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A advocacia 4.0


Do Diário do Grande ABC

02/03/2020 | 23:59


A primeira revolução industrial mobilizou a mecanização da produção usando água e energia a vapor. A segunda revolução industrial, então, introduziu a produção em massa com a ajuda da energia elétrica. A terceira surgiu da mudança de sistemas analógicos e mecânicos para sistemas digitais, resultado direto do enorme desenvolvimento em computadores e tecnologia da informação e comunicação. A indústria 4.0 ou ‘quarta revolução industrial’, está transformando a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com o mundo. Universo jurídico vem vivenciando mudanças com a vasta tecnologia e todos os dias está rompendo barreiras da era 4.0! Marco importante dentro do Poder Judiciário foi a transformação dos processos de papel para os sistemas de processos eletrônicos.

Com a base no sistema informatizado, a inteligência artificial trouxe aos departamentos jurídicos condições do gerenciamento e gestão mais eficiente, como na coleta e armazenamento de informações, no tratamento de dados, acompanhamento de prazos, audiências e elaboração de relatórios. Revolução abrange também recursos mais complexos, como inteligência artificial, jurimetria e big data, inovações que estão sendo estudadas e adotadas pelo mundo jurídico. Os departamentos devem estar preparados, com profissionais capacitados para a tecnologia utilizada, aliada para eliminar trabalhos repetitivos, trazer segurança e qualidade nos serviços. A revolução 4.0 é convite inegável para que a advocacia se mantenha reinventando, inovando e oferecendo serviços jurídicos de alta qualidade.

Com relação ao advogado 4.0, ele já está inserido no mundo moderno do direito, vê a tecnologia como aliada, conhece e utiliza as ferramentas digitais para dinamizar sua atuação profissional. Para manter-se atualizado sobre as inovações, se atualiza e se capacita no direito digital, em novas tecnologias e a automação das atividades, utiliza plataformas jurídicas on-line, realiza assinaturas digitais, contrata correspondentes jurídicos por meio de sites especializados, participa de reuniões via conferência on-line, entre outras atividades. Os escritórios e departamentos jurídicos inseridos na revolução 4.0 investem em tecnologia e softwares jurídicos, seus profissionais são dinâmicos e dispostos a desenvolver competências para trabalhar com as inovações. Trabalham com demandas mais elaboradas, se comprometem a realizar atendimentos dinâmicos pelo uso de meios eletrônicos. Estão no rumo correto, assim como os profissionais do direito, que devem aderir à advocacia 4.0, se preparar para as ferramentas e tendências de novo mercado.
Luzia Neves de Azevedo é advogada integrante do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen e Longo Advogados Associados, pós-graduada em direito processual cível, em direito empresarial e em direito do trabalho e processual do trabalho.

PALAVRA DO LEITOR


Inacreditável
Enquanto se lê na coluna <CF51>Memória</CF>, de Ademir Medici, que em 25 de fevereiro de 1935, há 85 anos, o nosso ribeirão-pirense Felício Laurito, então prefeito de Santo André, baixava o ato número 132, que criava escola profissionalizante, a atual Júlio de Mesquita, o Sesi declara que irá acabar com a unidade escolar em Ribeirão Pires por questão de espaço (Setecidades, dia 26). A nova escola seria erguida no antigo Moinho de Trigo, mas, graças aos entraves burocráticos com o Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), o Sesi (Serviço Social da Indústria) desistiu de construir a unidade escolar. O prédio em questão abrigou por muitos anos moinho e refino de sal e está totalmente corroído pelo efeito do salitre. Para ter ideia do abandono, vândalos picharam a chaminé, que poderia ser preservada como marco histórico. Em breve não teremos prédio nem chaminé. Lamentável. Sic transit gloria mundi (assim transita a glória do mundo).
Octavio David Filho
Ribeirão Pires

Mito ou verdade?
Dizem os entendidos que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval. Período institucionalizado pelos colonizadores católicos que ‘pegou’ por aqui com mais força do que em sua origem europeia. É curioso que dentre tantas características dos nossos antepassados da Europa, justamente essa tenha se entrelaçado com tamanha intensidade na vida do brasileiro, enquanto outras, como pontualidade, compromisso social, apego ao trabalho e cuidado com o que é público, sempre deixaram a desejar aqui para esses lados do Atlântico. Criado pela imprensa do Rio de Janeiro, então capital da República, no início do século passado, o Rei Momo é figura folclórica baseada em similar europeu do século XVI, a quem a cidade seria entregue. Esse ‘monarca’ autoriza a desordem e a desobediência às convenções sociais. Dessa forma, o brasileiro se sente ‘autorizado’ a adotar comportamento promíscuo, com apelo exagerado para a sensualidade e o sexo casual com desconhecidos, além do consumo excessivo de álcool e de outras drogas.
Turíbio Liberatto
São Caetano

