundo a técnica de programação da unidade Adriana Rachman, é pensar a questão do feminicídio pelo viés das artes cênicas. “Nós mostramos com os espetáculos como essa questão trágica social do Brasil contemporâneo está sendo abordada pelo teatro, pelo circo e em diferentes estéticas e propostas, o que promove a reflexão”, explica. Os ingressos custam a partir de R$ 9 em www.sescsp.org.br..

O primeiro espetáculo, apresentado hoje, às 20h, será A Tenda, encenado pelo circo Di SóLadies. Nele, três palhaças fogem de uma época de trevas e perigos constantes que atentavam contra a vida das mulheres. Nessa viagem no tempo elas se conectam e descobrem novas formas de fazer rir.
Já no dia 13, também às 20h, haverá a leitura dramática de Na Cama de Zuleika, do mauaense Sergio Pires. “São três homens que cumpriram pena por feminicídio e para um momento de conversa e reflexão do que fizeram”, ressalta Adriana.

A programação é retomada no dia 17, às 19h30, com o lançamento do documentário inspirado na peça A CobraDORa, da Zózima Trupe, e seguido de bate-papo com a dramaturga Claudia Barral, a atriz Maria Alencar, o crítico teatral Amilton de Azevedo e a produtora Tati Lustoza.

A própria trupe, que sempre se apresentou dentro do transporte coletivo e inspirou o documentário, subirá ao palco pela primeira vez no dia 20, às 20h, para encenar a peça, que conta a história de Dolores, que trabalha como cobradora e é insubmissa. Cobra seu direito pela dignidade, igualdade e justiça.
No dia 26, às 19h30, Eurico de Marcos Jardim, mediador do projeto E Agora José, grupo socioeducativo de responsabilização de homens agressores de mulheres, juntamente com os dramaturgos Sérgio Pires e Adélia Nicolete, mediarão o bate-papo Masculinidades Possíveis. A ideia é discutir como os homens devem agir para não compactuar com situações de misoginia.

E, por fim, no dia 27, às 20h, Adélia Nicolete, que é de Ribeirão Pires, encenará Futebol Arte, espetáculo que se passa durante um dia em que homens que lincharam uma travesti vão depor sobre o crime. A vítima, conhecida de todos, foi assassinada durante uma final de campeonato, em um bar.
 



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Vivas e empoderadas

Programação do Sesc São Caetano deste mês faz público refletir sobre o feminicídio

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

06/03/2020 | 12:44


Um dos assuntos que mais são noticiados em veículos de comunicação ultimamente é a violência contra a mulher. Até dezembro do ano passado, o Diário registrou, só no Grande ABC, 11 casos de feminicídio (agravante para homicídio, quando o crime envolve violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher). Ao menos três dos assassinos já tinham histórico de violência contra as vítimas mortas ou outras mulheres.

Como visto, o tema é grave e tem urgência em ser discutido e combatido. Tanto que inspirou o projeto Vivas, que tem início hoje no Sesc São Caetano (Rua Piauí, 554) e segue até o fim do mês. A ideia, segundo a técnica de programação da unidade Adriana Rachman, é pensar a questão do feminicídio pelo viés das artes cênicas. “Nós mostramos com os espetáculos como essa questão trágica social do Brasil contemporâneo está sendo abordada pelo teatro, pelo circo e em diferentes estéticas e propostas, o que promove a reflexão”, explica. Os ingressos custam a partir de R$ 9 em www.sescsp.org.br..

O primeiro espetáculo, apresentado hoje, às 20h, será A Tenda, encenado pelo circo Di SóLadies. Nele, três palhaças fogem de uma época de trevas e perigos constantes que atentavam contra a vida das mulheres. Nessa viagem no tempo elas se conectam e descobrem novas formas de fazer rir.
Já no dia 13, também às 20h, haverá a leitura dramática de Na Cama de Zuleika, do mauaense Sergio Pires. “São três homens que cumpriram pena por feminicídio e para um momento de conversa e reflexão do que fizeram”, ressalta Adriana.

A programação é retomada no dia 17, às 19h30, com o lançamento do documentário inspirado na peça A CobraDORa, da Zózima Trupe, e seguido de bate-papo com a dramaturga Claudia Barral, a atriz Maria Alencar, o crítico teatral Amilton de Azevedo e a produtora Tati Lustoza.

A própria trupe, que sempre se apresentou dentro do transporte coletivo e inspirou o documentário, subirá ao palco pela primeira vez no dia 20, às 20h, para encenar a peça, que conta a história de Dolores, que trabalha como cobradora e é insubmissa. Cobra seu direito pela dignidade, igualdade e justiça.
No dia 26, às 19h30, Eurico de Marcos Jardim, mediador do projeto E Agora José, grupo socioeducativo de responsabilização de homens agressores de mulheres, juntamente com os dramaturgos Sérgio Pires e Adélia Nicolete, mediarão o bate-papo Masculinidades Possíveis. A ideia é discutir como os homens devem agir para não compactuar com situações de misoginia.

E, por fim, no dia 27, às 20h, Adélia Nicolete, que é de Ribeirão Pires, encenará Futebol Arte, espetáculo que se passa durante um dia em que homens que lincharam uma travesti vão depor sobre o crime. A vítima, conhecida de todos, foi assassinada durante uma final de campeonato, em um bar.
 

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