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Eleição reúne candidaturas coletivas e adeptos dos avulsos

Em Sto.André, grupo prepara projeto com 15 nomes; blocos pregam pleito sem filiação


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

25/02/2020 | 00:01


Enquanto grupos se articulam para lançar candidaturas coletivas, seguindo os passos da Bancada Ativista (Psol), eleita em 2018 à Assembleia Legislativa, outros apoiam a candidatura avulsa, sem que haja filiação a qualquer partido político. Segundo especialista ouvida pelo Diário, ambas as ideias demonstram que a democracia passa por momento crítico.

Em Santo André, grupo de cerca de 15 pessoas tem se reunido desde o ano passado para bancar candidatura coletiva. Com o nome de Massa (Movimento de Ativistas Sociais de Santo André), o coletivo deverá definir quem encabeçará o pleito à Câmara neste mês e terá o Psol como legenda.

“Nos encontramos desde o ano passado para nos planejar para este pleito e entendemos que é a forma coletiva que agrega mais força para bancar uma eleição. A ideia principal é recriar a forma de fazer política”, disse a professora de pedagogia da Fundação Santo André e porta-voz do coletivo, Isabel Rodrigues, 40 anos.

Segundo Isabel, as principais bandeiras do coletivo Massa são a descentralização das atividades na cidade e fortalecimento dos conselhos em Santo André, que, segundo ela, reforçam o interesse de espalhar o modo coletivo de se fazer ações políticas. “Tentamos estabelecer uma coisa chamada de sociocracia, que não acontece através de votos para se escolher alguma coisa dentro do grupo. Cada integrante pode participar do debate até que todo o grupo chegue em um consenso”, explicou a professora.

Para a mestre em direito político Mônica Sapucaia Machado, a ideia de candidaturas coletivas é nova e espelha momento crítico na democracia do País. Segundo Mônica, a candidatura coletiva se organiza à revelia de um partido político, só fazendo parte de alguma sigla após escolha de quem irá liderar a disputa. “Já quem constrói uma candidatura avulsa não quer, de certa forma, se entrosar com partidos políticos, alegando que a partidarização é danosa e criminosa, o que é muito ruim para o jogo político”, analisou. 



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Eleição reúne candidaturas coletivas e adeptos dos avulsos

Em Sto.André, grupo prepara projeto com 15 nomes; blocos pregam pleito sem filiação

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

25/02/2020 | 00:01


Enquanto grupos se articulam para lançar candidaturas coletivas, seguindo os passos da Bancada Ativista (Psol), eleita em 2018 à Assembleia Legislativa, outros apoiam a candidatura avulsa, sem que haja filiação a qualquer partido político. Segundo especialista ouvida pelo Diário, ambas as ideias demonstram que a democracia passa por momento crítico.

Em Santo André, grupo de cerca de 15 pessoas tem se reunido desde o ano passado para bancar candidatura coletiva. Com o nome de Massa (Movimento de Ativistas Sociais de Santo André), o coletivo deverá definir quem encabeçará o pleito à Câmara neste mês e terá o Psol como legenda.

“Nos encontramos desde o ano passado para nos planejar para este pleito e entendemos que é a forma coletiva que agrega mais força para bancar uma eleição. A ideia principal é recriar a forma de fazer política”, disse a professora de pedagogia da Fundação Santo André e porta-voz do coletivo, Isabel Rodrigues, 40 anos.

Segundo Isabel, as principais bandeiras do coletivo Massa são a descentralização das atividades na cidade e fortalecimento dos conselhos em Santo André, que, segundo ela, reforçam o interesse de espalhar o modo coletivo de se fazer ações políticas. “Tentamos estabelecer uma coisa chamada de sociocracia, que não acontece através de votos para se escolher alguma coisa dentro do grupo. Cada integrante pode participar do debate até que todo o grupo chegue em um consenso”, explicou a professora.

Para a mestre em direito político Mônica Sapucaia Machado, a ideia de candidaturas coletivas é nova e espelha momento crítico na democracia do País. Segundo Mônica, a candidatura coletiva se organiza à revelia de um partido político, só fazendo parte de alguma sigla após escolha de quem irá liderar a disputa. “Já quem constrói uma candidatura avulsa não quer, de certa forma, se entrosar com partidos políticos, alegando que a partidarização é danosa e criminosa, o que é muito ruim para o jogo político”, analisou. 

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