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Corpo de Gilson Menezes é enterrado em Diadema

Júnior Carvalho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito morreu na madrugada deste domingo em decorrência de complicação de doença nos rins


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

23/02/2020 | 18:53


Atualizada às 11h20

O ex-prefeito de Diadema Gilson Menezes (PSB), que morreu na madrugada de ontem em decorrência de complicação de doença nos rins, foi enterrado por volta das 11h15 desta segunda-feira (24) no Cemitério Municipal.

Desde ontem no início da noite o corpo era velado na Câmara Municipal. Por volta das 8h de hoje, o ex-presidente Lula (PT) compareceu ao local, onde permaneceu por cerca de uma hora. Também se despediram o vereador da Capital Eduardo Suplicy (PT) e o ex-prefeito de São Bernardo e presidente do PT paulista, Luiz Marinho.

Além deles, outros diversos companheiros da época de militância sindical de Gilson estiveram no Legislativo e lembrando da postura do ex-ferramenteiro como um dos líderes do Sindicato dos Metalúrgicos. A condução da greve da Scania de 1978, considerada a paralisação que mudou a história do sindicalismo no País, é tema recorrente nas rodas de conversa.

Primeiro prefeito eleito pelo PT no Brasil, em 1982, Gilson Menezes também administrou Diadema entre 1997 e 2000. Familiares recordaram do lado social das gestões do ex-petista, a ponto de ele ser condecorado com prêmio da ONU (Organização das Nações Unidas).

Eliete Menezes, que foi primeira-dama de Diadema e foi a primeira mulher de Gilson, está nas dependências da Câmara, visivelmente emocionada. Ela comentou que, apesar da separação, ambos mantinham contato próximo. Eliete, que se candidatou à Prefeitura em 1992, pelo PSB, disse que conversou com Gilson na semana passada, quando ele comentou sobre o cansaço na batalha para encontrar um doador de rim.

Muitos militantes do PSB, que foi o partido do ex-prefeito assim que ele deixou o petismo, em 1987, também estão no Legislativo.

Ex-prefeito de Diadema, Mário Reali (PT) citou o legado de Gilson para a cidade - os dois dividiram chapa em 2008, quando venceram a eleiçaõ, e em 2012, quando perderam a reeleição. "É grande a perda para a cidade. Ele foi pioneiro na questão de greve. A greve da Scania ficou marcada para a história. Foi o primeiro prefeito do PT da história. Foi desbravador de caminhos, de lutas. Com muito inconformismo que recebi a notícia (da morte), apesar de saber que é a única certeza que temos da vida. Diadema começou a mudar a partir do Gilson, principalmente com a participação das favelas, com comissão das favelas, e com o Orçamento Participativo. A morte de figuras como ele sempre deixa sentimento de perda irreparável para a cidade."

Gilson, 70 anos, deixa quatro filhos - Alexandra, 47, Luciana, 43, Gilson Menezes Júnior, 39, Renata, 32 -, sete netos e duas bisnetas. (Com informações de Júnior Carvalho)

 



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