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Governo atrasa auxílio a 400 pescadores da Billings

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Seguro Defeso é pago de novembro a fevereiro, período em que pesca é proibida; INSS alega que vai realizar força-tarefa


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

02/03/2020 | 23:30


Cerca de 400 pescadores profissionais que atuam na Represa Billings, moradores de São Bernardo, São Paulo e outros municípios, estão sem receber o seguro defeso, auxílio pago pelo governo federal entre os meses de novembro e fevereiro, época em que a pesca é proibida para a preservação das espécies.

De acordo com a presidente da Colônia de Pescadores Z-17-Orlando Feliciano, de São Bernardo, Vanderlea Rochumback, 52 anos, do total de profissionais associados (cerca de 400), apenas quatro (dois de São Bernardo e dois de São Paulo) conseguiram receber o benefício, que corresponde a quatro parcelas no valor de um salário mínimo – R$ 1.045,00.

Vanderlea explicou que no ano passado houve mudança na forma de solicitar os pagamentos. Até então, a colônia reunia a documentação dos profissionais e agendava para cada um deles a visita ao posto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) mais próximo de sua residência para dar entrada no pedido. “Desta vez a gente fez tudo pela internet. Era para ser um pagamento automático, mas já acabou o período, já estamos voltando à pesca e até agora a grande maioria não recebeu”, reclamou a dirigente.

Sem poder pescar e sem receber o auxílio, muitas famílias enfrentam dificuldades para manter as contas pagas. A pescadora Sherley Aparecido Torres, 48, vive da pesca há 26 anos. Sem receber o auxílio defeso, tem feito pequenos bicos e contando com a renda do marido, que trabalha informalmente como pedreiro. “No ano passado também houve atraso e recebemos tudo em março”, lembrou. “É muito difícil, porque temos nossos compromissos”, completou. “Os cobradores estão me ligando e eu tenho pedido paciência, porque só hoje (ontem) voltei a pescar”, comentou.

O pescador Luiz Carlos Lucio dos Reis, 53, também está esperando pelo auxílio. “Todas as contas estão atrasadas. Desde o ano passado a gente está tendo dificuldades para receber”, pontuou.

Vanderleia relatou que tem entrado em contato com as agências de São Bernardo e de São Paulo do INSS, mas que até o momento não souberam informar por que a maior parte dos pagamentos não foi efetuada. “A gente até imaginava que outro pedido pudesse dar algum problema, precisar de documentação adicional, mas não que quase todos os pescadores ficariam nessa situação”, finalizou.

Questionada, a assessoria de imprensa do INSS informou, por meio de nota, que atualmente há 134 requerimentos de seguro defeso pendentes de análise na gerência executiva São Bernardo e que será realizada força-tarefa nesta semana para efetuar a análise destes requerimentos. O INSS não explicou o motivo do atraso nem tratou dos pedidos que estão na agência de São Paulo.

O comunicado destacou que a agência de São Bernardo é a que está geograficamente mais próxima da área de pesca abrangida pela colônia, mas que o pescador pode escolher qualquer agência para processar seu pedido no momento do requerimento. “Havendo a concessão, o pagamento das parcelas retroativas é feito de uma única vez. Acrescentamos que, em todo o Estado de São Paulo, o INSS recebeu, até o momento, 11,2 mil requerimentos de seguro defeso referentes ao ciclo atual (2019-2020). Destes, 7.900 já foram processados.”  



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Governo atrasa auxílio a 400 pescadores da Billings

Seguro Defeso é pago de novembro a fevereiro, período em que pesca é proibida; INSS alega que vai realizar força-tarefa

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

02/03/2020 | 23:30


Cerca de 400 pescadores profissionais que atuam na Represa Billings, moradores de São Bernardo, São Paulo e outros municípios, estão sem receber o seguro defeso, auxílio pago pelo governo federal entre os meses de novembro e fevereiro, época em que a pesca é proibida para a preservação das espécies.

De acordo com a presidente da Colônia de Pescadores Z-17-Orlando Feliciano, de São Bernardo, Vanderlea Rochumback, 52 anos, do total de profissionais associados (cerca de 400), apenas quatro (dois de São Bernardo e dois de São Paulo) conseguiram receber o benefício, que corresponde a quatro parcelas no valor de um salário mínimo – R$ 1.045,00.

Vanderlea explicou que no ano passado houve mudança na forma de solicitar os pagamentos. Até então, a colônia reunia a documentação dos profissionais e agendava para cada um deles a visita ao posto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) mais próximo de sua residência para dar entrada no pedido. “Desta vez a gente fez tudo pela internet. Era para ser um pagamento automático, mas já acabou o período, já estamos voltando à pesca e até agora a grande maioria não recebeu”, reclamou a dirigente.

Sem poder pescar e sem receber o auxílio, muitas famílias enfrentam dificuldades para manter as contas pagas. A pescadora Sherley Aparecido Torres, 48, vive da pesca há 26 anos. Sem receber o auxílio defeso, tem feito pequenos bicos e contando com a renda do marido, que trabalha informalmente como pedreiro. “No ano passado também houve atraso e recebemos tudo em março”, lembrou. “É muito difícil, porque temos nossos compromissos”, completou. “Os cobradores estão me ligando e eu tenho pedido paciência, porque só hoje (ontem) voltei a pescar”, comentou.

O pescador Luiz Carlos Lucio dos Reis, 53, também está esperando pelo auxílio. “Todas as contas estão atrasadas. Desde o ano passado a gente está tendo dificuldades para receber”, pontuou.

Vanderleia relatou que tem entrado em contato com as agências de São Bernardo e de São Paulo do INSS, mas que até o momento não souberam informar por que a maior parte dos pagamentos não foi efetuada. “A gente até imaginava que outro pedido pudesse dar algum problema, precisar de documentação adicional, mas não que quase todos os pescadores ficariam nessa situação”, finalizou.

Questionada, a assessoria de imprensa do INSS informou, por meio de nota, que atualmente há 134 requerimentos de seguro defeso pendentes de análise na gerência executiva São Bernardo e que será realizada força-tarefa nesta semana para efetuar a análise destes requerimentos. O INSS não explicou o motivo do atraso nem tratou dos pedidos que estão na agência de São Paulo.

O comunicado destacou que a agência de São Bernardo é a que está geograficamente mais próxima da área de pesca abrangida pela colônia, mas que o pescador pode escolher qualquer agência para processar seu pedido no momento do requerimento. “Havendo a concessão, o pagamento das parcelas retroativas é feito de uma única vez. Acrescentamos que, em todo o Estado de São Paulo, o INSS recebeu, até o momento, 11,2 mil requerimentos de seguro defeso referentes ao ciclo atual (2019-2020). Destes, 7.900 já foram processados.”  

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