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Importação chinesa para a região cai com coronavírus

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em janeiro deste ano, houve diminuição de US$ 2,64 milhões em compras do país asiático


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

22/02/2020 | 00:01


A epidemia de coronavírus que teve início na China – que segue enfrentando as graves consequências da doença – começa a trazer impactos à economia do Grande ABC. Segundo dados da balança comercial, as importações de produtos do local, que é um dos principais polos industriais do mundo, diminuíram neste ano. O montante importado teve queda de US$ 2,64 milhões em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2019.

Segundo os dados disponibilizados pelo Ministério da Economia, no primeiro mês de 2019 o montante comprado pela região da China chegou a US$ 48,52 milhões. No último mês, o número atingiu a marca de US$ 45,88 milhões, queda de 5,44% (veja dados por cidade na arte acima). Quando os valores são transformados em reais (a moeda norte-americana comercial encerrou o dia de ontem cotada a R$ 4,3922), a perda alcança R$ 11,58 milhões.

De acordo com o coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, a movimentação já pode ser consequência, porém, o maior impacto ainda está por vir. “Uma boa parte das fábricas ainda está paralisada, principalmente na região onde o coronavírus apareceu, na cidade de Wuhan. Ela é pequena, mas tão populosa quanto São Paulo, e lá se fabricam muitos componentes do setor industrial. Então, o impacto mais relevante deve aparecer nos meses de fevereiro e março”, destacou, completando que o mês de janeiro tradicionalmente vem acompanhado de uma redução da atividade econômica no país, por conta das comemorações do Ano-Novo chinês – que foram canceladas neste ano por conta da epidemia.

Diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Diadema, Anuar Dequech Júnior disse que o impacto acontece na demora para os produtos chegarem ao País. “Nós sabemos que a importação da China está complicada. Com relação às peças, ainda não chegou o problema mais sério para a gente”, afirmou, completando que “existe muita preocupação, porque são muitos produtos que vêm de lá”.

Dequech relatou que as principais queixas ainda são de demora da chegada de produtos, por causa de controle maior da Receita Federal nos portos. “Se continuar a represar a mercadoria na chegada ao País, vai dar algum impacto com certeza. São peças, principalmente banhadas em óleo. Não sei se isso causaria algum problema, mas é natural ter um controle maior”, analisou. Ele discorreu que se o problema persistir haverá reunião mais pormenorizada sobre ações que podem ser adotadas.

NO MUNDO

Ontem, o número de infectados com coronavírus chegou a 76 mil registros e 2.200 mortes em todo o mundo. O Brasil tem apenas um caso suspeito no Rio de Janeiro – outros 51 foram investigados e descartados.
Em 24 horas, a OMS (Organização Mundial da Saúde) foi notificada por 149 novos casos de coronavírus fora da China. A entidade disse estar preocupada com a possibilidade de o vírus se espalhar, principalmente em áreas com sistemas de saúde mais frágeis.

Isso fez com que o Brasil ampliasse o número de países com alerta e vigilância para doenças respiratórias, também passando a ser considerados casos suspeitos o de pessoas com sintomas que tenham vindo de Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Cingapura, Vietnã, Camboja e Tailândia – essas regiões têm registros confirmados da doença.  



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