Coronavírus
Achei interessante o paciente de 61 anos que teve confirmado caso positivo de Covid-19 (coronavírus) no Brasil ter sido liberado pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após os exames comprovarem a doença, e orientado a permanecer em quarentena em sua própria residência (Setecidades, dia 27). O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, alegou que manter paciente com a doença comprovada em hospital poderia colocar em risco outros pacientes. Será que no Albert Einsten não tem área de isolamento? O infectologista David Uip também não soube responder com clareza. Será que se fosse senador, ministro, presidente da República ou grande empresário que tivesse sido ali atendido e comprovada essa doença, que só na China já matou 2.744 pessoas, seria liberado para permanecer isolado em casa?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Não se iluda!
Em ano eleitoral, se o povo começar a se iludir e cair no ‘canto da sereia’ – nas propostas dos candidatos em dar reajuste alegando defasagem salarial, ou aumentar o número de funcionários públicos para melhor servir à população – será pura hipocrisia. E podem ter absoluta certeza que continuaremos comendo o pão que o diabo amassou. Portanto, pensem e reflitam, porque, perante às urnas, antes de apertar a tecla ‘confirma’, esses poucos minutos de euforia podem se tornar quatro anos de pesadelo. Sempre alerta, Brasil.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Manada
Efeito manada é o termo usado para descrever situações em que indivíduos em grupo reagem todos da mesma forma, embora não exista direção planejada. É fenômeno social onde cada um decide imitar a decisão de outros, supostamente mais bem informados, ou seguir a maioria. Exemplo na área econômica foi notícia sobre as ações da Petrobras em 2015. De acordo com a reportagem, a estatal teve aumento em suas ações, mesmo não havendo provas de aumento da produção ou da distribuição de combustível. Outro exemplo, agora na área social, foi experiência denominada ‘Terceira Onda’, realizada com sucesso em 1967 e retratada com maestria pelo cineasta Dennis Gansel no filme A Onda, onde demonstra ser possível manipular multidões facilmente. Atualmente esse fenômeno ocorre no caso do coronavírus, que, infinitamente menos perigoso que a dengue, como nos mostram as estatísticas, faz com que parte da mídia supostamente bem informada, ou mal-intencionada, cause pânico desnecessário no povo fazendo-o agir como manada.
Vanderlei A. Retondo
Santo André 



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A advocacia 4.0

Do Diário do Grande ABC

02/03/2020 | 23:59


A primeira revolução industrial mobilizou a mecanização da produção usando água e energia a vapor. A segunda revolução industrial, então, introduziu a produção em massa com a ajuda da energia elétrica. A terceira surgiu da mudança de sistemas analógicos e mecânicos para sistemas digitais, resultado direto do enorme desenvolvimento em computadores e tecnologia da informação e comunicação. A indústria 4.0 ou ‘quarta revolução industrial’, está transformando a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com o mundo. Universo jurídico vem vivenciando mudanças com a vasta tecnologia e todos os dias está rompendo barreiras da era 4.0! Marco importante dentro do Poder Judiciário foi a transformação dos processos de papel para os sistemas de processos eletrônicos.

Com a base no sistema informatizado, a inteligência artificial trouxe aos departamentos jurídicos condições do gerenciamento e gestão mais eficiente, como na coleta e armazenamento de informações, no tratamento de dados, acompanhamento de prazos, audiências e elaboração de relatórios. Revolução abrange também recursos mais complexos, como inteligência artificial, jurimetria e big data, inovações que estão sendo estudadas e adotadas pelo mundo jurídico. Os departamentos devem estar preparados, com profissionais capacitados para a tecnologia utilizada, aliada para eliminar trabalhos repetitivos, trazer segurança e qualidade nos serviços. A revolução 4.0 é convite inegável para que a advocacia se mantenha reinventando, inovando e oferecendo serviços jurídicos de alta qualidade.

Com relação ao advogado 4.0, ele já está inserido no mundo moderno do direito, vê a tecnologia como aliada, conhece e utiliza as ferramentas digitais para dinamizar sua atuação profissional. Para manter-se atualizado sobre as inovações, se atualiza e se capacita no direito digital, em novas tecnologias e a automação das atividades, utiliza plataformas jurídicas on-line, realiza assinaturas digitais, contrata correspondentes jurídicos por meio de sites especializados, participa de reuniões via conferência on-line, entre outras atividades. Os escritórios e departamentos jurídicos inseridos na revolução 4.0 investem em tecnologia e softwares jurídicos, seus profissionais são dinâmicos e dispostos a desenvolver competências para trabalhar com as inovações. Trabalham com demandas mais elaboradas, se comprometem a realizar atendimentos dinâmicos pelo uso de meios eletrônicos. Estão no rumo correto, assim como os profissionais do direito, que devem aderir à advocacia 4.0, se preparar para as ferramentas e tendências de novo mercado.
Luzia Neves de Azevedo é advogada integrante do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen e Longo Advogados Associados, pós-graduada em direito processual cível, em direito empresarial e em direito do trabalho e processual do trabalho.

