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Relação entre TCE, Corinthians e Paço


Raphael Rocha

27/02/2020 | 00:01


A notícia de ontem do Diário, de que o MPF (Ministério Público Federal) apura se o governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), articulou, junto ao TCE (Tribunal de Contas do Estado), a aprovação de contratação emergencial da Nutrivida Alimentação e Serviços Ltda escancarou uma personagem que, há tempos, é conhecida nos bastidores da política estadual: a advogada Miriam Athie. Depois que ela se manifestou interessada no processo de análise do contrato – suspeito de irregularidade no âmbito da Operação Prato Feito –, a corte aprovou o convênio sem licitação. Suplente de vereadora na Capital há duas legislaturas, Miriam é muito próxima do conselheiro Antonio Roque Citadini, do TCE. Ambos, aliás, estiveram juntos em chapa na eleição para a presidência do Corinthians – Citadini foi dirigente influente do clube da Zona Leste nos anos 1990. Em 2010, aliás, Miriam foi condenada pela Justiça paulistana por receber, de forma ilícita, R$ 40 mil para agir para suspender intervenção decretada pela prefeitura em uma empresa do ramo de transporte coletivo.

BASTIDORES

Farpas
O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) alfinetou o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), sobre a apuração do MPF (Ministério Público Federal) em contrato suspeito da Operação Prato Feito. “Nunca antes na história de São Bernardo a cidade esteve tanto nas notas policiais. Para quem se dizia paladino da moralidade, para quem pediu a expulsão de Aécio (Neves, deputado federal) do PSDB, como fica agora?”, questionou. Morando e Luiz Fernando têm trocado farpas. O petista foi quem pediu, na Justiça, o fim da pintura azul e amarela nas ciclofaixas e ciclovias do município. O tucano, quando derrubou liminar anteriormente conquistada pelo adversário, criticou o parlamentar.

Força
Partido do deputado estadual Thiago Auricchio, o PL de São Caetano se prepara para eleger uma das maiores bancadas da Câmara. Depois de ejetar os parlamentares César Oliva e Ubiratan Figueiredo – ligados ao ex-vereador Fabio Palacio (PSD), adversário do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) –, o partido passará por profunda reformulação, voltando a ser governista. A expectativa otimista é a de emplacar cinco vereadores. A Câmara de São Caetano dispõe de 19 vagas.

Fim de ciclo
Vereador mais bem votado no Grande ABC em 2016, Roberto Rautenberg (Republicanos), de Santo André, já deu mais do que mostras de que não tentará a reeleição – desde 2017 se ausenta do mandato, com licenças sucessivas da função. A expectativa no meio político era a de que Ricardo Rautenberg, irmão do vereador licenciado e funcionário da Prefeitura de Santo André, pudesse pegar esse espólio eleitoral, porém, ele tem confidenciado a mais próximos não ter aptidão para a política e que vai declinar de candidatura.

Críticas
Petistas e socialistas não esconderam a frustração pelo fato de o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), não ter comparecido ao velório ou ao enterro do ex-prefeito Gilson Menezes (PSB), que morreu na madrugada de domingo. O verde aproveitou a folga do Carnaval para viajar, segundo pessoas próximas do verde, e não conseguiu retornar à cidade. Lauro mandou nota lamentando a morte e decretou luto oficial no município por três dias.

Proximidade
A aproximação – e até troca de elogios – dos vereadores Amaury Dias (PV) e Humberto D’Orto, o Amigão (PTC), ambos de Ribeirão Pires, tem chamado atenção de quem costuma acompanhar a política municipal. Amaury, até pouco tempo atrás, era líder do governo do prefeito Adler Kiko Teixeira (PSB), enquanto Amigão, ferrenho apostara ao socialista. Amaury deixou o posto de defensor de Kiko na casa, embora não tenha migrado para a ala oposicionista.

Pós-Folia
O dia será agitado nas câmaras do Grande ABC. Devido ao Carnaval, legislativos transferiram para hoje os trabalhos que teriam de acontecer nos dias de Folia. Exceção é Ribeirão Pires, que adotou ponto facultativo. Os vereadores só voltam a se reunir na semana que vem. 



