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Enel tem aumento de 34% nas reclamações

Luiz Carlos Fernandes/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa responsável por distribuição é uma das campeãs de críticas de usuários no Grande ABC


Yara Ferraz
Diário do Grande ABC

25/02/2020 | 22:30


A Enel, que assumiu os serviços da AES Eletropaulo como responsável pela concessão da energia elétrica em São Paulo e no Grande ABC, é uma das campeãs de reclamação nos procons da região. No ano passado, a empresa foi alvo de 1.790 registros, aumento de 34,69% em relação a 2018.

Os dados anuais dos serviços de atendimento são disponibilizados pelo Sindec (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor), do Ministério da Justiça, e foram tabulados pelo Diário. Entre as cidades, a que possui o maior número de reclamações contra a companhia é Santo André, com 552 queixas.

Na última semana, inclusive, moradores de um prédio localizado na Vila Gilda sofreram com o descaso da empresa e ficaram sem energia trifásica, o que impossibilitou o funcionamento do elevador e do sistema de bombas de água. Eles chegaram a efetuar, na média, 30 ligações diárias para a Enel para resolver o problema.

A firma está no sexto lugar no ranking das com maior número de reclamações no Grande ABC, atrás da Vivo (3.136), TIM (2.769), Claro (2.352), Bradesco (2.023) e Casas Bahia (1.900). Em comparação a todas elas, a concessionária de energia foi o destaque no aumento percentual.

O acréscimo aconteceu no período em que a Enel, que é de um grupo italiano, assumiu a concessão da energia elétrica no Estado. A empresa adquiriu o controle acionário da antiga AES Eletropaulo. Já em relação ao tipo de reclamação, a maioria é relacionada a problemas com cobrança (1.208). Em segundo lugar aparecem falhas com contato (215).

O Diário questionou o Consórcio Intermunicipal da região, que sedia o Procon regional, sobre a alta de reclamações da prestadora de serviços. O convênio foi anunciado oficialmente no início deste mês e ainda está em fase de implementação. Por isso, avaliação pormenorizada da classificação das campeãs de crítica será feita posteriormente. “O equipamento vai centralizar as principais demandas dos consumidores das sete cidades, que serão avaliadas de maneira regional. Neste mês e em março, os servidores que atuarão no equipamento estão realizando treinamento na Fundação ProconSP”, informou, por meio de nota.

Mesmo assim, o Consórcio destacou que, ao longo do processo de estruturação da iniciativa, os representantes dos procons dos sete municípios apontaram elevado número de reclamações relativas à concessionária de energia Enel, que devem ser analisadas regionalmente. “O Procon Consórcio ABC já estabeleceu como uma das suas prioridades a tratativa com a Enel, com o objetivo de realizar em abril, com uma convocação da empresa à sede da entidade regional, reunião para que a empresa preste esclarecimentos e firme compromissos para a melhoria dos serviços”, afirmou.

A Enel informou que realiza reuniões periódicas com o Procon, visando aplicar melhorias contínuas em seus processos. “Para reclamações relacionadas à cobrança, por exemplo, a empresa lançou uma campanha de orientação sobre tributos que incidem sobre a conta de energia, com o objetivo de facilitar a comunicação entre o cliente e o atendente”, declarou a concessionária, que também salientou que está fazendo investimentos na região, citando, como exemplo, a modernização da subestação São Bernardo, que beneficia mais de 70 mil clientes.

Moradores de Sto.André sofrem com transtorno por falta de energia

Na Vila Gilda, em Santo André, moradores do Edifício Avanhandava tiveram transtornos por causa da falta de comunicação com a Enel na semana passada. A energia retornou após queda repentina de abastecimento, porém, o prédio de 13 andares ficou sem a energia trifásica, o que impediu o funcionamento do elevador durante praticamente os dois dias.

Mesmo com diversas tentativas de contato por meio do telefone, que eles estimam em cerca de 30 por dia, o problema só foi resolvido no fim da tarde do dia 16, um domingo. O início do transtorno foi na madrugada de sexta-feira para sábado – dia 15 –, com a falta de energia elétrica, que foi logo resolvida. Porém, o trifásico não retornou.

