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Morre Gilson Menezes, primeiro prefeito do PT, aos 70 anos

Banco de Dados/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Chefe do Paço de Diadema por dois mandatos dependia de transplante e estava na UTI havia 2 semanas


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

23/02/2020 | 08:01


Morreu na madrugada deste domingo (23) o ex-prefeito de Diadema Gilson Menezes (PSB, 1983-1988 e 1997-2000), aos 70 anos. O socialista foi o primeiro prefeito eleito pelo PT no País, em 1982. Ele estava internado há quase duas semanas em hospital na cidade de São Bento do Sul, em Santa Catarina, onde foi morar no fim do ano passado à espera de transplante de rins.

Gilson tinha diabete e há alguns anos estava com a saúde debilitada, com dificuldades para andar e dependendo de sessões de hemodiálise. Na quarta-feira da semana retrasada, o ex-prefeito teve pico de pressão e foi levado ao hospital. Desde então, ficou internado na UTI, em estado grave.

De acordo com a família, o corpo virá para São Paulo e a intenção é a de que o velório ocorra ainda neste domingo, na Câmara de Diadema, no Centro. Ele deixa quatro filhos, Gilson Menezes Júnior, o Gilsinho, Alexandra, Renata e Luciana Menezes, além da mulher Regina Ponce, sete netos e duas bisnetas.

Segundo o secretário de Comunicação de Diadema, Paulo Fares, a chegada do corpo à cidade está prevista para meio-dia, e o velório, a partir das 16h, na Câmara Municipal, à Avenida Antônio Piranga, 474, no Centro. Já o enterro será nesta segunda-feira, às 11h, no Cemitério Municipal.

O prefeito Lauro Michels (PV) decretou luto oficial de três dias, "em respeito à memória e a todos os serviços prestados por Gilson Menezes a este município".

Repercussão

Em nota de pesar pelo falecimento, o diretório  PT na cidade destacou a "passagem marcante" do ex-prefeito pelo Paço e agradece. "Companheiro Gilson Menezes, presente, agora e sempre".

O Prefeito Lauro Michels, em nota oficial, disse que Gilson "deixou marcas que nunca serão esquecidas". "Foi um homem de ideais, acreditou no que fez e fez o que acreditou ser o melhor para a nossa cidade."

Paulo Serra (PSDB), chefe do Executivo de Santo André, na sua conta no Instagran, informou o "profundo pesar" pela morte do ex-prefeito. "Registro meus s sentimentos à família e aos amigos e que Deus os console neste momento de despedida."

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou, em redes social, a morte do ex-prefeito. “Gilson Menezes foi um grande homem público brasileiro, metalúrgico, fundador do PT, e o primeiro prefeito eleito pelo Partido dos Trabalhadores em Diadema, iniciando uma sequência de administrações populares que mudaram a cidade.”

José Auricchio Júnior (PSDB), prefeito de São Caetano, e o deputado estadual Thiago Auricchio (PL) também utilizaram as redes sociais para lamentar a perda.

Presidente estadual do PT, Luiz Marinho, de São Bernardo, disse ter recebido com “tristeza a notícia da morte do companheiro Gilson Menezes”. “Gilson foi um dos que encabeçaram, sob a liderança de Lula, a greve da Scania, no fim dos anos 1970, que iniciou o processo de transformação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no maior sindicato do País. Como prefeito, transformou a cidade de Diadema, com obras de urbanização e sociais. Um lutador e grande companheiro que fará muita falta.”

 

TRAJETÓRIA

Natural de Miguel Calmon, no sertão da Bahia, Gilson chegou em Diadema aos 11 anos, em 1960. Antes, viveu no bairro Pauliceia, na vizinha São Bernardo. Ferramenteiro, começou sua carreira de metalúrgico na empresa Petri, mas escreveu história no chão de fábrica da Scania, onde liderou greves no fim da década de 1970, durante a ditadura militar, e onde iniciou sua trajetória política.

Já no início da década de 1980, Gilson ajudou na fundação do PT, mas resistia em ser candidato a prefeito pelo partido. Disputou o pleito, desbancou a influência do governo Lauro Michels (PTB) e passou a formatar a primeira gestão petista. No fim do mandato, deixa o PT por rusgas com seu então secretário de Saúde, José Augusto da Silva Ramos (hoje no PSDB), mas, em 1997, desbanca o petismo e volta ao comando do Paço, pelo PSB. Entre 1991 e 1996 também foi deputado estadual e presidente do PSB em São Paulo.

Sua última passagem pela Prefeitura de Diadema foi entre 2009 e 2012, quando retorna ao Paço como vice-prefeito, pelo PSB, durante a gestão de Mário Reali (PT). Em maio de 2017, após amargar derrota simbólica na disputa por cadeira de vereador – teve tímidos 360 votos, pelo PDT – Gilson decidiu deixar Diadema e se muda com a mulher para a cidade de Santa Cruz da Conceição, no Interior. Dias antes, deu sua última entrevista presencial ao Diário. “Não tenho mais o que fazer aqui (em Diadema), já dei minha contribuição”, disse, à ocasião. 

O filho, Gilson Menezes Júnior, o Gilsinho, em postagem em rede social, se despediu do pai. “Me faltam palavras pra dizer o quanto você foi e sempre será especial na minha vida, meu pai, meu herói, meu exemplo, infelizmente, à 0h30 do dia de hoje nos despedimos de você, mas nos nossos corações estará para sempre, em cada batida uma boa lembrança. Te amo pai, descanse em paz.” 



