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Adolescência e gravidez não combinam


Do Diário do Grande ABC

23/02/2020 | 10:32


Lançada dia 3 de fevereiro pelos ministérios da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e da Saúde, a campanha Adolescência Primeiro, Gravidez Depois – Tudo Tem o Seu Tempo é ação necessária do governo federal que mostra disposição em discutir questão social que aflige e mexe no meio familiar e na vida dos envolvidos: a gravidez precoce.

O Brasil tem índice acima da média mundial e da América Latina de adolescentes que se tornam mães. Enquanto que, no planeta, 46 jovens de cada 1.000 engravidam por ano e na América Latina esse número é de 65,5, em nosso País o dado é ainda maior, com 68,4 meninas em 1.000. A cada ano mais de 434 mil adolescentes brasileiras engravidam.

Mais do que pauta de costumes ou moral, a campanha visa fortalecer os laços familiares e permitir que esses jovens desfrutem dessa tenra idade em sua plenitude. Afinal, a adolescência é fase delicada, período único da vida e dedicado ao aprofundamento dos projetos de vida, personalidade e interesses. Não é ação de ‘abstinência sexual’, como infelizmente setores da sociedade vêm falando, e sim o de proporcionar junto aos adolescentes, suas famílias e profissionais de saúde a reflexão sobre as consequências de gravidez não intencional e promover o diálogo sobre o assunto.

Uma dessas tristes consequências, por exemplo, é a evasão escolar entre as jovens gestantes. Dados de 2017 da Unicef (órgão das Nações Unidas voltado à infância) mostram que 75% das mães adolescentes abandonam a escola, desencadeando em série de problemas futuros pessoais e de ordem econômica e social.

Outro fator importante na campanha é o acolhimento e a valorização das famílias pelo governo. Há localidades em nosso País em que o diálogo, a informação e o esclarecimento não são feitos de forma adequada e, com a abrangência do poder federal, essa questão da desinformação diminui.

Por exemplo, segundo o estudo Nascer no Brasil, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz, 66% das gestações de adolescentes não são intencionais. Entre as causas está a falta de informação e aconselhamento. Mais grave ainda: cerca de 5% das gestantes pensaram em interromper a gravidez por meio da criminosa prática do aborto.

Colocados esses argumentos, reforço minha posição a favor da família e do bom desenvolvimento de nossos jovens, por isso mesmo apoio a campanha governamental. É fundamental o envolvimento e compromisso dos pais com conversa aberta, sem medos e tabus. É a melhor forma para desenvolver conhecimentos e atitudes saudáveis e de acordo com nossos valores e crenças.

Edison Parra é vereador e presidente em exercício da Câmara de São Caetano.


PALAVRA DO LEITOR


Miliciano
O miliciano Adriano de Nóbrega, com vários casos de assassinatos no Rio de Janeiro – Estado no qual tinha até ‘escritório do crime’ –, foi morto por policiais na Bahia. Bolsonaro culpou o PT. Mas vejamos: Adriano havia sido defendido em plenário pelo próprio presidente da República. Havia sido condecorado e teve familiares empregados pelos filhos de Bolsonaro. E foi executado em sítio de propriedade de político do partido em que Bolsonaro foi eleito presidente. Coincidências, não? Quem será mesmo que matou esse verdadeiro arquivo? Quem será que tinha medo de que ele abrisse a boca?
João Arcanjo de Lima
São Caetano


Nada mudou!
Sobre enchentes no Grande ABC (Setecidades, dia 19), recorre-se apenas a canalização de córregos e construção de piscinões em pontos considerados mais propícios a enchentes. Normalmente a limpeza das galerias de águas pluviais passa pelo esquecimento. Basta ver a quantidade de lixo que flutua nas águas dessas chuvas provocadoras de transbordamento de rios e inundações de ruas e avenidas. Mas isso não é novidade. Em 1919, em Paranapiacaba, o superintendente da estrada de ferro São Paulo Railway informava à imprensa, via telégrafo, que devido às contínuas chuvas e enchentes era impossível restabelecer o tráfego de trens entre São Paulo e Santos, já que no Ipiranga as águas interditaram dois quilômetros de trilhos. Ou seja, nada mudou de lá para cá.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema


Esquerda
Esta esquerda está há décadas dentro do Congresso vendo o povo perder emprego, passar necessidades, o rico ficando mais rico e o pobre ficando mais pobre. A violência está matando mais que qualquer guerra e eles, quando apresentam, é alguma sugestão inviável. Sugerem enfrentar ladrões, estupradores, assassinos, corruptos, oferecendo a eles esporte, teatro, lazer, diminuição de pena e outras barbaridades. Já passou da hora de o povo se decidir de que lado está. Eu é que não vou ficar do lado de gente que escreveu Constituição lunática e infestada de leis burocráticas, que passam a ideia de Brasil maravilhoso, mas que, na realidade, é um inferno. Se não fosse a diferença de épocas, diria que Maquiavel aprendeu com a esquerda brasileira e não a esquerda aprendeu com Maquiavel.
Donizete A. de Souza
Ribeirão Pires


Apoio
Meu total apoio aos jornalistas contra ofensas deste presidente despreparado, semianalfabeto funcional, homofóbico, preconceituoso, sem graça, inútil. Sem dúvida nenhuma o pior chefe de Nação que já passou por Brasília, mais até do que Fernando Collor. Fora, Bolsonaro. Irritante.
Marta R. Silva
Santo André


Divisa
Moro no bairro Jardim Ana Maria, em Santo André, trabalho no Parque São Rafael, em São Paulo, e preciso passar todos os dias pela Rua Oratório, em Santo André, e Avenida Adélia Chofi, em São Paulo, a qual foi recapeada recentemente. O problema é que, por ser região de divisa, trecho de uns 200 metros entre essas duas avenidas simplesmente foi ignorado, sendo este o pior das vias. Não é a primeira vez que isso acontece. Também me ocorre que isso pode ter a ver com desvio de verbas, pois, por ser trecho incerto quanto à jurisdição, fica fácil haver ‘confusão’ na cobrança.
Danilo Paulino
Santo André 



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