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Goleiro do Ramalhão no vice de 2010, Júlio Cesár vê time de 2020 diferente

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Para o ex-jogador, equipe que só parou no Santos era mais técnica do que esta, que brilha no Paulista


Anderson Fattori
Diário do Grande ABC

02/03/2020 | 07:00


O Santo André tenta provar que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. Assim como em 2010, quando a equipe surpreendeu e chegou à decisão do Campeonato Paulista – foi derrotado pelo Santos de Neymar, Ganso e cia –, o Ramalhão faz nesta temporada campanha que o coloca no mesmo caminho. Apesar de ainda ter muitos obstáculos a superar, é quase impossível não fazer relação entre os dois momentos.

Júlio César, ex-goleiro e um dos principais destaques em 2010, aposta que algo diferente ocorre no Ramalhão. “As coisas tendem a dar certo no clube. O ambiente é sempre bom e isso favorece as conquistas”, apontou o ex-jogador, que vê diferenças nos elencos. “Muda a característica. Aquele time de 2010 era mais ofensivo. Na pré-temporada, depois de três treinos encostei no Sérgio Soares (treinador) e falei: rapaz, isso aqui vai ser bom. O time era muito rápido, ofensivo e técnico. O de hoje tem qualidade. Time nenhum ganha seis jogos se não for bom”, analisou.

Mesmo com as diferenças, Júlio César acredita em uma similaridade: a desconfiança. Para ele, assim como em 2010, o Santo André vai ter de provar rodada a rodada que é capaz de fazer frente aos grandes. “Sempre vão ter dúvida sobre o time. Mas hoje futebol está muito igual. Camisa e salário alto não ganham mais jogos. Os times estão nivelados. Só não fomos campeões em 2010 porque batemos de frente com time fantástico do Santos, com Neymar e Ganso (o elenco do Peixe ainda tinha Robinho) e também porque tivemos um gol mal anulado”, lembra Júlio César, lembrando que o Santo André venceu a final por 3 a 2, mas ficou sem o troféu porque havia perdido o primeiro jogo pelo mesmo placar e o Peixe tinha vantagem por ter feito melhor campanha.

Enraizado em Garça, no Interior, Júlio César vai inaugurar hoje escolinha de futebol mantida pela Prefeitura local. Mesmo com o trabalho, ele não desgruda da televisão quando o Santo André joga. “Tenho carinho absurdo pelo Ramalhão. Foi a equipe que mais defendi na carreira. Vai ser para sempre o meu time do coração”, revelou ele, que também conquistou o título da Copa do Brasil de 2004 no clube.

Do elenco atual, Ronaldo talvez seja quem tem mais vivo na memória a campanha de 2010. Assumidamente torcedor do Santo André na adolescência, o jogador de 28 anos acha que ainda faltam algumas etapas para a equipe de 2020. “Estamos superando em pontos, mas eles fizeram algo sensacional, que é chegar em uma final. Esse é o nosso maior sonho. Estava até conversando com o pessoal no vestiário. O time de 2010 fez campeonato sensacional. Chegar na final é uma coisa surreal. Vamos lutar muito para que isso aconteça novamente”, prometeu Ronaldo, que figura entre os artilheiros do Campeonato Paulista, com cinco gols.

Em aproveitamento, o time atual é superior ao de 2010 nos oito primeiros jogos do Estadual: hoje é de 79% (seis vitórias, um empate e uma derrota), contra 62,5% (quatro triunfos, três empates e um revés) daquele do início da década.  



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Goleiro do Ramalhão no vice de 2010, Júlio Cesár vê time de 2020 diferente

Para o ex-jogador, equipe que só parou no Santos era mais técnica do que esta, que brilha no Paulista

Anderson Fattori
Diário do Grande ABC

02/03/2020 | 07:00


O Santo André tenta provar que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. Assim como em 2010, quando a equipe surpreendeu e chegou à decisão do Campeonato Paulista – foi derrotado pelo Santos de Neymar, Ganso e cia –, o Ramalhão faz nesta temporada campanha que o coloca no mesmo caminho. Apesar de ainda ter muitos obstáculos a superar, é quase impossível não fazer relação entre os dois momentos.

Júlio César, ex-goleiro e um dos principais destaques em 2010, aposta que algo diferente ocorre no Ramalhão. “As coisas tendem a dar certo no clube. O ambiente é sempre bom e isso favorece as conquistas”, apontou o ex-jogador, que vê diferenças nos elencos. “Muda a característica. Aquele time de 2010 era mais ofensivo. Na pré-temporada, depois de três treinos encostei no Sérgio Soares (treinador) e falei: rapaz, isso aqui vai ser bom. O time era muito rápido, ofensivo e técnico. O de hoje tem qualidade. Time nenhum ganha seis jogos se não for bom”, analisou.

Mesmo com as diferenças, Júlio César acredita em uma similaridade: a desconfiança. Para ele, assim como em 2010, o Santo André vai ter de provar rodada a rodada que é capaz de fazer frente aos grandes. “Sempre vão ter dúvida sobre o time. Mas hoje futebol está muito igual. Camisa e salário alto não ganham mais jogos. Os times estão nivelados. Só não fomos campeões em 2010 porque batemos de frente com time fantástico do Santos, com Neymar e Ganso (o elenco do Peixe ainda tinha Robinho) e também porque tivemos um gol mal anulado”, lembra Júlio César, lembrando que o Santo André venceu a final por 3 a 2, mas ficou sem o troféu porque havia perdido o primeiro jogo pelo mesmo placar e o Peixe tinha vantagem por ter feito melhor campanha.

Enraizado em Garça, no Interior, Júlio César vai inaugurar hoje escolinha de futebol mantida pela Prefeitura local. Mesmo com o trabalho, ele não desgruda da televisão quando o Santo André joga. “Tenho carinho absurdo pelo Ramalhão. Foi a equipe que mais defendi na carreira. Vai ser para sempre o meu time do coração”, revelou ele, que também conquistou o título da Copa do Brasil de 2004 no clube.

Do elenco atual, Ronaldo talvez seja quem tem mais vivo na memória a campanha de 2010. Assumidamente torcedor do Santo André na adolescência, o jogador de 28 anos acha que ainda faltam algumas etapas para a equipe de 2020. “Estamos superando em pontos, mas eles fizeram algo sensacional, que é chegar em uma final. Esse é o nosso maior sonho. Estava até conversando com o pessoal no vestiário. O time de 2010 fez campeonato sensacional. Chegar na final é uma coisa surreal. Vamos lutar muito para que isso aconteça novamente”, prometeu Ronaldo, que figura entre os artilheiros do Campeonato Paulista, com cinco gols.

Em aproveitamento, o time atual é superior ao de 2010 nos oito primeiros jogos do Estadual: hoje é de 79% (seis vitórias, um empate e uma derrota), contra 62,5% (quatro triunfos, três empates e um revés) daquele do início da década.  

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