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Dólar alto impacta em viagens aos Estados Unidos

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Agências e associação nacional preveem maior procura por destinos nacionais após disparada da moeda


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

24/02/2020 | 22:20


A escalada do dólar, que bateu sucessivos recordes frente ao real neste mês, impactou nas viagens para os Estados Unidos no período do Carnaval, uma das principais datas de comercialização de pacotes turísticos.

Associação nacional e agências de turismo já identificaram maior procura por destinos nacionais e na América do Sul – e consequente redução na busca pelo território norte-americano. O balanço fechado, porém, só será divulgado na semana que vem, uma vez que o fim de semana pós-Carnaval entra na contabilidade do setor sobre as vendas na Folia.

Gerente de vendas da CVC, Viviane Pio revela que o aumento do dólar fez com que a proporção de negociações ficasse 90% para territórios nacionais e 10% aos internacionais.

“Esse cenário nacional é o mesmo no Grande ABC. O que estamos percebendo é que países da América do Sul ganham muitos destaque com a alta do dólar, como Chile, Argentina (Buenos Aires) e Uruguai (Montevidéu). Ótimas opções cuja diferença de investimento é grande, se comparado com países da Europa e com o próprio Estados Unidos.”

O dólar turismo, índice considerado para vendas de pacotes, atingiu oficialmente a marca de R$ 4,52. Em casas de câmbio do Grande ABC, a moeda norte-americana era comercializada a R$ 4,62.

A Abav (Associação Brasileira das Agências de Viagens) estima que as vendas de pacotes no Carnaval cresçam de 5% (cenário real) a 8% (otimista), percentuais que se mantêm desde 2017. Segundo a entidade, esse prisma só continua porque as agências têm lançado mão de promoções, redução da margem de lucro e até congelamento do valor do dólar para não afugentar a clientela.

A tática é usada pela CVC. A empresa, com sede em Santo André, citou que, para convencer aqueles que não abrem mão de aproveitar a Folia longe de casa, a estratégia foi mesmo a de promover descontos nos preços.

“Desde que o dólar ultrapassou os R$ 4, as lojas da CVC vêm oferecendo taxa de câmbio reduzida para ajudar seus clientes no planejamento financeiro da viagem internacional. Esse câmbio pode ser utilizado na conversão para reais, no ato da compra de serviços como passagens aéreas, hospedagens, ingressos para parques, com parcelamento em reais em até 12 vezes fixas”, disse Viviane Pio, emendando que o trabalho da companhia é “oferecer descontos aos clientes, trabalhando com o câmbio para que o cliente sinta o menos possível (a variação da moeda)”.

PLANEJAMENTO
A gerente de marketing Luana Barbosa, 34 anos, moradora de Santo André, conseguiu manter as duas viagens planejadas para este ano graças a uma organização prévia dos gastos.

Em junho, o noivo e ela irão para Montevidéu, no Uruguai. Em setembro, para Orlando, nos Estados Unidos. “Devido à alta da moeda, tivemos que fazer alguns ajustes na viagem a Orlando. Antes, a previsão era a de que ficaríamos hospedados no complexo da Universal, mais próximo dos parques e que permite que você vivencie melhor as experiências. No entanto, agora estamos estudando opções de hospedagem mais baratas, como flat com cozinha, para que tenhamos a oportunidade de cozinhar e também economizar nas refeições.”

Outra alteração é com relação às compras. “Será minha terceira vez no país e pela primeira vez não vou encher as malas. A ideia é vivenciar as experiências, ir nos parques e curtir o local.”

Luana ainda explica que só utiliza cartão na viagem em caso de emergência. “Opto por trocar o dinheiro ainda no Brasil, por questão de segurança e já levo o que pretendo gastar. O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrado pela utilização de cartões como o de crédito é muito alto.”

Para a gerente de marketing, viagem sempre será um investimento que não abre mão. “É a forma como eu e meu noivo gostamos de nos presentear. Não é algo físico, mas a experiência em si.” Como todo brasileiro, Luana sempre prefere arriscar e trocar o dinheiro próximo à viagem. “Corro o risco para ver se o dólar baixa. Mas se a pessoa tiver um dinheiro guardado, comprar antes também é boa pedida.”

Moeda norte-americana bate recordes

Durante todo o mês de fevereiro, o dólar foi alvo dos holofotes e do desespero de quem já havia planejado viagem internacional. Na quinta-feira, por exemplo, a moeda norte-americana fechou a cotação em nova máxima histórica, a oitava do mês. A moeda chegou a encostar em R$ 4,40, mas acabou terminando o dia em R$ 4,3912, com valorização de 0,59%. No ano, o dólar já sobe 9,46%. As altas sucessivas acontecem no mercado internacional em meio a preocupações com os efeitos do coronavírus na China e novos casos de morte pela gripe no Japão.

Na sexta-feira, último pregão pré-Carnaval, após bater em R$ 4,40 pela manhã, a alta perdeu força ao longo do dia e a divisa fechou em R$ 4,39. Até então, a moeda acumula alta de 2,15%, novo patamar recorde do Plano Real. 



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