De acordo com o engenheiro Jesus González, 59 anos, morador do prédio, além de toda a dor de cabeça, a principal questão foi a falta de posicionamento da empresa. “Só depois de 36 horas tivemos uma equipe chegando. O problema do trifásico é que depois já começaria a falta d’água (porque as bombas que levam o líquido às caixas também ficam sem funcionar). Ficamos totalmente desorientados nas ligações, que sempre prometiam que o problema logo seria resolvido. Em determinado momento começou a ir direto para uma gravação. Foi falta de respeito.”

O síndico Filipe Godoy, 41, afirmou que pretende entrar em contato coma Enel para pedir ressarcimento do valor do gerador. Isso porque, apesar de não ter sido utilizado, houve cobrança da empresa prestadora de serviços. “Fiquei tão desesperado que, às 8h30 da manhã de domingo, peguei o carro e fui andando para ver se achava um caminhão da Enel. Uma hora e meia depois, voltei, sem sucesso”, disse.

Questionada sobre o assunto, a Enel declarou que, no dia do atendimento, teve excesso de chamados devido às chuvas que atingiram a região, “o que demandou um tempo maior para a normalização do serviço prestado”. “A distribuidora reforça que entrará em contato com a administração do condomínio para prestar os esclarecimentos, além de avaliar a qualidade do fornecimento de energia do circuito que atende o local”, informou, em nota.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que não foi contatada pelos moradores porque não funciona aos fins de semana, afirmou que, em conjunto com a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo), tem realizado diversas ações para buscar junto à Enel a melhoria contínua da qualidade do serviço. Encontram-se em andamento três ações de acompanhamentos de planos de resultados pactuados com a empresa para melhoria da qualidade em relação aos seguintes serviços: continuidade do fornecimento, faturamento de energia e ressarcimento por danos elétricos.

“Esses planos possuem periodicidade de 12 meses e terão vigência até setembro de 2020. Todavia, é importante destacar que a atuação da Aneel e Arsesp não se restringe a apenas essas três ações, podendo surgir no decorrer do ano outras atividades de fiscalização, a depender do grau de gravidade, importância e risco”, informou, por nota. 



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Enel tem aumento de 34% nas reclamações

Empresa responsável por distribuição é uma das campeãs de críticas de usuários no Grande ABC

Yara Ferraz
Diário do Grande ABC

25/02/2020 | 22:30


A Enel, que assumiu os serviços da AES Eletropaulo como responsável pela concessão da energia elétrica em São Paulo e no Grande ABC, é uma das campeãs de reclamação nos procons da região. No ano passado, a empresa foi alvo de 1.790 registros, aumento de 34,69% em relação a 2018.

Os dados anuais dos serviços de atendimento são disponibilizados pelo Sindec (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor), do Ministério da Justiça, e foram tabulados pelo Diário. Entre as cidades, a que possui o maior número de reclamações contra a companhia é Santo André, com 552 queixas.

Na última semana, inclusive, moradores de um prédio localizado na Vila Gilda sofreram com o descaso da empresa e ficaram sem energia trifásica, o que impossibilitou o funcionamento do elevador e do sistema de bombas de água. Eles chegaram a efetuar, na média, 30 ligações diárias para a Enel para resolver o problema.

A firma está no sexto lugar no ranking das com maior número de reclamações no Grande ABC, atrás da Vivo (3.136), TIM (2.769), Claro (2.352), Bradesco (2.023) e Casas Bahia (1.900). Em comparação a todas elas, a concessionária de energia foi o destaque no aumento percentual.

O acréscimo aconteceu no período em que a Enel, que é de um grupo italiano, assumiu a concessão da energia elétrica no Estado. A empresa adquiriu o controle acionário da antiga AES Eletropaulo. Já em relação ao tipo de reclamação, a maioria é relacionada a problemas com cobrança (1.208). Em segundo lugar aparecem falhas com contato (215).

O Diário questionou o Consórcio Intermunicipal da região, que sedia o Procon regional, sobre a alta de reclamações da prestadora de serviços. O convênio foi anunciado oficialmente no início deste mês e ainda está em fase de implementação. Por isso, avaliação pormenorizada da classificação das campeãs de crítica será feita posteriormente. “O equipamento vai centralizar as principais demandas dos consumidores das sete cidades, que serão avaliadas de maneira regional. Neste mês e em março, os servidores que atuarão no equipamento estão realizando treinamento na Fundação ProconSP”, informou, por meio de nota.

