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Ocupação mostra trabalho e ideias do arquiteto e urbanista Rino Levi

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Exposição Ocupação Rino Levi, em cartaz até 12 de abril no Itaú Cultural tem entrada gratuita


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

29/02/2020 | 23:50


Modernista, criador de formas arrojadas e alguém que pensou na verticalização das cidades, nos novos modos de morar e na interação do concreto com o paisagismo. Rino Levi, arquiteto e urbanista brasileiro (1901-1965), que estudou sobre seu ofício em Roma, ganha luz sobre seu trabalho com a exposição Ocupação Rino Levi, em cartaz até 12 de abril no Itaú Cultural, em São Paulo. A entrada é gratuita.

Tudo pode ser apreciado por meio de croquis, maquetes, recortes de jornais, fotografias, vídeos inéditos e projetos desenhados por ele, mas nunca construídos, como um para o Viaduto do Chá, em São Paulo, e outro para Brasília, cuja disputa foi vencida pelo carioca Oscar Niemeyer (1907-2012).

Entre tantos e tantos projetos de Rino Levi, alguns se tornaram obras de arte a céu aberto, como é o caso do Centro Cívico de Santo André, onde fica o Paço, trabalho que o arquiteto não chegou a ver pronto, já que morreu no ano anterior ao início das obras. A empreitada foi realizada junto do paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994). O prédio onde funciona o Fórum e a obra assinada por Tomie Othake (1913-2015) não fazem parte do projeto original.

“O Paço Municipal de Santo André é uma obra que por si só se impõe, tanto que figura no imaginário local como um dos principais cartões-postais da cidade. Sua importância para Santo André e para o Estado foi reconhecida por meio dos atos de tombamento pelos órgãos de proteção do patrimônio Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), em 2013, e Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André), em 2016”, explica Marco Moretto Neto, diretor de planejamento e projetos especiais da Secretaria de Cultura de Santo André.

Tânia Rodrigues, gerente do núcleo enciclopédia Itaú Cultural e curadora da ocupação, diz que o Centro Cívico de Santo André aparece na exposição com bastante importância. “O projeto foi realizado pelo escritório com grande proximidade das premissas do próprio Rino Levi, pensando na articulação da comunidade com o projeto urbanístico e arquitetônico do Centro Cívico.”

Para ela, o arquiteto faz parte da história de São Paulo, assim como Ramos de Azevedo (1851-1928), Vilanova Artigas (1915-1985), Oscar Niemeyer e muitos outros. “Apresentamos seus projetos emblemáticos e inovadores para o período, que participam do desenho da cidade e contribuem para o seu processo de verticalização e urbanização”, diz.

Rino Levi fez trabalhos para cinemas e prédios em São Paulo, como do Edifício Prudência (Av. Higienópolis). Também é dele o projeto do Teatro Cultura Artística, que pegou fogo em 2008 e está em reconstrução. Tânia ressalta, entre as características do arquiteto, a relação das suas obras com o paisagismo e a ligação entre os ambientes internos e externos.

Da ocupação ela destaca uma realidade virtual do Cine Universo, edifício de cinema projetado em 1936 pelo arquiteto e inaugurado na cidade de São Paulo em 1939. Por sua qualidade técnica, acústica e visual, torna-se uma referência em desenho para outras salas de cinema criadas na época; e uma maquete tátil do setor de habitação intensiva, os superblocos, estruturas de 300 metros de altura, com capacidade para cerca de 18 mil habitantes, parte de seu projeto para o plano piloto de Brasília”, diz.

Ocupação Rino Levi – Exposição. No Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149, em São Paulo. Até 12 de abril. De terças-feiras a sextas-feiras, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h. Grátis.<EM> 



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Ocupação mostra trabalho e ideias do arquiteto e urbanista Rino Levi

Exposição Ocupação Rino Levi, em cartaz até 12 de abril no Itaú Cultural tem entrada gratuita

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

29/02/2020 | 23:50


Modernista, criador de formas arrojadas e alguém que pensou na verticalização das cidades, nos novos modos de morar e na interação do concreto com o paisagismo. Rino Levi, arquiteto e urbanista brasileiro (1901-1965), que estudou sobre seu ofício em Roma, ganha luz sobre seu trabalho com a exposição Ocupação Rino Levi, em cartaz até 12 de abril no Itaú Cultural, em São Paulo. A entrada é gratuita.

Tudo pode ser apreciado por meio de croquis, maquetes, recortes de jornais, fotografias, vídeos inéditos e projetos desenhados por ele, mas nunca construídos, como um para o Viaduto do Chá, em São Paulo, e outro para Brasília, cuja disputa foi vencida pelo carioca Oscar Niemeyer (1907-2012).

Entre tantos e tantos projetos de Rino Levi, alguns se tornaram obras de arte a céu aberto, como é o caso do Centro Cívico de Santo André, onde fica o Paço, trabalho que o arquiteto não chegou a ver pronto, já que morreu no ano anterior ao início das obras. A empreitada foi realizada junto do paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994). O prédio onde funciona o Fórum e a obra assinada por Tomie Othake (1913-2015) não fazem parte do projeto original.

“O Paço Municipal de Santo André é uma obra que por si só se impõe, tanto que figura no imaginário local como um dos principais cartões-postais da cidade. Sua importância para Santo André e para o Estado foi reconhecida por meio dos atos de tombamento pelos órgãos de proteção do patrimônio Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), em 2013, e Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André), em 2016”, explica Marco Moretto Neto, diretor de planejamento e projetos especiais da Secretaria de Cultura de Santo André.

Tânia Rodrigues, gerente do núcleo enciclopédia Itaú Cultural e curadora da ocupação, diz que o Centro Cívico de Santo André aparece na exposição com bastante importância. “O projeto foi realizado pelo escritório com grande proximidade das premissas do próprio Rino Levi, pensando na articulação da comunidade com o projeto urbanístico e arquitetônico do Centro Cívico.”

Para ela, o arquiteto faz parte da história de São Paulo, assim como Ramos de Azevedo (1851-1928), Vilanova Artigas (1915-1985), Oscar Niemeyer e muitos outros. “Apresentamos seus projetos emblemáticos e inovadores para o período, que participam do desenho da cidade e contribuem para o seu processo de verticalização e urbanização”, diz.

Rino Levi fez trabalhos para cinemas e prédios em São Paulo, como do Edifício Prudência (Av. Higienópolis). Também é dele o projeto do Teatro Cultura Artística, que pegou fogo em 2008 e está em reconstrução. Tânia ressalta, entre as características do arquiteto, a relação das suas obras com o paisagismo e a ligação entre os ambientes internos e externos.

Da ocupação ela destaca uma realidade virtual do Cine Universo, edifício de cinema projetado em 1936 pelo arquiteto e inaugurado na cidade de São Paulo em 1939. Por sua qualidade técnica, acústica e visual, torna-se uma referência em desenho para outras salas de cinema criadas na época; e uma maquete tátil do setor de habitação intensiva, os superblocos, estruturas de 300 metros de altura, com capacidade para cerca de 18 mil habitantes, parte de seu projeto para o plano piloto de Brasília”, diz.

Ocupação Rino Levi – Exposição. No Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149, em São Paulo. Até 12 de abril. De terças-feiras a sextas-feiras, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h. Grátis.<EM> 

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