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USCS testa robô para realização de cirurgias

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tecnologia inédita faz procedimento por endoscopia; instituição será polo de treinamento


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

03/03/2020 | 23:55


Profissionais da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) realizaram, na tarde de ontem, a primeira cirurgia robótica experimental via colonoscopia e endoscopia digestiva, para procedimentos direcionados às cirurgias bariátricas, retirada de tumores do intestino e estômago. Assim, a universidade se torna polo de treinamento para cirurgiões e endoscopistas de todo o País se especializarem na técnica.

A iniciativa é realizada em parceria com a universidade norte-americana McGovern Medical School at UTHealth, da cidade de Houston, que procurou os pesquisadores da região para trazer o equipamento ao Brasil, por meio da empresa ColubrisMx, também dos Estados Unidos, que produz o maquinário. A pesquisa conta com auxílio da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC).

A cirurgia foi realizada, pela primeira vez, em um ser vivo, no caso, um porco, e durou pelo menos três horas. A técnica empregada conta com três equipamentos, sendo uma estação de controle a distância, uma estação de monitoramento interno da cirurgia e o robô que entra em contato com o paciente.

“A primeira fase, já realizada, foi feita em uma maquete e a segunda, agora, com o animal. Todas essas etapas são fundamentais para um projeto de pesquisa seguro e que chegue com eficiência e qualidade aos pacientes e também aos profissionais que vão executar a técnica”, destaca o gestor do curso de medicina da USCS, João Carlos Bizário. Segundo ele, a terceira etapa realiza os testes em seres humanos e deverá ocorrer em aproximadamente 20 dias, no Complexo Hospitalar Marcia e Maria Braido, no bairro Santa Paula, em São Caetano.

O teste na universidade contou com o auxílio de aproximadamente 15 profissionais, mas o objetivo é que, no futuro, poucas pessoas realizem a técnica na prática. “No teste, toda a equipe trabalha para garantir que tudo saia conforme o planejado. Porém, depois, a cirurgia é realizada apenas pelo médico na estação de controle a distância”, avalia Bizário.

Professores da FMABC, Eduardo Grecco e Manoel Galvão Neto também participaram do procedimento, ao lado do gestor adjunto do curso de medicina da USCS, Enrico Andrade, que destaca outras características da cirurgia robótica. “Se o paciente está com um tumor no intestino, por exemplo, ao invés de realizar uma cirurgia aberta e tirar o segmento, o robô, através da endoscopia, consegue ressecar esse tumor e com os dois manípulos (hastes), consegue dar o ponto que precisa no local, como se fosse uma mão humana”, explica.

Enrico Andrade também explica que o procedimento é menos invasivo que cirurgia comum. “A atenção é a mesma, até porque o paciente sai de um procedimento cirúgico, mas a cirurgia em si é mais tranquila, pois tudo será realizado por meio de uma endoscopia”, avalia.

“Atualmente já existem robôs cirúgicos, porém, com as pinças separadas. Uma (pinça) fura o umbigo e as demais, as laterais. Diferentemente desse procedimento, pelo qual os manípulos entram juntos e, no local necessário da cirurgia, eles se abrem, e por isso o conforto é maior ao paciente”, finaliza Andrade. 



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USCS testa robô para realização de cirurgias

Tecnologia inédita faz procedimento por endoscopia; instituição será polo de treinamento

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

03/03/2020 | 23:55


Profissionais da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) realizaram, na tarde de ontem, a primeira cirurgia robótica experimental via colonoscopia e endoscopia digestiva, para procedimentos direcionados às cirurgias bariátricas, retirada de tumores do intestino e estômago. Assim, a universidade se torna polo de treinamento para cirurgiões e endoscopistas de todo o País se especializarem na técnica.

A iniciativa é realizada em parceria com a universidade norte-americana McGovern Medical School at UTHealth, da cidade de Houston, que procurou os pesquisadores da região para trazer o equipamento ao Brasil, por meio da empresa ColubrisMx, também dos Estados Unidos, que produz o maquinário. A pesquisa conta com auxílio da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC).

A cirurgia foi realizada, pela primeira vez, em um ser vivo, no caso, um porco, e durou pelo menos três horas. A técnica empregada conta com três equipamentos, sendo uma estação de controle a distância, uma estação de monitoramento interno da cirurgia e o robô que entra em contato com o paciente.

“A primeira fase, já realizada, foi feita em uma maquete e a segunda, agora, com o animal. Todas essas etapas são fundamentais para um projeto de pesquisa seguro e que chegue com eficiência e qualidade aos pacientes e também aos profissionais que vão executar a técnica”, destaca o gestor do curso de medicina da USCS, João Carlos Bizário. Segundo ele, a terceira etapa realiza os testes em seres humanos e deverá ocorrer em aproximadamente 20 dias, no Complexo Hospitalar Marcia e Maria Braido, no bairro Santa Paula, em São Caetano.

O teste na universidade contou com o auxílio de aproximadamente 15 profissionais, mas o objetivo é que, no futuro, poucas pessoas realizem a técnica na prática. “No teste, toda a equipe trabalha para garantir que tudo saia conforme o planejado. Porém, depois, a cirurgia é realizada apenas pelo médico na estação de controle a distância”, avalia Bizário.

Professores da FMABC, Eduardo Grecco e Manoel Galvão Neto também participaram do procedimento, ao lado do gestor adjunto do curso de medicina da USCS, Enrico Andrade, que destaca outras características da cirurgia robótica. “Se o paciente está com um tumor no intestino, por exemplo, ao invés de realizar uma cirurgia aberta e tirar o segmento, o robô, através da endoscopia, consegue ressecar esse tumor e com os dois manípulos (hastes), consegue dar o ponto que precisa no local, como se fosse uma mão humana”, explica.

Enrico Andrade também explica que o procedimento é menos invasivo que cirurgia comum. “A atenção é a mesma, até porque o paciente sai de um procedimento cirúgico, mas a cirurgia em si é mais tranquila, pois tudo será realizado por meio de uma endoscopia”, avalia.

“Atualmente já existem robôs cirúgicos, porém, com as pinças separadas. Uma (pinça) fura o umbigo e as demais, as laterais. Diferentemente desse procedimento, pelo qual os manípulos entram juntos e, no local necessário da cirurgia, eles se abrem, e por isso o conforto é maior ao paciente”, finaliza Andrade. 

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