Mesmo assim, o Consórcio destacou que, ao longo do processo de estruturação da iniciativa, os representantes dos procons dos sete municípios apontaram elevado número de reclamações relativas à concessionária de energia Enel, que devem ser analisadas regionalmente. “O Procon Consórcio ABC já estabeleceu como uma das suas prioridades a tratativa com a Enel, com o objetivo de realizar em abril, com uma convocação da empresa à sede da entidade regional, reunião para que a empresa preste esclarecimentos e firme compromissos para a melhoria dos serviços”, afirmou.

A Enel informou que realiza reuniões periódicas com o Procon, visando aplicar melhorias contínuas em seus processos. “Para reclamações relacionadas à cobrança, por exemplo, a empresa lançou uma campanha de orientação sobre tributos que incidem sobre a conta de energia, com o objetivo de facilitar a comunicação entre o cliente e o atendente”, declarou a concessionária, que também salientou que está fazendo investimentos na região, citando, como exemplo, a modernização da subestação São Bernardo, que beneficia mais de 70 mil clientes.

Moradores de Sto.André sofrem com transtorno por falta de energia

Na Vila Gilda, em Santo André, moradores do Edifício Avanhandava tiveram transtornos por causa da falta de comunicação com a Enel na semana passada. A energia retornou após queda repentina de abastecimento, porém, o prédio de 13 andares ficou sem a energia trifásica, o que impediu o funcionamento do elevador durante praticamente os dois dias.

Mesmo com diversas tentativas de contato por meio do telefone, que eles estimam em cerca de 30 por dia, o problema só foi resolvido no fim da tarde do dia 16, um domingo. O início do transtorno foi na madrugada de sexta-feira para sábado – dia 15 –, com a falta de energia elétrica, que foi logo resolvida. Porém, o trifásico não retornou.

De acordo com o engenheiro Jesus González, 59 anos, morador do prédio, além de toda a dor de cabeça, a principal questão foi a falta de posicionamento da empresa. “Só depois de 36 horas tivemos uma equipe chegando. O problema do trifásico é que depois já começaria a falta d’água (porque as bombas que levam o líquido às caixas também ficam sem funcionar). Ficamos totalmente desorientados nas ligações, que sempre prometiam que o problema logo seria resolvido. Em determinado momento começou a ir direto para uma gravação. Foi falta de respeito.”

O síndico Filipe Godoy, 41, afirmou que pretende entrar em contato coma Enel para pedir ressarcimento do valor do gerador. Isso porque, apesar de não ter sido utilizado, houve cobrança da empresa prestadora de serviços. “Fiquei tão desesperado que, às 8h30 da manhã de domingo, peguei o carro e fui andando para ver se achava um caminhão da Enel. Uma hora e meia depois, voltei, sem sucesso”, disse.

Questionada sobre o assunto, a Enel declarou que, no dia do atendimento, teve excesso de chamados devido às chuvas que atingiram a região, “o que demandou um tempo maior para a normalização do serviço prestado”. “A distribuidora reforça que entrará em contato com a administração do condomínio para prestar os esclarecimentos, além de avaliar a qualidade do fornecimento de energia do circuito que atende o local”, informou, em nota.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que não foi contatada pelos moradores porque não funciona aos fins de semana, afirmou que, em conjunto com a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo), tem realizado diversas ações para buscar junto à Enel a melhoria contínua da qualidade do serviço. Encontram-se em andamento três ações de acompanhamentos de planos de resultados pactuados com a empresa para melhoria da qualidade em relação aos seguintes serviços: continuidade do fornecimento, faturamento de energia e ressarcimento por danos elétricos.

“Esses planos possuem periodicidade de 12 meses e terão vigência até setembro de 2020. Todavia, é importante destacar que a atuação da Aneel e Arsesp não se restringe a apenas essas três ações, podendo surgir no decorrer do ano outras atividades de fiscalização, a depender do grau de gravidade, importância e risco”, informou, por nota. 

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