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Ex-telefonista do Diário visita sede e comemora aniversário

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Delza Figueira fez o pedido depois de enviar uma carta ao jornal; emocionada, ela lembrou momentos de alegria vividos na empresa


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

27/02/2020 | 23:05


Não é à toa que os elogios pela voz e sua dedicação no trabalho são lembrados até hoje. Isso porque, a aposentada Delza Figueira, 80 anos, dedicou pelo menos 29 anos de sua vida na função de telefonista do Diário, onde garantiu anos de trabalho registrados em sua carteira profissional e inúmeras experiências, e histórias, na vida pessoal.

Época em que a profissão de telefonista operava lado a lado com a produção das notícias em máquinas de escrever, Delza chegava ao jornal em meados de 1972, como a primeira telefonista na sede, onde trabalhou até 2001, quando precisou sair para se tratar de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e, para cuidar da saúde, a pedido dos médicos, se mudou para Santa Cruz do Rio Pardo, cidade em que vive até hoje.

A visita ao Diário, acompanhada da filha, a também aposentada Giselene de Fátima Scolastico, 54, serviu ainda para celebrar os 80 anos de vida de Delza, completados ontem. O pedido de passar a tarde na empresa, prontamente aceito, veio à tona quando a aposentada precisou comparecer ao jornal, há oito anos, para buscar documento com o RH (Recursos Humanos). “Foi quando retornei para minha cidade (Santa Cruz do Rio Pardo) e escrevi, à mão, uma carta para o Diário, principalmente citando dos meus 80 anos, que desejava passar aqui”, explica,

A aposentada ainda lembra os momentos de quando começou a trabalhar no jornal. “Até hoje, todos os dias, lembro um pouco daqui (Diário) e não saía da minha cabeça essa ideia de um dia poder retornar a esse lugar. Por ter trabalhado tanto tempo, aprendi a gostar da leitura e a lidar com as pessoas, pois uma telefonista nunca sabe quem está do outro lado da linha”, destaca Delza.

Enquanto a ex-telefonista era funcionária do Diário, vivia no bairro Bom Pastor, em Santo André, e desse tempo tem importante lembrança: a ajuda que recebeu da empresa, em 1992, para o tratamento de sua filha contra a hidrocefalia – deficiência que aumenta o fluido cefalorraquidiano dentro do crânio.

“Lembro que passava a noite no hospital e vinha trabalhar às 8h, não me atrasava. Com isso, o jornal me ajudou em todo tratamento, bancando as despesas, inclusive, me ajudando nos horários para poder visitar minha filha. Me lembro que o RH até comentou que iam descontar pouca quantia do meu salário por mês, mas nunca descontaram. Isso eu jamais vou esquecer.”

Após a recuperação de Giselene, Delza não tinha com quem deixar a filha durante o dia, então, a levava para o trabalho. “Ela ficava do meu lado, dormindo em uma pilha de jornais. Lia o jornal todos os dias, e tomou gosto também pela leitura”, destaca a ex-funcionária.

Giselene também lembra de momentos vividos na sede do Diário. “Consegui estudar e trabalhar graças ao Diário. A segunda casa da minha mãe foi aqui. E nós duas só temos a agradecer”, comenta. Delza também destaca que, após dez anos na empresa, ficou encarregada pelo setor. “Lembro que, como mérito, fiquei encarregada por 15 funcionários. Cresci como profissional e ser humano. Amava trabalhar na minha área”, afirma.

COMEMORAÇÃO
Assim que chegou ao jornal, ontem, Delza foi recepcionada pelo diretor superintendente, Ronan Maria Pinto, o diretor de Redação, Evaldo Novelini, e demais funcionários do Diário. Foi com lágrimas nos olhos e nostalgia no seu antigo ambiente de trabalho que ela adentrou em todos os departamentos do jornal e, por fim, foi recepcionada pelos funcionários com um bolo de aniversário e doces. “Não existe gratidão maior do que isso. Sei que todos os meus anos aqui dentro valeram a pena”, finaliza, emocionada.

OUTRA CARTA
>Antes dela, no dia 23 de novembro de 2015, o ex-jornalista do Diário Arlindo Ribeiro, o Ligeirinho, também enviou carta ao jornal na qual pedia para visitar a sede da empresa como presente de aniversário – completaria 75 anos. “Gostava muito do que fazia. O Diário é uma família, era muito gostoso trabalhar aqui”, salientou.
Naquele dia, Ligeirinho reviveu momentos da profissão ao participar da reunião de pauta, junto aos editores. “Não tenho lembranças de ter recebido presente de aniversário, mas ganhei com essa visita”, disse, emocionado. 



