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Bolsas de NY fecham na maioria em baixa, com disseminação de coronavírus



26/02/2020 | 19:19


As bolsas de Nova York fecharam mistas, nesta quarta-feira, 26, com o Nasdaq decolando do movimento de queda e encerrando no azul. Prevaleceu no mercado o sentimento de incerteza econômica diante do rápido avanço do coronavírus pelo mundo, com Paquistão, Argélia, Grécia e Noruega notificando os primeiros casos de infecção. O governo do Estados Unidos informou um novo caso de transmissão interna, elevando para 15 o número de contágios dentro do país.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,46%, em 26.957,59 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,38%, a 3.116,39 pontos. O Nasdaq oscilou entre perdas e ganhos mas se firmou em território positivo, fechando em alta de 0,17%, a 8.980,77 pontos. As ações da Apple se valorizaram 1,59% e as da Microsoft subiram 1,25%, ajudando a levar o índice para cima.

O mercado acionário americano ensaiou movimento de recuperação de perdas, após o tombo no início da semana. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não se deve ter pressa para classificar o surto como uma pandemia, enquanto a China informava desaceleração no contágio. O Centro para Avaliação Biológica e Pesquisa do Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), informou que uma vacina contra o coronavírus pode começar a ser testada em humanos no próximo trimestre.

Os investidores, no entanto, continuaram fugindo dos ativos mais arriscados, à medida em que o noticiário trazia informações sobre mais infectados e mortos na Itália, Alemanha, Espanha, Irã e Coreia do Sul.

Uma comissária de bordo sul-coreana diagnosticada com coronavírus pode ter realizado viagens a trabalho entre Seul e Los Angeles, na semana passada, o que aumenta o temor de que o vírus avance também nos Estados Unidos.

Em relatório enviado a clientes o banco suíço Julius Baer afirma que "claramente, as notícias desde o fim de semana implicam uma tipo diferente de impacto potencial no mundo econômico", em relação ao avanço do coronavírus. "As notícias do Covid-19 se espalhando pela Coreia do Sul, Itália e até mesmo um local remoto como o Irã gerou uma redefinição violenta das percepções dos investidores sobre as possíveis consequências dessa crise", afirma Yves Bonzon, chefe de Investimentos do Julius Baer.

Entre os integrantes do S&P 500, ações de empresas ligadas ao turismo tiveram as maiores quedas nesta quarta-feira. A Royal Caribbean Cruises teve queda de 8,05%, a Norwegian Cruise apresentou desvalorização de 7,89% enquanto os papéis da United Airlines recuaram 5,72%.

Contato: marcela.guimaraes@estadao.com



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Bolsas de NY fecham na maioria em baixa, com disseminação de coronavírus


26/02/2020 | 19:19


As bolsas de Nova York fecharam mistas, nesta quarta-feira, 26, com o Nasdaq decolando do movimento de queda e encerrando no azul. Prevaleceu no mercado o sentimento de incerteza econômica diante do rápido avanço do coronavírus pelo mundo, com Paquistão, Argélia, Grécia e Noruega notificando os primeiros casos de infecção. O governo do Estados Unidos informou um novo caso de transmissão interna, elevando para 15 o número de contágios dentro do país.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,46%, em 26.957,59 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,38%, a 3.116,39 pontos. O Nasdaq oscilou entre perdas e ganhos mas se firmou em território positivo, fechando em alta de 0,17%, a 8.980,77 pontos. As ações da Apple se valorizaram 1,59% e as da Microsoft subiram 1,25%, ajudando a levar o índice para cima.

O mercado acionário americano ensaiou movimento de recuperação de perdas, após o tombo no início da semana. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não se deve ter pressa para classificar o surto como uma pandemia, enquanto a China informava desaceleração no contágio. O Centro para Avaliação Biológica e Pesquisa do Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), informou que uma vacina contra o coronavírus pode começar a ser testada em humanos no próximo trimestre.

Os investidores, no entanto, continuaram fugindo dos ativos mais arriscados, à medida em que o noticiário trazia informações sobre mais infectados e mortos na Itália, Alemanha, Espanha, Irã e Coreia do Sul.

Uma comissária de bordo sul-coreana diagnosticada com coronavírus pode ter realizado viagens a trabalho entre Seul e Los Angeles, na semana passada, o que aumenta o temor de que o vírus avance também nos Estados Unidos.

Em relatório enviado a clientes o banco suíço Julius Baer afirma que "claramente, as notícias desde o fim de semana implicam uma tipo diferente de impacto potencial no mundo econômico", em relação ao avanço do coronavírus. "As notícias do Covid-19 se espalhando pela Coreia do Sul, Itália e até mesmo um local remoto como o Irã gerou uma redefinição violenta das percepções dos investidores sobre as possíveis consequências dessa crise", afirma Yves Bonzon, chefe de Investimentos do Julius Baer.

Entre os integrantes do S&P 500, ações de empresas ligadas ao turismo tiveram as maiores quedas nesta quarta-feira. A Royal Caribbean Cruises teve queda de 8,05%, a Norwegian Cruise apresentou desvalorização de 7,89% enquanto os papéis da United Airlines recuaram 5,72%.

Contato: marcela.guimaraes@estadao.com

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