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Relação entre TCE, Corinthians e Paço

Raphael Rocha

27/02/2020 | 00:01


A notícia de ontem do Diário, de que o MPF (Ministério Público Federal) apura se o governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), articulou, junto ao TCE (Tribunal de Contas do Estado), a aprovação de contratação emergencial da Nutrivida Alimentação e Serviços Ltda escancarou uma personagem que, há tempos, é conhecida nos bastidores da política estadual: a advogada Miriam Athie. Depois que ela se manifestou interessada no processo de análise do contrato – suspeito de irregularidade no âmbito da Operação Prato Feito –, a corte aprovou o convênio sem licitação. Suplente de vereadora na Capital há duas legislaturas, Miriam é muito próxima do conselheiro Antonio Roque Citadini, do TCE. Ambos, aliás, estiveram juntos em chapa na eleição para a presidência do Corinthians – Citadini foi dirigente influente do clube da Zona Leste nos anos 1990. Em 2010, aliás, Miriam foi condenada pela Justiça paulistana por receber, de forma ilícita, R$ 40 mil para agir para suspender intervenção decretada pela prefeitura em uma empresa do ramo de transporte coletivo.

BASTIDORES

Farpas
O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) alfinetou o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), sobre a apuração do MPF (Ministério Público Federal) em contrato suspeito da Operação Prato Feito. “Nunca antes na história de São Bernardo a cidade esteve tanto nas notas policiais. Para quem se dizia paladino da moralidade, para quem pediu a expulsão de Aécio (Neves, deputado federal) do PSDB, como fica agora?”, questionou. Morando e Luiz Fernando têm trocado farpas. O petista foi quem pediu, na Justiça, o fim da pintura azul e amarela nas ciclofaixas e ciclovias do município. O tucano, quando derrubou liminar anteriormente conquistada pelo adversário, criticou o parlamentar.

Força
Partido do deputado estadual Thiago Auricchio, o PL de São Caetano se prepara para eleger uma das maiores bancadas da Câmara. Depois de ejetar os parlamentares César Oliva e Ubiratan Figueiredo – ligados ao ex-vereador Fabio Palacio (PSD), adversário do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) –, o partido passará por profunda reformulação, voltando a ser governista. A expectativa otimista é a de emplacar cinco vereadores. A Câmara de São Caetano dispõe de 19 vagas.

Fim de ciclo
Vereador mais bem votado no Grande ABC em 2016, Roberto Rautenberg (Republicanos), de Santo André, já deu mais do que mostras de que não tentará a reeleição – desde 2017 se ausenta do mandato, com licenças sucessivas da função. A expectativa no meio político era a de que Ricardo Rautenberg, irmão do vereador licenciado e funcionário da Prefeitura de Santo André, pudesse pegar esse espólio eleitoral, porém, ele tem confidenciado a mais próximos não ter aptidão para a política e que vai declinar de candidatura.

Críticas
Petistas e socialistas não esconderam a frustração pelo fato de o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), não ter comparecido ao velório ou ao enterro do ex-prefeito Gilson Menezes (PSB), que morreu na madrugada de domingo. O verde aproveitou a folga do Carnaval para viajar, segundo pessoas próximas do verde, e não conseguiu retornar à cidade. Lauro mandou nota lamentando a morte e decretou luto oficial no município por três dias.

Proximidade
A aproximação – e até troca de elogios – dos vereadores Amaury Dias (PV) e Humberto D’Orto, o Amigão (PTC), ambos de Ribeirão Pires, tem chamado atenção de quem costuma acompanhar a política municipal. Amaury, até pouco tempo atrás, era líder do governo do prefeito Adler Kiko Teixeira (PSB), enquanto Amigão, ferrenho apostara ao socialista. Amaury deixou o posto de defensor de Kiko na casa, embora não tenha migrado para a ala oposicionista.

Pós-Folia
O dia será agitado nas câmaras do Grande ABC. Devido ao Carnaval, legislativos transferiram para hoje os trabalhos que teriam de acontecer nos dias de Folia. Exceção é Ribeirão Pires, que adotou ponto facultativo. Os vereadores só voltam a se reunir na semana que vem. 

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