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Ex-telefonista do Diário visita sede e comemora aniversário

Delza Figueira fez o pedido depois de enviar uma carta ao jornal; emocionada, ela lembrou momentos de alegria vividos na empresa

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

27/02/2020 | 23:05


Não é à toa que os elogios pela voz e sua dedicação no trabalho são lembrados até hoje. Isso porque, a aposentada Delza Figueira, 80 anos, dedicou pelo menos 29 anos de sua vida na função de telefonista do Diário, onde garantiu anos de trabalho registrados em sua carteira profissional e inúmeras experiências, e histórias, na vida pessoal.

Época em que a profissão de telefonista operava lado a lado com a produção das notícias em máquinas de escrever, Delza chegava ao jornal em meados de 1972, como a primeira telefonista na sede, onde trabalhou até 2001, quando precisou sair para se tratar de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e, para cuidar da saúde, a pedido dos médicos, se mudou para Santa Cruz do Rio Pardo, cidade em que vive até hoje.

A visita ao Diário, acompanhada da filha, a também aposentada Giselene de Fátima Scolastico, 54, serviu ainda para celebrar os 80 anos de vida de Delza, completados ontem. O pedido de passar a tarde na empresa, prontamente aceito, veio à tona quando a aposentada precisou comparecer ao jornal, há oito anos, para buscar documento com o RH (Recursos Humanos). “Foi quando retornei para minha cidade (Santa Cruz do Rio Pardo) e escrevi, à mão, uma carta para o Diário, principalmente citando dos meus 80 anos, que desejava passar aqui”, explica,

A aposentada ainda lembra os momentos de quando começou a trabalhar no jornal. “Até hoje, todos os dias, lembro um pouco daqui (Diário) e não saía da minha cabeça essa ideia de um dia poder retornar a esse lugar. Por ter trabalhado tanto tempo, aprendi a gostar da leitura e a lidar com as pessoas, pois uma telefonista nunca sabe quem está do outro lado da linha”, destaca Delza.

Enquanto a ex-telefonista era funcionária do Diário, vivia no bairro Bom Pastor, em Santo André, e desse tempo tem importante lembrança: a ajuda que recebeu da empresa, em 1992, para o tratamento de sua filha contra a hidrocefalia – deficiência que aumenta o fluido cefalorraquidiano dentro do crânio.

“Lembro que passava a noite no hospital e vinha trabalhar às 8h, não me atrasava. Com isso, o jornal me ajudou em todo tratamento, bancando as despesas, inclusive, me ajudando nos horários para poder visitar minha filha. Me lembro que o RH até comentou que iam descontar pouca quantia do meu salário por mês, mas nunca descontaram. Isso eu jamais vou esquecer.”

Após a recuperação de Giselene, Delza não tinha com quem deixar a filha durante o dia, então, a levava para o trabalho. “Ela ficava do meu lado, dormindo em uma pilha de jornais. Lia o jornal todos os dias, e tomou gosto também pela leitura”, destaca a ex-funcionária.

Giselene também lembra de momentos vividos na sede do Diário. “Consegui estudar e trabalhar graças ao Diário. A segunda casa da minha mãe foi aqui. E nós duas só temos a agradecer”, comenta. Delza também destaca que, após dez anos na empresa, ficou encarregada pelo setor. “Lembro que, como mérito, fiquei encarregada por 15 funcionários. Cresci como profissional e ser humano. Amava trabalhar na minha área”, afirma.

COMEMORAÇÃO
Assim que chegou ao jornal, ontem, Delza foi recepcionada pelo diretor superintendente, Ronan Maria Pinto, o diretor de Redação, Evaldo Novelini, e demais funcionários do Diário. Foi com lágrimas nos olhos e nostalgia no seu antigo ambiente de trabalho que ela adentrou em todos os departamentos do jornal e, por fim, foi recepcionada pelos funcionários com um bolo de aniversário e doces. “Não existe gratidão maior do que isso. Sei que todos os meus anos aqui dentro valeram a pena”, finaliza, emocionada.

OUTRA CARTA
>Antes dela, no dia 23 de novembro de 2015, o ex-jornalista do Diário Arlindo Ribeiro, o Ligeirinho, também enviou carta ao jornal na qual pedia para visitar a sede da empresa como presente de aniversário – completaria 75 anos. “Gostava muito do que fazia. O Diário é uma família, era muito gostoso trabalhar aqui”, salientou.
Naquele dia, Ligeirinho reviveu momentos da profissão ao participar da reunião de pauta, junto aos editores. “Não tenho lembranças de ter recebido presente de aniversário, mas ganhei com essa visita”, disse, emocionado. 

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