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Falha contábil amplia queda nas ações da CVC, já reduzidas à metade

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Títulos da operadora de turismo, vendidos a R$ 44,71 em janeiro, fecharam o dia a R$ 23


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

02/03/2020 | 23:30


As ações da CVC Corp, que tem sua sede em Santo André, despencaram neste ano, e a tendência é de aumento da queda depois que a empresa admitiu falhas contábeis em demonstrações financeiras do ano passado.

Os papéis da operadora de turismo iniciaram 2019 comercializados a R$ 44,71. Ontem, fecharam o dia a R$ 23 – com queda de 10,61%, o que representou a maior baixa dentre todas as empresas listadas na B3. A queda no período foi de 48,5% nas ações, ou seja, quase metade do valor. O abismo é ainda maior quando a comparação é feita com janeiro de 2019. À época, os títulos da CVC Corp valiam R$ 59,95 – a redução para a última cotação é de 61,6%.

O valor de mercado da companhia no fim do pregão de ontem era de R$ 3,435 bilhões. No último pregão da B3 de 2019, a firma andreense valia R$ 6,534 bilhões.

O cenário do ano passado foi puxado por derrotas comerciais e jurídicas da empresa, entre elas a crescente histórica do dólar nos últimos anos (a moeda norte-americana fechou ontem a R$ 4,47), aumento da concorrência (em especial com a mudança na comercialização dos pacotes pela popularização da internet), quebra da Avianca (a companhia aérea era uma das principais parceiras da operadora) e a possibilidade real de revés em um processo no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) sobre recolhimento de impostos

Neste ano, as ações estavam em baixa, além do fator dólar, pela propagação do coronavírus (inicialmente na China e que vem derrubando o cenário econômico mundial), que, como consequência, fez reduzir o fluxo turístico no mundo. A admissão da falha contábil tende a piorar o quadro.

Em fato relevante divulgado na sexta-feira, a companhia falou sobre a questão. Indícios apontam erros na contabilização de valores transferidos aos fornecedores de serviços turísticos referentes às receitas própria.

“Em uma avaliação preliminar, estima-se que o impacto potencial acumulado dos referidos ajustes na receita líquida de vendas da companhia seja da ordem de R$ 250 milhões, considerando os exercícios sociais de 2015 a 2019”, informou o documento destinado aos investidores, no qual a CVC salientou que o montante não deve impactar a geração e os saldos de caixa.

Para o economista Gustavo Bertotti, o fato é preocupante e o mercado reagiu de forma negativa. “Vejo que isso vai gerar impacto no últimos exercício, mas, principalmente, nas projeções futuras. Visto que a empresa já vem perdendo receita nos últimos anos”, disse ele, destacando que a tendência é perder ainda mais valor do mercado pelos fatores dólar e coronavírus.

Economista e coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero analisou que mesmo com a perda de valores por causa da oscilação de ações, a CVC Corp é uma empresa robusta. “Reconhecer que houve um erro, do ponto de vista contábil, é algo recomendado para as empresas que tenham ações em bolsa. A transparência é o item mais importante para empresas com capital aberto. Eu acredito que não seja razão para preocupação para os clientes ou pata a região e acredito que a empresa siga a sua trajetória como um dos principais players de turismo”, afirmou.  



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Falha contábil amplia queda nas ações da CVC, já reduzidas à metade

Títulos da operadora de turismo, vendidos a R$ 44,71 em janeiro, fecharam o dia a R$ 23

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

02/03/2020 | 23:30


As ações da CVC Corp, que tem sua sede em Santo André, despencaram neste ano, e a tendência é de aumento da queda depois que a empresa admitiu falhas contábeis em demonstrações financeiras do ano passado.

Os papéis da operadora de turismo iniciaram 2019 comercializados a R$ 44,71. Ontem, fecharam o dia a R$ 23 – com queda de 10,61%, o que representou a maior baixa dentre todas as empresas listadas na B3. A queda no período foi de 48,5% nas ações, ou seja, quase metade do valor. O abismo é ainda maior quando a comparação é feita com janeiro de 2019. À época, os títulos da CVC Corp valiam R$ 59,95 – a redução para a última cotação é de 61,6%.

O valor de mercado da companhia no fim do pregão de ontem era de R$ 3,435 bilhões. No último pregão da B3 de 2019, a firma andreense valia R$ 6,534 bilhões.

O cenário do ano passado foi puxado por derrotas comerciais e jurídicas da empresa, entre elas a crescente histórica do dólar nos últimos anos (a moeda norte-americana fechou ontem a R$ 4,47), aumento da concorrência (em especial com a mudança na comercialização dos pacotes pela popularização da internet), quebra da Avianca (a companhia aérea era uma das principais parceiras da operadora) e a possibilidade real de revés em um processo no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) sobre recolhimento de impostos

Neste ano, as ações estavam em baixa, além do fator dólar, pela propagação do coronavírus (inicialmente na China e que vem derrubando o cenário econômico mundial), que, como consequência, fez reduzir o fluxo turístico no mundo. A admissão da falha contábil tende a piorar o quadro.

Em fato relevante divulgado na sexta-feira, a companhia falou sobre a questão. Indícios apontam erros na contabilização de valores transferidos aos fornecedores de serviços turísticos referentes às receitas própria.

“Em uma avaliação preliminar, estima-se que o impacto potencial acumulado dos referidos ajustes na receita líquida de vendas da companhia seja da ordem de R$ 250 milhões, considerando os exercícios sociais de 2015 a 2019”, informou o documento destinado aos investidores, no qual a CVC salientou que o montante não deve impactar a geração e os saldos de caixa.

Para o economista Gustavo Bertotti, o fato é preocupante e o mercado reagiu de forma negativa. “Vejo que isso vai gerar impacto no últimos exercício, mas, principalmente, nas projeções futuras. Visto que a empresa já vem perdendo receita nos últimos anos”, disse ele, destacando que a tendência é perder ainda mais valor do mercado pelos fatores dólar e coronavírus.

Economista e coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero analisou que mesmo com a perda de valores por causa da oscilação de ações, a CVC Corp é uma empresa robusta. “Reconhecer que houve um erro, do ponto de vista contábil, é algo recomendado para as empresas que tenham ações em bolsa. A transparência é o item mais importante para empresas com capital aberto. Eu acredito que não seja razão para preocupação para os clientes ou pata a região e acredito que a empresa siga a sua trajetória como um dos principais players de turismo”, afirmou.  

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