Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 10 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Opep teme queda do preço do petróleo


Do Diário do Grande ABC

10/11/2000 | 11:46


A Organizaçao dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tratará neste domingo, em Viena, de definir suas estratégias para os próximos meses e nao deve anunciar crescimento da produçao, depois do recente aumento de 500 mil barris diários no final de outubro. A Opep teme queda no preço do petróleo.

Os mercados nao esperam nenhuma decisao espetacular durante esta conferência ministerial dos 11 membros da Opep, que também deve discutir o orçamento da organizaçao e encontrar um sucessor para o atual secretário-geral, o nigeriano Rilwanu Lukman.

Até o momento, nenhum dos candidatos conseguiu unanimidade e a situaçao continua indefinida. Os operadores querem que o cartel defina claramente as condiçoes que ativam o mecanismo de estabilizaçao dos preços aplicados no dia 31 de outubro.

Este último deveria ser também um dos temas das negociaiçoes de Viena, pois até agora os países da Opep rechaçaram este sistema de regulaçao do qual muitos nao querem ser prisioneiros.

Este mecanismo, elaborado em março, prevê um aumento da produçao de 500 mil barris diários, caso o preço do petróleo fique acima de US$ 28 durante 20 dias úteis consecutivos, e uma reduçao equivalente no caso de preços inferiores a US$ 22 durante dez dias.

A contagem regressiva começou de novo desde o dia primeiro de novembro.

De qualquer maneira, somente a Arábia Saudita tem capacidade de aumentar ainda mais sua produçao e dentro de limites muito restrito.

Entre os outros países membros da Opep, as capacidades disponíveis, depois de quatro altas da produçao este ano, sao 400 mil barris por dia.

A disposiçao da Opep em liberar a produçao também diminui à medida que aumenta o risco dos preços sofrerem grandes quedas no final do inverno boreal. O sentimento é compartilhado pelos analistas e é confiramdo pelos preços do mercado a prazo, destacou Peter Gignoux da empresa Salomon Smith Barney, em Londres.

Segundo outro analista, o consenso se situa na cotaçao do barril a US$ 25 no segundo trimestre de 2001. Entretanto, ele acredita que ainda pode acontecer uma queda de US$ 10 entre o final de dezembro e começo de janeiro. Desta forma, a cotaçao do barril de Brent (petróleo do mar Norte) o preço do barril chegaria até a US$ 22.

``A Opep tem razao quando afirma que a alta dos preços observada há meses nao se origina na falta de oferta: existe um excedente de óleo cru desde abril e as reservas aumentarao em dezembro e janeiro nos Estados Unidos e na Europa'', disse o analista.

``A Opep armazenou também uma parte de sua produçao, que nao corresponde às exigências de qualidade norte-americanas e européias, e o resto deste petróleo foi enviado à Asia'', acrescentou.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Opep teme queda do preço do petróleo

Do Diário do Grande ABC

10/11/2000 | 11:46


A Organizaçao dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tratará neste domingo, em Viena, de definir suas estratégias para os próximos meses e nao deve anunciar crescimento da produçao, depois do recente aumento de 500 mil barris diários no final de outubro. A Opep teme queda no preço do petróleo.

Os mercados nao esperam nenhuma decisao espetacular durante esta conferência ministerial dos 11 membros da Opep, que também deve discutir o orçamento da organizaçao e encontrar um sucessor para o atual secretário-geral, o nigeriano Rilwanu Lukman.

Até o momento, nenhum dos candidatos conseguiu unanimidade e a situaçao continua indefinida. Os operadores querem que o cartel defina claramente as condiçoes que ativam o mecanismo de estabilizaçao dos preços aplicados no dia 31 de outubro.

Este último deveria ser também um dos temas das negociaiçoes de Viena, pois até agora os países da Opep rechaçaram este sistema de regulaçao do qual muitos nao querem ser prisioneiros.

Este mecanismo, elaborado em março, prevê um aumento da produçao de 500 mil barris diários, caso o preço do petróleo fique acima de US$ 28 durante 20 dias úteis consecutivos, e uma reduçao equivalente no caso de preços inferiores a US$ 22 durante dez dias.

A contagem regressiva começou de novo desde o dia primeiro de novembro.

De qualquer maneira, somente a Arábia Saudita tem capacidade de aumentar ainda mais sua produçao e dentro de limites muito restrito.

Entre os outros países membros da Opep, as capacidades disponíveis, depois de quatro altas da produçao este ano, sao 400 mil barris por dia.

A disposiçao da Opep em liberar a produçao também diminui à medida que aumenta o risco dos preços sofrerem grandes quedas no final do inverno boreal. O sentimento é compartilhado pelos analistas e é confiramdo pelos preços do mercado a prazo, destacou Peter Gignoux da empresa Salomon Smith Barney, em Londres.

Segundo outro analista, o consenso se situa na cotaçao do barril a US$ 25 no segundo trimestre de 2001. Entretanto, ele acredita que ainda pode acontecer uma queda de US$ 10 entre o final de dezembro e começo de janeiro. Desta forma, a cotaçao do barril de Brent (petróleo do mar Norte) o preço do barril chegaria até a US$ 22.

``A Opep tem razao quando afirma que a alta dos preços observada há meses nao se origina na falta de oferta: existe um excedente de óleo cru desde abril e as reservas aumentarao em dezembro e janeiro nos Estados Unidos e na Europa'', disse o analista.

``A Opep armazenou também uma parte de sua produçao, que nao corresponde às exigências de qualidade norte-americanas e européias, e o resto deste petróleo foi enviado à Asia'', acrescentou.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;