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Bagagem conquistada no Exterior

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Bailarino de Ribeirão Pires, que estudou dois anos na Alemanha, se apresenta hoje, às 20h, na região


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

28/02/2020 | 23:47


Quando deixou o Brasil, em 2016, tendo como destino a Alemanha, onde ficou até novembro, o bailarino de Ribeirão Pires Kauê Augusto de Sidia Vieira tinha 19 anos e não sabia o que encontraria pela frente. A meta era estudar balé na Akademie des Tanzes Mannheim, graças a uma bolsa de estudo conquistada no Seminário Internacional de Dança de Brasília. E foi o que fez. Entrou no último ano de bacharelado e em 2018 fez mestrado em dança clássica.

Agora, aos 22, ele mostra um pouco da bagagem que trouxe da Europa e aposta em projeto ousado. O bailarino apresenta hoje, às 20h, o espetáculo Gala Arca Cia de Dança, assinado por ele, no palco do Teatro Municipal Euclides Menato, em Ribeirão Pires. As entradas custam R$ 20 e podem ser compradas no local.

Ele conta que a ideia de fazer esse espetáculo surgiu em 2019, quando realizou um workshop. Além de Vieira, o evento envolve cerca de 150 bailarinos de diversas escolas. E é a primeira vez que apresenta ao público um projeto seu. Além disso, é sua estreia desde que voltou ao Brasil. “Geralmente uma companhia profissional dança cerca de quatro a seis vezes por mês. Acredito que por falta de apoio à arte seja mais difícil desenvolver um espetáculo. Foi um trabalho de três meses até chegar esse dia”, diz.

“Será uma gala com diferentes modalidades de dança. Teremos danças urbanas, hip hop, street dance, jazz, contemporâneo e eu dançarei com a minha melhor amiga, Stephanie Caldarella, grand pas de deux de Dom Quixote”, adianta o bailarino. Balé de repertório como La Bayadere não fica de fora.

O bailarino fala com gosto sobre a oportunidade que teve no Exterior e sobre poder dividir isso com o público da região nesse espetáculo. “Na minha turma eu era o único brasileiro e demorei três meses para falar inglês fluentemente e poder me comunicar bem com todos”, relembra. Havia gente de toda parte do mundo. “Tinha estudantes da Austrália, Espanha, Itália. Mas a maioria era do Japão”, recorda-se.

Além do aprendizado em balé que trouxe de fora, Vieira conquistou outras coisas importantes. Ele diz que saiu daqui um rapaz ingênuo que deixava ser guiado pelas emoções do coração e por seus sonhos. Mas a estada no Exterior mostrou que é preciso, muitas vezes, ser acertivo e encarar as dificuldades. “Até quando passei por várias experiências ruins tirei bom aprendizado. Posso dizer que hoje sou um homem. Que da minha maneira aprendi a andar com meus próprios pés e ter muito orgulho do que eu e as pessoas mais importantes da minha vida, como minha mãe e minha família, construímos juntos, que foi meu caráter”, diz.

Por ora, além de celebrar o feito do projeto de dança, o bailarino comemora estar no Brasil e do lado de sua família. Ele diz que por muito tempo planejou sua vida e nunca parou para ‘curtir um pouco a vista’. “Por esses anos lá fora percebi que estamos vulneráveis ao que o destino nos trará um dia. Hoje não tenho mais a pressa de navegar e cruzar horizontes, mais sim de deixar que a maré da vida me guie para um caminho de felicidade”, encerra.

Gala Arca Cia de Dança – Balé. No Teatro Municipal Euclides Menato – Av. Pref. Valdírio Prisco, 193, em Ribeirão Pires. Hoje, a partir das 20h. Ingr.: R$ 20, no local.  



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Bagagem conquistada no Exterior

Bailarino de Ribeirão Pires, que estudou dois anos na Alemanha, se apresenta hoje, às 20h, na região

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

28/02/2020 | 23:47


Quando deixou o Brasil, em 2016, tendo como destino a Alemanha, onde ficou até novembro, o bailarino de Ribeirão Pires Kauê Augusto de Sidia Vieira tinha 19 anos e não sabia o que encontraria pela frente. A meta era estudar balé na Akademie des Tanzes Mannheim, graças a uma bolsa de estudo conquistada no Seminário Internacional de Dança de Brasília. E foi o que fez. Entrou no último ano de bacharelado e em 2018 fez mestrado em dança clássica.

Agora, aos 22, ele mostra um pouco da bagagem que trouxe da Europa e aposta em projeto ousado. O bailarino apresenta hoje, às 20h, o espetáculo Gala Arca Cia de Dança, assinado por ele, no palco do Teatro Municipal Euclides Menato, em Ribeirão Pires. As entradas custam R$ 20 e podem ser compradas no local.

Ele conta que a ideia de fazer esse espetáculo surgiu em 2019, quando realizou um workshop. Além de Vieira, o evento envolve cerca de 150 bailarinos de diversas escolas. E é a primeira vez que apresenta ao público um projeto seu. Além disso, é sua estreia desde que voltou ao Brasil. “Geralmente uma companhia profissional dança cerca de quatro a seis vezes por mês. Acredito que por falta de apoio à arte seja mais difícil desenvolver um espetáculo. Foi um trabalho de três meses até chegar esse dia”, diz.

“Será uma gala com diferentes modalidades de dança. Teremos danças urbanas, hip hop, street dance, jazz, contemporâneo e eu dançarei com a minha melhor amiga, Stephanie Caldarella, grand pas de deux de Dom Quixote”, adianta o bailarino. Balé de repertório como La Bayadere não fica de fora.

O bailarino fala com gosto sobre a oportunidade que teve no Exterior e sobre poder dividir isso com o público da região nesse espetáculo. “Na minha turma eu era o único brasileiro e demorei três meses para falar inglês fluentemente e poder me comunicar bem com todos”, relembra. Havia gente de toda parte do mundo. “Tinha estudantes da Austrália, Espanha, Itália. Mas a maioria era do Japão”, recorda-se.

Além do aprendizado em balé que trouxe de fora, Vieira conquistou outras coisas importantes. Ele diz que saiu daqui um rapaz ingênuo que deixava ser guiado pelas emoções do coração e por seus sonhos. Mas a estada no Exterior mostrou que é preciso, muitas vezes, ser acertivo e encarar as dificuldades. “Até quando passei por várias experiências ruins tirei bom aprendizado. Posso dizer que hoje sou um homem. Que da minha maneira aprendi a andar com meus próprios pés e ter muito orgulho do que eu e as pessoas mais importantes da minha vida, como minha mãe e minha família, construímos juntos, que foi meu caráter”, diz.

Por ora, além de celebrar o feito do projeto de dança, o bailarino comemora estar no Brasil e do lado de sua família. Ele diz que por muito tempo planejou sua vida e nunca parou para ‘curtir um pouco a vista’. “Por esses anos lá fora percebi que estamos vulneráveis ao que o destino nos trará um dia. Hoje não tenho mais a pressa de navegar e cruzar horizontes, mais sim de deixar que a maré da vida me guie para um caminho de felicidade”, encerra.

Gala Arca Cia de Dança – Balé. No Teatro Municipal Euclides Menato – Av. Pref. Valdírio Prisco, 193, em Ribeirão Pires. Hoje, a partir das 20h. Ingr.: R$ 20, no local.  

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