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Morre Gilson Menezes, primeiro prefeito do PT, aos 70 anos

Chefe do Paço de Diadema por dois mandatos dependia de transplante e estava na UTI havia 2 semanas

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

23/02/2020 | 08:01


Morreu na madrugada deste domingo (23) o ex-prefeito de Diadema Gilson Menezes (PSB, 1983-1988 e 1997-2000), aos 70 anos. O socialista foi o primeiro prefeito eleito pelo PT no País, em 1982. Ele estava internado há quase duas semanas em hospital na cidade de São Bento do Sul, em Santa Catarina, onde foi morar no fim do ano passado à espera de transplante de rins.

Gilson tinha diabete e há alguns anos estava com a saúde debilitada, com dificuldades para andar e dependendo de sessões de hemodiálise. Na quarta-feira da semana retrasada, o ex-prefeito teve pico de pressão e foi levado ao hospital. Desde então, ficou internado na UTI, em estado grave.

De acordo com a família, o corpo virá para São Paulo e a intenção é a de que o velório ocorra ainda neste domingo, na Câmara de Diadema, no Centro. Ele deixa quatro filhos, Gilson Menezes Júnior, o Gilsinho, Alexandra, Renata e Luciana Menezes, além da mulher Regina Ponce, sete netos e duas bisnetas.

Segundo o secretário de Comunicação de Diadema, Paulo Fares, a chegada do corpo à cidade está prevista para meio-dia, e o velório, a partir das 16h, na Câmara Municipal, à Avenida Antônio Piranga, 474, no Centro. Já o enterro será nesta segunda-feira, às 11h, no Cemitério Municipal.

O prefeito Lauro Michels (PV) decretou luto oficial de três dias, "em respeito à memória e a todos os serviços prestados por Gilson Menezes a este município".

Repercussão

Em nota de pesar pelo falecimento, o diretório  PT na cidade destacou a "passagem marcante" do ex-prefeito pelo Paço e agradece. "Companheiro Gilson Menezes, presente, agora e sempre".

O Prefeito Lauro Michels, em nota oficial, disse que Gilson "deixou marcas que nunca serão esquecidas". "Foi um homem de ideais, acreditou no que fez e fez o que acreditou ser o melhor para a nossa cidade."

Paulo Serra (PSDB), chefe do Executivo de Santo André, na sua conta no Instagran, informou o "profundo pesar" pela morte do ex-prefeito. "Registro meus s sentimentos à família e aos amigos e que Deus os console neste momento de despedida."

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou, em redes social, a morte do ex-prefeito. “Gilson Menezes foi um grande homem público brasileiro, metalúrgico, fundador do PT, e o primeiro prefeito eleito pelo Partido dos Trabalhadores em Diadema, iniciando uma sequência de administrações populares que mudaram a cidade.”

José Auricchio Júnior (PSDB), prefeito de São Caetano, e o deputado estadual Thiago Auricchio (PL) também utilizaram as redes sociais para lamentar a perda.

Presidente estadual do PT, Luiz Marinho, de São Bernardo, disse ter recebido com “tristeza a notícia da morte do companheiro Gilson Menezes”. “Gilson foi um dos que encabeçaram, sob a liderança de Lula, a greve da Scania, no fim dos anos 1970, que iniciou o processo de transformação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no maior sindicato do País. Como prefeito, transformou a cidade de Diadema, com obras de urbanização e sociais. Um lutador e grande companheiro que fará muita falta.”

 

TRAJETÓRIA

Natural de Miguel Calmon, no sertão da Bahia, Gilson chegou em Diadema aos 11 anos, em 1960. Antes, viveu no bairro Pauliceia, na vizinha São Bernardo. Ferramenteiro, começou sua carreira de metalúrgico na empresa Petri, mas escreveu história no chão de fábrica da Scania, onde liderou greves no fim da década de 1970, durante a ditadura militar, e onde iniciou sua trajetória política.

Já no início da década de 1980, Gilson ajudou na fundação do PT, mas resistia em ser candidato a prefeito pelo partido. Disputou o pleito, desbancou a influência do governo Lauro Michels (PTB) e passou a formatar a primeira gestão petista. No fim do mandato, deixa o PT por rusgas com seu então secretário de Saúde, José Augusto da Silva Ramos (hoje no PSDB), mas, em 1997, desbanca o petismo e volta ao comando do Paço, pelo PSB. Entre 1991 e 1996 também foi deputado estadual e presidente do PSB em São Paulo.

Sua última passagem pela Prefeitura de Diadema foi entre 2009 e 2012, quando retorna ao Paço como vice-prefeito, pelo PSB, durante a gestão de Mário Reali (PT). Em maio de 2017, após amargar derrota simbólica na disputa por cadeira de vereador – teve tímidos 360 votos, pelo PDT – Gilson decidiu deixar Diadema e se muda com a mulher para a cidade de Santa Cruz da Conceição, no Interior. Dias antes, deu sua última entrevista presencial ao Diário. “Não tenho mais o que fazer aqui (em Diadema), já dei minha contribuição”, disse, à ocasião. 

O filho, Gilson Menezes Júnior, o Gilsinho, em postagem em rede social, se despediu do pai. “Me faltam palavras pra dizer o quanto você foi e sempre será especial na minha vida, meu pai, meu herói, meu exemplo, infelizmente, à 0h30 do dia de hoje nos despedimos de você, mas nos nossos corações estará para sempre, em cada batida uma boa lembrança. Te amo pai, descanse em paz.” 

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