PALAVRA DO LEITOR


Inacreditável
Enquanto se lê na coluna <CF51>Memória</CF>, de Ademir Medici, que em 25 de fevereiro de 1935, há 85 anos, o nosso ribeirão-pirense Felício Laurito, então prefeito de Santo André, baixava o ato número 132, que criava escola profissionalizante, a atual Júlio de Mesquita, o Sesi declara que irá acabar com a unidade escolar em Ribeirão Pires por questão de espaço (Setecidades, dia 26). A nova escola seria erguida no antigo Moinho de Trigo, mas, graças aos entraves burocráticos com o Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), o Sesi (Serviço Social da Indústria) desistiu de construir a unidade escolar. O prédio em questão abrigou por muitos anos moinho e refino de sal e está totalmente corroído pelo efeito do salitre. Para ter ideia do abandono, vândalos picharam a chaminé, que poderia ser preservada como marco histórico. Em breve não teremos prédio nem chaminé. Lamentável. Sic transit gloria mundi (assim transita a glória do mundo).
Octavio David Filho
Ribeirão Pires

Mito ou verdade?
Dizem os entendidos que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval. Período institucionalizado pelos colonizadores católicos que ‘pegou’ por aqui com mais força do que em sua origem europeia. É curioso que dentre tantas características dos nossos antepassados da Europa, justamente essa tenha se entrelaçado com tamanha intensidade na vida do brasileiro, enquanto outras, como pontualidade, compromisso social, apego ao trabalho e cuidado com o que é público, sempre deixaram a desejar aqui para esses lados do Atlântico. Criado pela imprensa do Rio de Janeiro, então capital da República, no início do século passado, o Rei Momo é figura folclórica baseada em similar europeu do século XVI, a quem a cidade seria entregue. Esse ‘monarca’ autoriza a desordem e a desobediência às convenções sociais. Dessa forma, o brasileiro se sente ‘autorizado’ a adotar comportamento promíscuo, com apelo exagerado para a sensualidade e o sexo casual com desconhecidos, além do consumo excessivo de álcool e de outras drogas.
Turíbio Liberatto
São Caetano

Coronavírus
Achei interessante o paciente de 61 anos que teve confirmado caso positivo de Covid-19 (coronavírus) no Brasil ter sido liberado pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após os exames comprovarem a doença, e orientado a permanecer em quarentena em sua própria residência (Setecidades, dia 27). O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, alegou que manter paciente com a doença comprovada em hospital poderia colocar em risco outros pacientes. Será que no Albert Einsten não tem área de isolamento? O infectologista David Uip também não soube responder com clareza. Será que se fosse senador, ministro, presidente da República ou grande empresário que tivesse sido ali atendido e comprovada essa doença, que só na China já matou 2.744 pessoas, seria liberado para permanecer isolado em casa?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Não se iluda!
Em ano eleitoral, se o povo começar a se iludir e cair no ‘canto da sereia’ – nas propostas dos candidatos em dar reajuste alegando defasagem salarial, ou aumentar o número de funcionários públicos para melhor servir à população – será pura hipocrisia. E podem ter absoluta certeza que continuaremos comendo o pão que o diabo amassou. Portanto, pensem e reflitam, porque, perante às urnas, antes de apertar a tecla ‘confirma’, esses poucos minutos de euforia podem se tornar quatro anos de pesadelo. Sempre alerta, Brasil.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Manada
Efeito manada é o termo usado para descrever situações em que indivíduos em grupo reagem todos da mesma forma, embora não exista direção planejada. É fenômeno social onde cada um decide imitar a decisão de outros, supostamente mais bem informados, ou seguir a maioria. Exemplo na área econômica foi notícia sobre as ações da Petrobras em 2015. De acordo com a reportagem, a estatal teve aumento em suas ações, mesmo não havendo provas de aumento da produção ou da distribuição de combustível. Outro exemplo, agora na área social, foi experiência denominada ‘Terceira Onda’, realizada com sucesso em 1967 e retratada com maestria pelo cineasta Dennis Gansel no filme A Onda, onde demonstra ser possível manipular multidões facilmente. Atualmente esse fenômeno ocorre no caso do coronavírus, que, infinitamente menos perigoso que a dengue, como nos mostram as estatísticas, faz com que parte da mídia supostamente bem informada, ou mal-intencionada, cause pânico desnecessário no povo fazendo-o agir como manada.
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